Dia Nacional de Controle do Colesterol: níveis elevados podem piorar o diabetes

O Dia Nacional de Controle do Colesterol é lembrado em 08 de agosto com o objetivo de promover a conscientização e a importância da prevenção e do tratamento do colesterol alto. O colesterol é um tipo de gordura presente em alimentos de origem animal e que também é gerado pelo corpo humano. Além disso, desempenha funções essenciais no organismo, como produzir hormônio e vitamina D.

Segundo o cardiologista e diretor clínico do Hospital Santa Paula, Otavio Gebara, os problemas cardiovasculares causados pelo colesterol começam a ser construídos na primeira infância, até os 5 anos de idade. “O processo de depósito de gorduras nas artérias começa bem cedo. Existe uma interação entre os fatores genéticos e ambientais, mas também depende do estilo de vida, se a criança se alimenta de forma adequada ou não”, explica.

Existem dois tipos de colesterol: o LDL, considerado “colesterol ruim”, que facilita a entrada do colesterol nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura, causando o “entupimento”; e o HDL, considerado “colesterol bom”, que retira o colesterol das células e facilita a sua eliminação do organismo.

Em excesso, o colesterol LDL é prejudicial por aumentar o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os níveis ideais de colesterol no sangue são de 70mg/dL, não ultrapassando 100mg/dL. De 160 a 189 já é considerado alto e acima de 190 muito alto.

Gebara esclarece que muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e falta de atividade física. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta. Cerca de 70% do excesso de colesterol LDL é produzido pelo fígado e o restante (30%) vem da ingestão de alimentos ricos em gordura.

Ainda de acordo com o médico, o O LDL tem um efeito oxidante e inflamatório para as artérias. Dessa forma, ele promove alterações na parede do vaso que levam a progressiva perda de função vasodilatadora e elástica, promovendo o entupimento. O diabetes, causado pela resistência à insulina, também promove esses efeitos. ”Em conclusão, os dois fatores são deletérios e um potencializa o efeito danoso do outro.  A glicemia alterada piora a saúde dos vasos e facilita o deposito de colesterol nas paredes, aumentado as chances de um entupimento”, completa.

Sintomas e prevenção

Como o excesso de colesterol LDL não apresenta sintomas é indicado fazer exames com frequência, principalmente se a pessoa ingere muita gordura saturada, está acima do peso, é sedentário ou se tem histórico familiar de morte infarto.

“Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas só estão indicados em pessoas com alto risco, quando as mudanças no estilo de vida não conseguiram um controle adequado”, explica o especialista. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável, o peso sob controle, e uma dieta balanceada são fundamentais para controlar o colesterol.

Ainda segundo Gebara, existem várias maneiras de manter o colesterol sob controle. São elas:
– Praticar exercícios físicos;
– Não fumar;
– Evitar o estresse;
– Comer mais frutas e vegetais;
– Dar preferência a carnes brancas, grelhadas ou assadas;
– Comer uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs;
– Limitar a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite;
– Limitar os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado;
– Utilizar derivados de leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light;
– Evitar frituras;
– Fazer uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol.

 

Excesso de alimentos ácidos podem trazer danos à saúde

Ao receber o diagnóstico de diabetes, a primeira recomendação dos médicos e nutricionistas em relação às frutas é dar preferência às mais ácidas, já que possuem menos frutose. Porém, o que poucos sabem é que o fator pH do organismo pode causar uma série de transtornos para nossa saúde. A acidez acaba favorecendo condições médicas clínicas. De acordo com estudo da Universidade de Indiana, alguns exemplos podem ser úlceras, problemas de pele, artrite, osteoporose e até mesmo fadiga e depressão.

“O nosso organismo é criado para ser alcalino. O pH da maioria das nossas células e fluidos como, por exemplo, o sangue tem um valor ligeiramente alcalino. Assim como o nosso corpo tem mecanismos para regular a temperatura, de forma que se mantenha num valor determinado, ele faz o mesmo para tentar manter o valor de alcalinidade do sangue”, explica o doutor Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo o médico, um dos fatores que determinam o pH do sangue é alimentação. “O nosso organismo transforma tudo aquilo que consumimos em energia. Mas ao alimento adequado pode regular o melhor funcionamento de nossas funções vitais”, acrescenta. O excesso de acidez no corpo pode resultar em problemas para a saúde, como risco de doenças inflamatórias e até câncer.

O médico lembra que a alimentação incorreta também pode colocar em risco o equilíbrio do PH sanguíneo, pois favorece a produção de ácidos. “Com esse desequilíbrio, o corpo acaba utilizando substâncias necessárias para outras funções, como o cálcio, que serve para fortalecer os ossos e acaba tendo outro fim, como retomar a alcalinidade do nosso corpo”, diz.

O especialista explica que as reservas de minerais alcalinos são facilmente consumidas devido excesso de alimentos ácidos, que são aqueles processados ou com excesso de química, como refrigerantes, a pizza, batatas fritas, bolos, biscoitos, cafeína, queijo, alimentos com gordura, bebidas alcoólicas, natas, etc. “Se o organismo está constantemente utilizando o cálcio para eliminar os ácidos que consumimos, então futuramente surgirão os sintomas da osteoporose”, exemplifica.

O Dr. Webert lembra ainda que estudos recentes reforçam a ideia de que uma dieta com pH equilibrado pode otimizar o metabolismo e aumenta a capacidade do corpo em eliminar as toxinas, além de reduzir consideravelmente a retenção de líquidos. “O ideal é equilibrar o consumo de alimentos ácidos e alcalinos”.

O médico defende o aumento considerável de alimentos ricos em minerais alcalinos, como magnésio, potássio, cálcio e sódio. Esses nutrientes podem ser encontrados em abundância, por exemplo, no óleo de peixe, no chá verde, em grãos integrais, vegetais e amêndoas, inhame, lentilha, melão e brócolis. “Além disso, o ideal é realmente evitar refrigerantes, até mesmo a água tônica, , café, chá-preto, açúcar, adoçantes diversos, amendoim, grãos e vegetais ricos em amido, como trigo, massas e feijão”, lembra.

Ainda de acordo com o especialista, o organismo de cada paciente representa um universo único e precisa ser avaliado individualmente. “A alimentação correta é a maior prevenção contra doenças. No entanto, a procura do auxílio de um especialista é sempre o melhor caminho para um resultado realmente eficiente desse tratamento”.

Conheça alguns alimentos alcalinos

Raízes – nabo, cenoura, beterraba e outros tubérculos podem ser consumidos crus ou levemente cozidos;

Vegetais crucíferos – repolho e brócolis estão entre os mais alcalinos;

Alho, limões, pepino, aipo, maçãs, abacate e uva também são alimentos alcalinos.

Campanha alerta para a relação da Hepatite C com o Diabetes

Atualmente, o Brasil tem cerca de 2 milhões de portadores do vírus da Hepatite C¹. Destes, aproximadamente 70% desconhecem que têm o vírus e apenas 10% foram tratados. Estudos mostram que o vírus da Hepatite C – adquirida principalmente pelo contato com sangue contaminado – é capaz de gerar alterações na insulina, impedindo que ela regule o metabolismo da glicose no organismo. Pacientes com essas alterações apresentam quase quatro vezes mais chances de desenvolver o Diabetes Tipo 2.

Para mudar esse cenário, a Gilead Brasil, com o apoio das Sociedades Brasileiras de Diabetes (SBD), Hepatologia (SBH) e Infectologia (SBI) lança a campanha nacional de conscientização “Na Ponta do Dedo – Faça o exame. Por trás do Diabetes tipo 2 pode estar a Hepatite C”. A partir deste conceito, a iniciativa tem como principal objetivo estimular (por meio de publicações nas redes sociais para médicos e público leigo) a realização do exame que detecta o vírus da Hepatite C.

“A Gilead acredita ser extremamente importante disseminar a informação de que, com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, a doença (Hepatite C) tem 90% de chance de cura. Essa é a realidade que vivemos hoje no Brasil e pouca gente sabe”, revela Christian Schneider, gerente geral da Gilead Brasil.

Cerca de 90% das pessoas que adquirem a Hepatite C não desenvolvem nenhum sintoma. O diagnóstico, por sua vez, costuma ser realizado por meio de exames para doação de sangue, durante procedimentos de rotina ou quando a doença já está em fase avançada. “A Hepatite C é assintomática, ou seja, o aparecimento de sintomas é muito raro. Por isso, é muito importante consultar um médico regularmente, fazer o exame anti-HCV, que detecta o vírus e, se identificado, deve-se iniciar o tratamento nas primeiras fases da enfermidade”, explica o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O especialista destaca a importância do tratamento precoce da doença e a relação com o Diabetes tipo 2. “Um paciente que tem Hepatite C tem até quatro vezes mais chances de desenvolver o Diabetes tipo 2. Isso pode ser evitado com o diagnóstico e tratamento. O teste anti-HCV é rápido, pode ser feito com apenas uma gota de sangue, e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)”, completa Turatti.
Além de quatro vezes mais chances de desenvolver Diabetes, pacientes com Hepatite C têm maior propensão a desenvolver câncer de fígado, cirrose e doenças cardiovasculares.

*Saiba mais sobre a campanha acessando o site www.napontadodedo.com

10 dicas para manter uma alimentação saudável no ambiente de trabalho

Todo mundo sempre fala dos perigos de ter uma alimentação inadequada devido à correria do dia-a-dia. Com uma rotina pesada de trabalho, em alguns casos alidada aos serviços domésticos, muitas pessoas acabam optando por refeições mais rápidas que, geralmente, não são nada saudáveis. Mas…e durante o trabalho? No meio da manhã ou da tarde, aquele espaço entre as refeições? Ou até mesmo quem almoça no ambiente de trabalho? Como manter uma alimentação saudável?

Cafezinho, bolachas, salgadinhos, docinhos,  marmitas de restaurantes e tantas outras opções, por serem de fácil acesso e transporte, acabam sendo os mais escolhidos. Porém, independente do horário, ter o cuidado para evitar o consumo de comidas gordurosas, pouco nutritivas e principalmente os doces, é essencial para manter uma dieta balanceada mesmo fora de casa.

Para ajudar a realizar as refeições no ambiente de trabalho, a nutricionista Viviane Kim, da Liv Up, startup de alimentação saudável, selecionou 10 dicas de como ter uma alimentação saudável. Confira:

  1. Programe-se: tenha sempre em mãos opções de lanches mais saudáveis para quando a fome bater. Se possível, prepare também seu almoço, com salada, legumes, grãos integrais e proteínas para comer no trabalho;
  2. Evite pular as refeições ou ficar grandes períodos sem se alimentar: grandes intervalos entre as refeições podem levar você a comer mais quando se alimenta. Evite exageros, opte por fazer refeições menores em períodos de tempo mais curtos;
  3. Procure lanches mais saudáveis: troque os ultraprocessados por lanches mais naturais, tentando sempre associar carboidratos à gorduras boas ou proteínas. Frutas + castanhas ou frutas + iogurte são opções práticas, equilibradas e fáceis de levar para qualquer lugar;
  4. Evite sucos e bebidas prontos: eles costumam ser recheados de açúcar e conservantes. O ideal é, sempre que possível, priorizar sucos naturais e também chás e água;
  5. Hidrate-se: tenha sempre uma garrafinha de água perto de você. A água ajuda a eliminar toxinas e manter o bom funcionamento renal. O valor ideal de consumo de água diário é de 2 litros por dia;
  6. Evite frituras e itens empanados em restaurantes: produtos fritos e empanados costumam ter alto teor de gordura e aumentam muito o valor calórico da refeição. Por isso, prefira itens grelhados, assados ou no vapor;
  7. Dê preferência a carnes magras, brancas, legumes e grãos integrais quando almoçar fora: escolhas mais inteligentes fazem muita diferença na hora de comer fora. As carnes brancas costumam ser menos gordurosas, os legumes e grãos integrais auxiliam na saciedade e evitam picos de glicemia;
  8. Evite fazer grandes refeições no intervalo de almoço: grandes refeições costumam diminuir a produtividade e aumentar a sensação de cansaço. Procure sempre opções mais leves e com ingredientes integrais, para ajudar na sensação de saciedade. Os lanches entre as refeições não podem ser feitas com exageros, para evitar assim o almoço e o jantar, por exemplo, refeições vitais para uma boa saúde;
  9. Diminua ou retire o açúcar no seu café: o açúcar é um ótimo estimulante, mas também é calórico e dispara picos glicêmicos, que posteriormente causam sensação de fome e cansaço. Evitar seu consumo é essencial;
  10. Evite produtos ricos em conservantes: pesquisas indicam que eles podem aumentar o risco de desordens metabólicas e de obesidade, além de poderem ser potencias carcinogênicos. Procure consumir mais alimentos naturais e in natura.

Apoio familiar é fundamental no combate à obesidade

A obesidade é uma doença que já afeta milhares de pessoas pelo mundo afora e que se prolifera a cada dia. O ritmo de vida agitado, misturado ao excesso de trabalho e estresse principalmente nos grandes centros urbanos, faz com que a maioria opte por refeições rápidas que, geralmente, são ricas em gorduras saturadas, sódio, carboidratos e açúcar.

Causada pelo  acúmulo de gordura no corpo devido consumo excessivo de calorias na alimentação, a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente e pode levar a graves complicações, como o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apnéia e derrame.

Recentemente, foi publicada a lei que liberou a prescrição dos medicamentos inibidores de apetite para a obesidade. Esses remédios têm propriedades farmacológicas importantes para o tratamento da doença, mas o uso deve ser acompanhado por um médico. Mais do que isso, entretanto, segundo o Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o paciente não pode abandonar a dieta adequada e a pratica de atividades físicas, e por isso, o apoio da família é fundamental no combate à doença.

“O primeiro passo para o combate e tratamento da doença obesidade é comportamental e inclui dieta e exercícios. A farmacoterapia, que é o uso dos medicamentos inibidores, só é indicada quando não houver resultado satisfatório. As cirurgias devem ser a última opção”, explica o Dr. Durval. O médico acrescenta que a forma como a família lida com a doença é um fator definitivo para o tratamento. “Não adianta pressionar, porque isso pode ter um efeito contrário e fazer com que a pessoa coma ainda mais. A melhor maneira de ajudar é trazer para dentro de casa uma rotina mais saudável, em que todos da família estejam dispostos a ter uma alimentação mais balanceada”, explica.

Confira seis dicas para auxiliar as famílias a lidarem com o poblema:

Evite ter doces ou guloseimas na casa – passe longe das bombonieres cheias de doces ou balas. Isso pode ser um inimigo da pessoa que estiver tentando emagrecer! Não ter esse tipo de alimento em casa pode dificultar que a pessoa os consuma.

Não vá ao supermercado quando estiver com fome – mesmo que o responsável pelas compras da casa não seja obeso, é importante não ir ao supermercado quando estiver com fome para evitar a compra de alimentos desnecessários. Compre somente o que for preciso e saudável.

Escolha apenas um dia na semana para consumir besteiras – balancear a alimentação é essencial para uma pessoa conseguir emagrecer. Claro que aqueles que estão em uma dieta mais restritiva não devem comer as famosas “porcarias” nem uma vez por semana, mas quando estiverem mais próximos ao objetivo, não tem problema comer algo a mais em um dia determinado, desde que sem excesso!

Introduza frutas, verduras e legumes na alimentação de todos – um ambiente onde todos têm uma alimentação saudável pode facilitar muito o processo contra a obesidade. Por isso, é importante que todos os membros da casa consumam frutas, verduras e legumes.

Seja companheiro – às vezes a pessoa que sofre com obesidade está em uma dieta muito restritiva e os outros moradores da casa continuam comendo frituras ou alimentos gordurosos. Isso pode ser prejudicial, porque instiga a vontade do outro, tornando ainda mais difícil de controlar a alimentação. Seja companheiro, evite esse tipo de comida pelo menos quando estiver dentro de casa.

Monte uma rotina de atividades físicas para a família – que tal se a família tiver um dia da semana para praticar exercícios junta? Pode ser no sábado ou domingo. Deixar de ir ao shopping center para dar aquela volta no parque pode ser uma experiência agradável para todos. Escolha uma atividade que seja comum e aproveite o final de semana.

Cuidado: a “desinformação” é inimiga da dieta e da saúde!

Dieta da sopa, dieta da lua, dieta low carb, jejum intermitente, shakes…quem nunca ouviu falar sobre estas e tantas outras dietas da moda? Atualmente, a grande quantidade de dicas sobre alimentação, boa forma, entre outros modismos propagados na mídia pelos formadores e influenciadores de opinião, expõem a sociedade ao perigo disfarçado de informação.

No Ganepão 2017, um dos maiores eventos de saudabilidade da América Latina, durante palestra promovida pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO) em parceira com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o nutrólogo Mauro Fisberg foi claro ao alertar: “é importante reforçar o perigo da falta de explicação científica para embasar estes modismos e os riscos das alterações radicais na alimentação sem o devido acompanhamento nutricional. Esses comportamentos podem acarretar em problemas de saúde, como excesso de peso e o desenvolvimento de doenças crônicas”.

De acordo com Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da ABITRIGO, independente do objetivo da dieta, é essencial procurar um médico especializado no assunto antes de mudar ou restringir qualquer alimento do cardápio. “Praticar atividade física regularmente e manter um menu equilibrado, ou seja, com todos os grupos alimentares presentes (proteína, carboidrato e gordura), além de trazer a boa forma, trará também o bem estar mental”, explica.

Ainda segundo a especialista, apenas portadores de doenças específicas ou intolerâncias comprovadas a determinados ingredientes devem seguir uma alimentação mais restritiva. “Não existem milagres. É preciso pensar no longo prazo. O que dá resultado é a reeducação alimentar aliada à prática de atividades físicas”, diz.

Por isso, é importante retomar o prazer de comer sem terrorismo nutricional. “As ditaduras da beleza desenvolvem nas pessoas uma relação de amor e ódio com a comida, ocasionando estresse e aumentando o risco de ganhar ainda mais peso e desenvolver algum tipo de transtorno psiquiátrico, como anorexia, bulimia e até mesmo depressão”.

Confira os principais perigos das dietas da moda:

Gluten-free – defende a restrição radical dos alimentos que contêm glúten (caso dos derivados de trigo, cevada e centeio). Este padrão alimentar só é recomendado como tratamento para a doença celíaca (CD), alergia ou intolerância ao trigo (WA).

Riscos: ao excluir o glúten da dieta, normalmente há uma substituição dos grãos/cereais integrais por polvilho ou farinhas de tapioca e de arroz, aumentando a quantidade de carboidratos de alto índice glicêmico (elevação rápida do açúcar no sangue) e pobres em fibras, fato que propicia maior risco de desenvolvimento de câncer, diabetes e doença cardiovascular.

Dieta do dr. Atkins (dieta das proteínas) – propõe redução radical do consumo de carboidratos (massas, pães, doces, açúcares); libera o consumo de carnes (principalmente vermelha), ovos, maionese, manteiga, gorduras em geral.

Riscos: o consumo elevado de gorduras saturadas pode aumentar o colesterol e elevar as chances de desenvolver doenças coronarianas. A restrição ao carboidrato também pode levar a sintomas como fraqueza, cansaço, dores de cabeça e mau hálito.

Dieta de South Beach – é uma variação mais amena da dieta do Dr. Atkins. Estimula o consumo de gorduras monoinsaturadas (ex: azeite de oliva, amendoim, nozes); permite carnes, queijos, frango sem pele e bacon com moderação; a partir da terceira semana, introduz frutas, leite desnatado e carboidratos integrais.

Riscos: apesar de estimular o consumo de alimentos protéicos saudáveis, é muito restritiva em carboidratos, que pode ocasionar os sintomas relacionados anteriormente.

Dieta do Tipo Sanguíneo – criada pelo médico americano Peter D’Adamo, defende que cada tipo sanguíneo tem um único antígeno que reage de forma negativa a certos alimentos e a partir disso define uma lista detalhada do que consumir ou evitar de acordo com o tipo sanguíneo.

Riscos: pode provocar desequilíbrio nutricional podendo acarretar em sobrecarga renal, aumento do risco de doenças cardiovasculares entre outrasAlguns grupos são mais prejudicados que outros. Os portadores do tipo O, por exemplo, não devem consumir frutas ou laticínios, enquanto os do tipo A devem manter distância de proteína animal.

Sugar Busters – considera o açúcar como tóxico ao organismo por liberar insulina e provocar gordura corporal. Restringe alimentos como: batatas, arroz branco, milho, pão branco, cenoura, beterraba, mel, entre outros.

Riscos: dietas hiperproteicas seguidas por longo período podem causar prejuízos renais e hepáticos, doenças coronarianas e câncer.

Restringir carboidratos, gorduras ou qualquer outro tipo de nutriente não fará você perder peso de maneira saudável e duradoura. 

Com moderação, chocolate faz bem para a saúde!

Seja na versão ao leite, meio amargo, amargo, branco, diet (para quem tem diabetes), ou qualquer outra, o chocolate é um alimento que agrada – e muito – a todos os paladares. E segundo uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), 23% dos entrevistados declararam que é nos períodos mais frios em que ocorre um aumento do consumo do produto. Isso porque os dias gelados e nublados trazem a sensação de tristeza e depressão, e o chocolate ajuda a combater estes sentimentos.

“Ele possui polifenois, que aumentam a produção de serotonina – o famoso hormônio da felicidade que proporciona sensação de bem-estar. Também apresenta triptofano, aminoácido que melhora o humor”, explica a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Kátia Terumi Martinez R. Ushiama.

Além do bem-estar, se aliado a uma dieta balanceada, o chocolate torna-se benéfico para a saúde. “O cacau, seu principal componente, é rico em minerais essenciais para o corpo, pele e cabelo, como magnésio, cobre, potássio, manganês e vitaminas”, explica a especialista.

Também possui substâncias antioxidantes e diminui o risco de doenças cardiovasculares, câncer, além do estresse e depressão. “É preciso, no entanto, consumi-lo com moderação, pois pode trazer grande quantidade de açúcar e gorduras, prejudicando, assim, a qualidade da saúde”, ressalta.

Para comer chocolate sem culpa ou se aquecer com bebidas quentes que levam o alimento, a nutricionista Kátia Terumi relacionou os benefícios de cada tipo de chocolate. Confira abaixo:

Chocolate ao leite: apesar de ser mais doce que os demais, possui menos gordura hidrogenada. Sua composição inclui cacau sólido, manteiga de cacau, leite e açúcar. Seu consumo deve ser controlado, pois é mais calórico;

Chocolate branco – Entre todos os tipos é o menos benéfico à saúde. Feito a partir de manteiga de cacau, ele traz em sua composição leite, manteiga de cacau e açúcar. É muito calórico e rico em gorduras, portanto, as versões sem açúcar, sem lactose e sem glúten são mais indicadas;

Chocolate amargo: é o mais indicado pela alta quantidade de cacau em sua composição. São menos calóricos, pois possuem menos açúcar e são ricos em flavonoides, que melhoram a circulação. Também é bom para o coração, equilibra o colesterol e diminui o estresse. Seus antioxidantes previnem o envelhecimento precoce;

Chocolate meio amargo: pode conter muito açúcar e gordura. Mesmo assim, é uma boa opção para quem não aprecia o forte sabor do amargo.

Chocolate diet: não possui açúcar, mas pode conter maior teor de gorduras ou ser até mais calórico do que o chocolate ao leite;

Chocolate light: não possui muitos nutrientes e, por isso, pode não valer a pena o seu consumo;

Chocolate de soja: fabricado com leite de soja, é rico em nutrientes, proteínas e até fitoquímicos importantes, como a isoflavona, o que faz dele um alimento bastante saudável;

Chocolate proteico: feito com Whey Protein (proteína do soro do leite), é rico em proteína e sacia o apetite. Também ajuda a tonificar a musculatura, mas pode ter grande quantidade de gorduras e deve ser consumido com limites;

Alfarroba: apesar do gosto e aparência iguais, ele não é um chocolate. A alfaborra substitui o cacau na produção do alimento. Não possui glúten, lactose e cafeína e é rico em vitaminas e minerais.

Mesmo com diabetes, consumir gorduras é essencial para a boa saúde

Uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde apontou que a obesidade não para de crescer na população brasileira. Dados inéditos revelam que uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. No combate ao excesso de peso, seja por questões estéticas ou de saúde, é comum que se retire a gordura da dieta. Em um primeiro momento, pode parecer o certo, se relacionarmos, de forma simplista, que a ingestão de gordura resulta nos pneuzinhos em nosso corpo. Contudo, não é bem assim na prática.

“É fundamental estar ciente de que elas também contribuem para um bom funcionamento do corpo e, por isso, o ideal é manter o equilíbrio. É preciso conhecer os alimentos e suas propriedades para fazer escolhas certas, sem simplesmente deixar as gorduras de lado”, explica a endocrinologista Janaina Koenen. Ela ressalta que é fundamental entender o papel da gordura em nosso organismo e adicioná-la de forma correta à alimentação, mesmo quando a pessoa sofre de diabetes.

“O papel de vilã nutricional que a gordura ocupa atualmente pode estar com os dias contados. Diversos estudos já mostram que mesmo a saturada, encontrada em carnes, ovos e queijos, não está associada a doenças cardiovasculares como se acreditou por muitos anos”, pondera Koenen. Segundo a endocrinologista, esse grupo de alimentos foi condenado a partir de hipóteses não comprovadas sobre o colesterol. No entanto, é crescente o número de estudos que já identificaram que a gordura boa deve predominar. “Uma dieta equilibrada pode ter mais de 50% de gorduras totais, existem artigos que falam até em 70%”, frisa.

E o controle da diabetes?

Koenen frisa que, as únicas gorduras que todas as pessoas devem evitar, inclusive os diabéticos, são as gorduras “trans”. “Esse tipo de gordura é formado durante o processo de hidrogenação industrial dos óleos vegetais líquidos para que fiquem em estado sólido em temperatura ambiente”. Ainda de acordo com a endocrinologista, essas gorduras estão associadas ao aumento de risco de infarto e acidente vascular cerebral. “São as piores gorduras para a saúde”.

Alguns alimentos ricos em gorduras trans são: batata congelada para fritar, sorvetes, salgadinhos (chips), donuts, margarinas sólidas e cremosas, cremes vegetais, massas industrializadas para bolos e tortas, cookies e biscoitos recheados e/ou amanteigados e pipoca de micro-ondas.

As outras gorduras, inclusive as saturadas presentes nas carnes gordas e derivados gordos do leite, são consideradas boas. Koenen acrescenta que, independente de se tratar de uma pessoa com diabetes ou não, alguns alimentos devem ter preferência, como a azeite de oliva (extra-virgem, prensado a frio e com acidez menor que 0,5%), abacate, azeitonas (principalmente as pretas), castanhas (principalmente nozes, avelãs, pecan, macadâmias, castanha do Pará e pistache) e nos peixes gordos ricos em Ômega 3 (salmão, arenque, sardinhas, atum, cavalinha).

“Se o diabético reduzir os carboidratos, principalmente, as farinhas refinadas (trigo, milho), tubérculos (como as batatas, a mandioca), bebidas açucaradas e doces, substituindo-os por mais gorduras boas, o controle do diabetes chegará, com certeza”, garante a médica. Ela lembra ainda que para evitar risco de infarto e AVC, é importante também praticar atividades físicas regularmente, dormir bem, cessar o tabagismo e controlar o estresse emocional.

E o colesterol?

“Apenas por volta de 20% do colesterol sanguíneo vem da dieta, pois a maior parte é produzida naturalmente no fígado. Ou seja, já foi demonstrado que comer mais gordura não necessariamente se traduz em ter um LDL maior”, comenta Koenen. Segundo a médica, ocorre que o LDL tem sete subtipos, agrupados por tamanho em dois perfis, o perfil A (inofensivo) e o perfil B(capaz de causar a aterosclerose), sendo apenas um deles prejudicial à saúde, o chamado “LDL pequeno e denso” ou perfil B. “Ele sim está relacionado à aterosclerose. Além de aumentar os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente quando aparece em sua forma oxidada; o que ocorre quando há um nível alto de inflamação no organismo. É dessa inflamação que precisamos cuidar”.

“Além disso, as gorduras saturadas são as únicas que aumentam o HDL, que é o colesterol bom”, lembra Koenen. Já os óleos vegetais (canola, milho, soja, girassol) devem ser evitados. Isso porque são ricos em ômega 6, a gordura inflamatória, que faz o oposto da gordura Ômega 3, presente no salmão selvagem, atum, arenque, cavalinha e sardinhas. Ovos caipira também contém ômega 3.

Ainda segundo a endocrinologista, em diabéticos, já foi comprovado que triglicérides altos e HDL baixo, além dos níveis de PCR ultrassensível, são indicadores mais eficazes para predizer risco de infarto do que o LDL isolado. “Sabe-se, ainda, que tabagismo, estresse e sedentarismo aumentam consideravelmente a inflamação e são fatores de risco muito mais importantes e com mais evidência que o nível de LDL isoladamente para o risco de doença cardiovascular”.

É importante ressaltar, também, que não se deve fazer dieta sem a orientação de um bom nutricionista e endocrinologista, especialmente, quem usa medicações para diabetes. “Neste caso, um médico endocrinologista é essencial para o ajuste das medicações e avaliação dos seus exames e adequação à dieta”, finaliza Koenen.

Saiba como você pode influenciar positivamente na alimentação dos seus filhos

Quem nunca ouviu falar que os filhos são o espelho de seus pais? Pois é. As crianças são os ”reflexos” não apenas de seus pais, mas sim de tudo que as rodeiam. Por isso, é essencial ficar atento às influências, principalmente quando o assunto é alimentação. Nos comerciais de televisão, internet, outdoors e diversos outros canais de comunicação mostram diariamente o lançamento de vários produtos cheios de cor e sabor, mas que fazem muito mal para a saúde dos pequenos.

Quanto mais cedo for iniciada a alimentação saudável melhor, e este é um dos fatores que mais preocupam os pais. Atualmente, estima-se que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, segundo relatório Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado no início deste ano.

É justamente na infância que se aprende a “comer bem” ou a “comer mal” e tudo depende da educação e do exemplo dado pelos pais e responsáveis. “De nada adianta pedir para seu filho comer banana, maçã, ameixa se o próprio adulto não inclui frutas na alimentação. O exemplo é a melhor maneira de ensinar”, explica a consultora da megafarmácia digital Netfarma, Stephanie Fontanari, nutricionista clínica e esportiva da clínica SF nutrição.

Um dos erros mais comuns é esse: pedir ao filho para comer brócolis mas estar com o próprio prato sem verduras ou legumes. Outro erro é a imposição. “Obrigar a criança a comer determinado alimento, principalmente quando ela não está com fome, só atrapalha. A chance de ela associar a alimentação a algo negativo é grande”, alerta. Recompensar com doces ou guloseimas só para fazer a criança comer o que é saudável tampouco é solução.

Não saber impor limites também pode atrapalhar a relação da criança com a comida. É preciso explicar ao filho a hora certa de comer e a hora de parar de comer também. Prato cheio não é sinônimo de saúde. A quantidade de comida deve ser adequada à faixa etária e necessidade de cada criança.

O que fazer?

A melhor maneira de fazer com que a criança se interesse pela comida saudável é fazer com que ela participe do processo de preparo dos alimentos. “Sempre que possível, peça ao seu filho para lavar um tomate, pegar uma abobrinha na geladeira ou observar como se cozinha um repolho”, sugere. Isso fará com que a criança queira descobrir o gosto daquilo que ela ajudou a preparar.

Para os legumes ou verduras “mais odiados”, a dica é ralar ou cortar bem miúdo e misturar com outros alimentos, como carne e arroz. Assim, aquilo que a criança não gosta ficará “mascarado”, facilitando que ela coma tudo o que é saudável.

Variedade à mesa também é importante para moldar as escolhas alimentares da criança. Quanto mais alimentos diferentes a criança experimentar, maior será seu repertório de opções saudáveis, e melhor será a sua dieta, rica nos nutrientes de que seu corpo precisa. “Não faça o mesmo tipo de receita de carne e os mesmos acompanhamentos todos os dias. Eliminar a monotonia é também um meio eficaz de chamar a atenção do paladar da criança. Em um dia faça frango com cenoura, no outro, um bife grelhado de carne vermelha e acompanhe com uma salada farta ou uma torta de legumes. O importante é colocar criatividade e amor no prato”, conclui.

Estudo DEVOTE demonstrou que Tresiba® reduziu significativamente as taxas de hipoglicemia grave em pessoas com diabetes tipo 2

A Novo Nordisk acaba de anunciar os resultados primários do DEVOTE, o primeiro estudo randomizado, duplo-cego, que compara duas insulinas basais – Tresiba® (insulina degludeca 100 U/mL) e insulina glargina U100 – em adultos com diabetes tipo 2 com alto risco de doença cardiovascular (CV). Os resultados do estudo, que envolveu 7.637 pessoas com diabetes tipo 2 acompanhadas por aproximadamente dois anos (sendo 303 brasileiros, em 10 centros de pesquisa), foram apresentados com exclusividade na 77ª edição das Sessões Científicas da American Diabetes Association (ADA) e publicados simultaneamente no New England Journal of Medicine.1

Os resultados mostraram uma redução significativa na taxa de hipoglicemia grave (40%) e noturna (53%) com Tresiba® versus insulina glargina U100 (ambos p <0,001).* Além disso, análises pos hoc mostraram níveis semelhantes de controle glicêmico com uma diferença de HbA1c no final do estudo estimada de 0,01% (p = 0,779) entre os dois grupos e níveis significativamente mais baixos de glicemia de jejum naqueles tratados com Tresiba® após 2 anos em comparação àqueles tratados com insulina glargina U100 (diferença estimada de tratamento 7,2 mg/dL, p <0,001).1

“No estudo DEVOTE, a insulina degludeca mostrou reduções significativas nas taxas de hipoglicemia grave e noturna, além de não demonstrar aumento no risco de eventos cardiovasculares maiores em comparação com insulina glargina U100”, afirmou o Dr. Bernard Zinman, do Instituto de Pesquisa Lunenfeld-Tanenbaum, do Mount Sinai Hospital, em Toronto (Canadá) e membro do Comitê Diretor de DEVOTE. “O risco de hipoglicemia grave e doença cardiovascular são preocupações importantes para pessoas  com diabetes tipo 2, e os resultados do DEVOTE somam-se a uma série de evidências que devem desempenhar um papel fundamental nas decisões de tratamento”. 

De acordo com o endocrinologista Freddy Goldberg Eliaschewitz, líder nacional do estudo DEVOTE e diretor da CPCLIN – Centro de Pesquisas Clínicas, “a hipoglicemia não é apenas um incômodo que o paciente com diabetes sente. Ela é um fator de risco da doença e a principal barreira para que o indivíduo consiga alcançar o controle metabólico de seu organismo. É por isso que os resultados do DEVOTE são relevantes. Além de ser um estudo com baixa taxa de abandono, comprovou que a insulina degludeca é eficiente na redução de casos de hipoglicemia e na consequente diminuição de complicações cardiovasculares nos pacientes.

Pacientes que passaram a utilizar Tresiba® apresentaram redução nas taxas de glicose e de hipoglicemia, de acordo com estudo

Dados do estudo ‘vida real’** EU-TREAT (EUROpean TREsiba AudiT), também apresentados no ADA, mostraram que as pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 experimentaram uma redução significativa nas taxas de hemoglobina glicada HbA1c (-0,2% para diabetes tipo 1 e -0,5% para diabetes tipo 2) 6 meses após passarem de um tratamento com insulina basal (principalmente insulina glargina U100 ou insulina detemir) para Tresiba®. Esses resultados foram sustentados após 12 meses.4,5

As taxas gerais de hipoglicemia também foram significativamente menores 6 meses após a mudança para Tresiba®. Em pessoas com diabetes tipo 1, a taxa de hipoglicemia grave foi reduzida em 85% – índice que subiu para 92% em pessoas com diabetes tipo 2. Os resultados da hipoglicemia aos 12 meses estavam em linha com esses resultados.

Para Mads Krogsgaard Thomsen, Vice-Presidente Executivo e Chief Science Officer global da Novo Nordisk, “estudos ‘vida real’ são importantes para entender como resultados obtidos em estudos clínicos podem ser aplicados na prática, no mundo real”.

*A hipoglicemia grave foi definida como um episódio que requer ajuda de outra pessoa, e hipoglicemia grave noturna foi definida como a que acontece entre 00:01-05:59.1

**Um estudo ‘vida real’ é aquele onde as evidências são coletadas no ambiente natural; no caso do EU-TREAT, os pacientes não estavam em centros de pesquisa clínica, mas, sim, foram acompanhados durante seus próprios tratamentos.

Confira 4 benefícios em manter sua rotina de treinos neste inverno

Quem tem diabetes sabe: manter uma rotina de exercícios é obrigatório para manter a glicemia controlada. Mas, com a chegada da estação mais fria do ano, costuma vir o desânimo para praticar atividades físicas. Quem nunca se queixou que, quando a temperatura nos termômetros começa a baixar, a vontade de treinar parece “sumir”?

Segundo Cris Senna, atleta e criadora do Desafio Vip 60, para a maioria das pessoas, as temperaturas mais baixas acabam ‘espantando’ a motivação para manter os treinos, principalmente para aqueles que praticam exercícios ao ar livre. Outros acham que, por ser uma época em que o corpo fica escondido debaixo de casacos e roupas mais pesadas, podem ‘enfiar o pé na jaca’ e correr atrás do prejuízo somente quando o verão chegar.

“Esse é um grande erro, pois é preciso ao menos dois meses para recuperar a boa forma. Além disso, é importante manter a disciplina durante o ano todo, e não somente se preocupar em treinar e manter uma boa alimentação quando se está perto de exibir o corpo na praia. Dessa forma, os resultados alcançados serão mantidos, e a melhora na saúde e a qualidade de vida serão sentidas durante o ano todo”, explica.

Para ajudar a espantar essa “preguiça” de inverno, a atleta lista quatro benefícios de se treinar mesmo nos dias de temperatura mais baixa:

1 – Gasta mais calorias 

Em épocas mais frias, o organismo precisa utilizar mais calorias para se manter aquecido, o que por si só aumenta o gasto de energia. “Com isso, a grande vantagem de treinar no inverno é que esse gasto calórico ‘extra’, aliado a uma reeducação alimentar e aos exercícios, leva a uma perda de peso mais acelerada do que durante o verão”, explica a atleta.

Ou seja, se exercitando durante o inverno, o resultado é mais eficaz que no calor, mesmo mantendo o mesmo ritmo de treinos.

2 – Compensa os alimentos mais calóricos

Já reparou como os alimentos calóricos parecem “dominar a cena” durante os dias mais frios? É só esfriar um pouco que bate aquela vontade de devorar um doce, degustar um chocolate quente ou comer outra guloseima altamente calórica.

“O frio realmente aumenta a vontade de comer alimentos mais pesados justamente porque o corpo precisa gastar mais energia para manter a temperatura”, explica Cris. Mas essa tendência à “comilança” pode acabar causando o acúmulo das indesejadas gorduras localizadas.“Como as pessoas tendem a comer mais e a exagerar nas guloseimas, para manter a forma durante o inverno, é fundamental queimar o excesso que foi consumido com a prática de exercícios”, ensina a atleta.

3 – Fica mais confortável treinar

Muitas pessoas sofrem para se exercitar durante o verão devido ao suor excessivo, que pode causar um grande incômodo. “As altas temperaturas do verão estimulam ainda mais a transpiração, agravando o problema. O corpo costuma transpirar mais no calor porque é necessário um esforço maior para regular a temperatura interna”, diz a atleta. Na época mais fria do ano, é possível dedicar-se aos treinos sem enfrentar essa sensação incômoda, tornando a rotina de exercícios mais agradável.

4 – Prepara o corpo para o verão

Devido às temperaturas mais baixas, no inverno usa-se roupas mais pesadas e casacos. “Isso disfarça a silhueta e ajuda a esconder a barriguinha saliente, mas também pode ser usado como um incentivador para “virar a mesa” até a primavera.

Com reeducação alimentar e exercícios, é possível eliminar até 20Kg em apenas 60 dias, dedicando entre 12 e 18 minutos por dia”, conta a atleta.“Por isso, vale a pena reforçar o treino nesse inverno e mostrar o novo corpo na primavera, chegando ao verão 100% preparado”, sugere. “Muitos ficarão surpresos com a transformação, o que reforça a autoestima e serve como um estímulo adicional para continuar treinando sempre, sem depender da estação do ano”, recomenda Cris.

Dica saudável: sopa para acompanhar a dieta esportiva

Com as temperaturas mais baixas, nada melhor que uma sopinha para ajudar a esquentar! São inúmeras opções que se encaixam em diferentes hábitos, gostos e restrições alimentares. E para quem segue dietas esportivas, de emagrecimento ou tem restrições alimentares, a nutricionista Gabriella Alves dá a dica de uma sopa ricas em nutrientes para fazer deste inverno um período saudável e saboroso.

Para quem pratica atividades físicas regularmente, uma sopa pós-treino pode ser uma excelente opção para este inverno. Porém, de acordo com a nutricionista “é fundamental incluir uma fonte de proteína de alto valor biológico, podendo combiná-la com as demais proteínas, e ainda nutrientes essenciais para a recuperação muscular e hipertrofia, como aminoácidos, zinco e magnésio”.

Receita: 

Ingredientes:

  • 4 colheres de sopa de peito de frango desfiado
  • 3 colheres de sopa de quinoa
  • 1 batata baroa
  • 3 colheres de ervilha
  • 2 dentes de alho
  • 1 colher de sopa de cebola picada
  • 2 colheres de azeite extra virgem
  • 2 colheres de sopa de tomate picado

Modo de preparo:

Refogue o peito de frango com alho, cebola, tomate e azeite. Adicione a batata baroa, a quinoa, continue refogando e em seguida acrescente 1 e 1/2 litro de água e cozinhe até que se obtenha a consistência de sopa. Sirva com um fio de azeite.

 

Dia Nacional do Diabetes é celebrado em 26 de junho: em 10 anos, número de casos cresceu quase 62% no Brasil

26 de junho é o dia Nacional do Diabetes, uma data que surgiu em parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar os brasileiros sobre a doença que afeta 8,9% de toda a população do País, segundo dados de 2016 divulgados pelo Ministério da Saúde.

Este número corresponde a mais de 18 milhões de pessoas e representa um crescimento de 61,8% em relação a 2006. De acordo com a endocrinologista do Hospital Santa Paula, Claudia Liboni, o que pode ter provocado este aumento foi a falta de cuidados de rotina com a saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado nas cidades, com pouca atenção à alimentação.

“Os problemas decorrentes da urbanização, como estresse e falta de tempo, muitas vezes levam o indivíduo à má alimentação e ao sedentarismo que, somados à predisposição genética, podem resultar em sobrepeso/obesidade. Juntos, esses são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, uma doença crônica e silenciosa com a qual o paciente deverá conviver durante a vida toda”, relata a médica.

Existem diferentes tipos da doença, mas os mais conhecidos são o diabetes tipo 1 e o tipo 2. O diabetes tipo 1 é caracterizado pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade abaixo dos 35 anos. Já o diabetes tipo 2 ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

A especialista explica que, no Brasil, o número de pessoas diagnosticadas com a doença é maior em faixas etárias mais altas. Além disso, entre a população com escolaridade baixa a incidência do diabetes é quase três vezes maior porque têm menor conhecimento sobre a doença.

O diabetes também é uma das principais causas de amputações no país, conforme dados da OMS. De todas as amputações que acontecem no Brasil, 70% são em decorrência da doença. E esse problema não se limita ao território brasileiro: a cada um minuto três pessoas ao redor do mundo são amputadas por causa de complicações do diabetes.

A International Diabetes Federation (IDF) aponta que o Brasil é o quarto país com o maior número de adultos diabéticos. Isso resulta em um gasto anual de cerca de R$ 6,6 bilhões com pessoas com diabetes, valor 5,5 vezes maior que o custo da reforma do estádio do Maracanã.

Como identificar?

Claudia Liboni explica que o diabetes tipo 1 pode incluir sintomas como excesso de sede, perda de peso repentina e acelerada, fome exagerada, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização, visão embaçada e, em alguns casos, vômitos e dores estomacais.

Já o diabetes tipo 2 é o tipo mais comum. A maioria dos casos não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada, aí pode-se apresentar os mesmos sintomas do diabetes tipo 1.

Mulheres são mais suscetíveis

Números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o diabetes afeta mais mulheres do que homens. Enquanto 7,8% dos brasileiros foram diagnosticados com a doença, 9,9% das mulheres do País apresentam diabetes. “O diabetes exerce um impacto maior nas artérias femininas do que nas masculinas. O fato é comprovado cientificamente, mas ainda não se sabe a razão”, relata a médica.

Impotência sexual masculina

O aumento da quantidade de açúcar no sangue, em médio prazo, pode causar lesões nos vasos sanguíneos e nervos, que são os principais elementos responsáveis pela ereção do pênis.

“O tratamento do diabetes, assim como o controle do peso e da pressão arterial, é muito importante para a melhora da ereção. Como em alguns casos a disfunção sexual de origem diabética pode apresentar também fatores psicológicos, torna-se necessário um apoio psicológico, inclusive de seu médico e da parceira.” explica Liboni.

O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é controlar os níveis de açúcar no sangue de forma rápida e efetiva. Com medicamentos e mudança no estilo de vida o paciente pode reassumir a atividade sexual, diminuindo os sintomas da impotência.

“Todo homem deve ter em mente que o diabetes é uma doença silenciosa e quando começam a aparecer os sintomas de disfunção erétil é porque a doença já tem alguns anos de evolução. Após os 40 anos, é recomendável consultar regularmente um urologista. Se o médico detectar alguma alteração na glicemia, será solicitado um acompanhamento endocrinológico para iniciar um tratamento preventivo com o intuito de evitar transtornos no futuro” explica a endocrinologista do Hospital Santa Paula.

Estudos internacionais apontam que 50% dos homens relatarão algum episódio de impotência sexual nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. Mesmo assim, a impotência sexual pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença.

Prevenção e tratamento

O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. Associado ao uso das medicações, é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Dicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia para uma pele saudável no inverno

Quem tem diabetes sabe o quanto o ressecamento da pele pode piorar durante o inverno. Isso acontece porque nessa estação, a umidade do ar baixa e as temperaturas mais frias levam à diminuição na transpiração corporal. Esses fatores fazem com que a pele fique mais seca. Além disso, é comum os banhos serem mais quentes, o que provoca uma remoção da oleosidade natural de forma mais intensa, diminuindo o manto lipídico que retém a umidade da pele.

Tanto a pele do rosto quanto a do corpo estão sujeitas ao ressecamento no inverno. O clima frio e seco pode deixá-las com aspecto esbranquiçado, o que indica a desnaturação das proteínas. Para evitar tais sintomas, é importante fazer hidratações corporais mais profundas e investir em uma alimentação saudável, rica em vitaminas e antioxidantes, o que pode trazer benefícios em longo prazo.

Cuide da alimentação!

Além de manter a glicemia controlada, é necessário comer alimentos ricos em vitaminas e minerais, como legumes, hortaliças e frutas, que neutralizam os radicais livres, prevenindo o envelhecimento da pele. As frutas ricas em vitamina C, como o morango, a laranja, a tangerina, o limão e a cereja, entre outras; e vegetais, como o brócolis, o repolho e a cenoura, são exemplos de alimentos para esta estação.

A soja é outro alimento que deve ser adicionado à dieta saudável. Ela é rica em isoflavonas – substâncias que evitam o ressecamento e melhoram a elasticidade da pele. Castanhas, nozes e amêndoas, que são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, também são importantes aliados para manter a pele saudável e bonita.

Durante o inverno, é muito comum que as pessoas diminuam a ingestão de líquidos, o que é um erro brutal. Manter a ingestão de água é extremamente importante para conservar a hidratação da pele e de todo o organismo que, naturalmente, fica debilitado por causa do clima frio. Um corpo hidratado apresenta uma pele macia e elástica. Para pessoas que têm dificuldade em tomar água durante esta estação, uma dica: ingerir chás claros ou de frutas, dividindo a quantidade indicada para um dia, dois litros, entre água e chás. Assim, o consumo torna-se mais prazeroso.

Procedimentos dermatológicos

O inverno é uma boa época para realizar alguns tratamentos dermatológicos que requerem que o paciente evite a exposição ao sol, como peelings, tratamentos a laser etc. Procedimentos de depilação a laser também são indicados para esta estação.

Doenças de Inverno

Durante o inverno, algumas doenças podem aparecer por causa do ressecamento da pele. Entre elas, a dermatite seborreica, a dermatite atópica, a psoríase e a ictiose:

Dermatite seborreica: ocorre principalmente nas regiões com pelos, como face e couro cabeludo. É uma descamação da pele causada pela desregulação sebácea. As manifestações mais frequentes são caracterizadas por intensa produção de oleosidade, descamação e prurido (coceira). A descamação pode causar caspa, que varia desde fina até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo, a seborreia. A coceira, que pode ser intensa, é um sintoma frequente nesta região e também pode estar presente com menor intensidade nas outras localizações.

Dermatite atópica: quem sofre de atopia pode apresentar também asma ou rinite alérgica. O principal sintoma é a coceira, que pode começar antes mesmo das lesões cutâneas se manifestarem e pode atingir a face, tronco e membros. Na infância, as lesões são avermelhadas e escamam. Nos adolescentes e adultos, as lesões localizam-se preferencialmente nas áreas de dobras da pele, como a região posterior dos joelhos, pescoço e dobras dos braços. A pele desses locais torna-se mais grossa, áspera e escurecida.

Psoríase: doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa e que atinge igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. Fenômenos emocionais são frequentemente relacionados com o seu surgimento, provavelmente atuando como fatores desencadeantes de uma predisposição genética para a doença. Mas a real causa da psoríase ainda é desconhecida.

Ictiose vulgar: aparece após o nascimento, geralmente no primeiro ano de vida. Pode apresentar apenas ressecamento da pele e descamação fina ou intensa de aspecto geométrico. As áreas mais atingidas são os membros, podendo afetar também a face e o couro cabeludo. A doença tende a regredir ou a ter seus sintomas minimizados com o passar dos anos.

Dicas para ter a pele sempre hidratada

•Beber no mínimo dois litros de água por dia;

•Evitar banhos quentes e muito demorados; evitar se ensaboar demais e usar buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele;

•Usar o hidratante logo após sair do box – ainda no banheiro – com aquele vaporzinho pós-banho, que ajuda na penetração do creme;

•Para peles oleosas e acneicas, evitar hidratante comum no rosto, usar oil free nas áreas de maior oleosidade (rosto e tórax);

•Os lábios também costumam ressecar muito no inverno. É importante usar hidratantes específicos para essa região e, assim, evitar rachaduras;

•Usar filtro solar diariamente.

Junho Vermelho: doe sangue

Quem acompanha o blog já leu sobre a importância de doar sangue e sabe que diabéticos insulinodependentes não podem doar (http://emdiacomadiabetes.com.br/doacao-um-ato-de-coragem-e-amor/). E neste mês, em que o foco da saúde se volta para a conscientização desse ato, órgãos e entidades aderem à campanha Junho Vermelho. O Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, iluminou a fachada histórica de sua unidade da Bela Vista com a cor do movimento. Também vai homenagear os seus doadores mais assíduos, em um evento realizado amanhã (14), no anfiteatro do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP).

O objetivo é reforçar a importância do aumento das doações no período de outono-inverno, período em que, historicamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre uma redução no movimento dos bancos de sangue da ordem de 30%. Segundo a entidade, os doadores no Brasil correspondem a apenas 1,9% da população, quando o percentual recomendado fica entre 3% e 5%.

O Hospital Sírio-Libanês recebeu aproximadamente 8 mil doações de sangue em 2016, sendo 6.400 bolsas de sangue total e 1.650 de doações automatizadas. “Desses números, em média, 80% são pessoas que já têm a doação como hábito. Por isso, essas campanhas são importantes para atrair mais doadores esporádicos e também para que essa boa ação se transforme em rotina entre mais pessoas”, explica o Dr. Silvano Wendel, diretor do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês.

Como funciona a doação

Para a doação de sangue, é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de pai e mãe, ambos portando documento oficial com foto, ou responsável legal. Para a primeira doação, são aceitos candidatos de no máximo 60 anos.

Também é preciso ter peso superior a 50 kg e evitar o consumo de bebida alcoólica no período anterior de 12h. O doador não deve estar em jejum, mas precisa aguardar três horas após o almoço. O processo da doação leva cerca de uma hora, sendo a coleta realizada no período de oito a dez minutos.

A doação de sangue total, ou convencional, retira entre 400 e 450 mililitros de sangue, de acordo com o peso e sexo do doador. Esse volume é rapidamente reposto com a ingestão de líquidos. Com uma alimentação saudável e rica em ferro, a taxa de hemoglobina retorna aos valores anteriores à doação em um prazo de um a dois meses.

Cada doação pode gerar de três a quatro hemocomponentes: concentrado de glóbulos vermelhos, concentrado de plaquetas, concentrado de plasma e concentrado de crioprecipitado. Cada um pode ser utilizado por até quatro pacientes.

Quero me tornar um doador

Quem quem quiser contribuir com banco de sangue do Hospital Sírio-Libanês, pode entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3394-0200

Já estiver na região de Campinas e quiser mais informações sobre como se tornar um doador ou onde doar, basta acessar o site http://www.hemocentro.unicamp.br/onde_doar.php.

 

Dia Mundial sem Tabaco: para diabéticos, riscos são ainda maiores

Houve época em que o cigarro era considerado elegante e, aqueles que não fumavam, eram caretas. Hoje, essa realidade é bem diferente. A Organização Mundial de Saúde (OMS)  afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, AIDS e malária juntas. Segundo estudo da organização no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

Por isso, a entidade escolheu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco com o objetivo de alertar a população sobre o perigo causado pelo hábito de fumar. No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa lugar no ranking de número absoluto de tabagistas, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa publicada no Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA).

Riscos para a saúde

De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente, os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

Ainda de acordo com o médico, no caso de pacientes diabéticos que fumam, o tabagismo torna-se um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como AVC, infarto e insuficiência vascular. Além disso, os pacientes com diabetes têm maior risco de complicações ao tratamento oncológico como neuropatias, nefropatias e complicações infecciosas

O câncer de pulmão pode ser classificado em I, II, III ou IV. O estágio I representa os tumores iniciais, II os tumores um pouco maiores, mas restritos aos pulmões, III os tumores avançados dentro do tórax, e IV são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que hoje o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma longa viagem para o exterior”, diz o oncologista.

Fumantes passivos

Para quem convive com fumantes, Takahashi aconselha evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico ainda afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, contou. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente”, conclui o médico.

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação.

Segundo oncologista,3q cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Entre os principais danos ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: A dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro

Parar de fumar não é uma tarefa simples, mas é possível. Seguem abaixo algumas dicas do médico Tiago Kenji Takahashi:

– No Brasil o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos, medicações e goma de mascar;

– Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana;

– A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce;

– O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar;

– A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo;

– O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante.

Benefícios para quem para de fumar:

– Após 20 minutos sem fumar a pressão sanguínea volta ao normal;

– 3 semanas sem cigarro resultam em uma circulação sanguínea adequada;

– De 5 a 10 anos, o risco de infarto é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;

– Pessoas que param de fumar aos 30 anos podem viver até dez anos mais;

– Quem para de fumar se torna menos ansioso e diminui o risco de calvície.

7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Queimaduras merecem cuidados redobrados em diabéticos

Cozinhar, passar roupa e até pegar uma praia ou uma piscina em dias quentes e ensolarados são atividades comuns do dia-a-dia. Mas, muitas pessoas se esquecem que, se praticadas sem os devidos cuidados, oferecem um sério risco à saúde. Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que um milhão de pessoas sofre queimaduras ao ano. E não há uma faixa etária que escape do problema. Todos estão expostos a riscos, principalmente, em casa.

Em caso de acidentes, apesar de gerar certo desespero e muita dor dependendo do grau da queimadura, é fundamental cuidar de tudo desde os primeiros socorros. “Todo cuidado é pouco, pois a pele fica extremamente sensível e qualquer procedimento equivocado pode desencadear um trauma ainda maior”, afirma o cirurgião plástico Alexander Nassif.

O médico explica que a queimadura pode ser de 1º, 2º e 3° grau, nomenclatura que define a profundidade do ferimento. Independente do nível da lesão, quando ela ocorre, a primeira iniciativa deve ser deixar o lugar atingido na água corrente em temperatura ambiente (nunca devem ser usados gelo ou água gelada) para que o local da ferida esfrie. “Não aplique nada, muito menos receitas caseiras. Elas tendem a irritar a área e, ainda, podem acarretar infecções que complicam o quadro”, explica Nassif.

O processo de recuperação é doloroso e exige paciência. Em casos mais graves, há aparecimento de bolhas e dor latente. “É importante procurar atendimento médico especializado, preferencialmente um cirurgião plástico, para iniciar o tratamento com limpeza adequada e retirada das bolhas (flictenas)”, frisa.

Em pacientes diabéticos, o médico alerta que o cuidado deve ser redobrado. Naqueles com problema de circulação, a cicatrização pode ser mais demorada e ainda há o risco de complicações, como infecções nas áreas atingidas. Por isso, manter a glicemia controlada e seguir o tratamento indicado sem desvios é fundamental.

Nassif acrescenta que, normalmente, os pacientes ficam muito preocupados com a recuperação da aparência da região atingida e pondera sobre a importância de procurar um especialista o quanto antes. “Quando o acompanhamento é desde o primeiro momento, os resultados são muito superiores, pois além de tomarmos todos os cuidados para a recuperação do local e para que o tecido se restitua da forma mais natural possível”, diz. Nassif acrescenta que queimaduras exigem cuidados diários e, dependendo da gravidade existe possibilidade de não ficarem cicatrizes.

BD lança e-commerce de produtos para diabetes no Brasil

A empresa de tecnologia médica BD anunciou nesta semana o lançamento de uma plataforma de e-commerce para venda online de agulhas e seringas para tratamento com insulina. Líder de mercado no segmento, a companhia inova ao oferecer a pacientes de todo o território brasileiro a conveniência da compra pela internet, trazendo mais comodidade e facilitando o acesso aos produtos, que são uma necessidade diária de quem convive com a doença.

“Ao disponibilizar de maneira mais fácil o material necessário para o tratamento correto, via internet e com entrega a domicílio, a BD ajuda o paciente a se preocupar menos com a rotina do diabetes, e contribui, no fim, para que as pessoas tenham vidas mais saudáveis”, disse Wellington Nazareth, Gerente de Produto de Diabetes Care na BD Brasil. “Também, ter um canal próprio de vendas permite intensificar o relacionamento da BD com os consumidores. Assim, podemos estar ainda mais próximos do dia a dia dos pacientes e conhecer suas necessidades mais a fundo, para atendê-los cada vez melhor”.

O serviço de e-commerce é resultado de um investimento realizado pela BD, que firmou parceria inédita com a Drogaria Nova Esperança para hospedar o portal e coordenar a parte logística da distribuição. Segundo a e-bit, o setor de cosméticos e perfumaria, cuidados pessoais e saúde é o quarto maior em volume de pedidos no comércio eletrônico brasileiro, e o sétimo em volume financeiro. Em 2017, de acordo com a consultoria, o e-commerce deve crescer 12% no país.

Importância para a saúde do paciente

Além de conveniência e praticidade, o acesso fácil e rápido aos produtos da BD a um clique permite que o paciente com diabetes tenha disponíveis suprimentos suficientes para o tratamento insulínico, que consiste em uma rotina diária e regrada de injeções para manter o controle da glicemia, evitando complicações. Ter material suficiente à disposição para o tratamento também elimina um dos motivos para a reutilização da agulha e da seringa, um hábito comum, mas que traz riscos à saúde.

Embora a recomendação da Anvisa e dos fabricantes seja o uso único, o mesmo insumo chega a ser usado pelos pacientes em três a cinco aplicações, por conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha e falta de orientação apropriada por parte dos profissionais de saúde. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) concluiu recentemente, após estudo, em posicionamento oficial inédito, que a reutilização de agulhas e seringas para insulina é prejudicial ao paciente e não é uma prática recomendada.

“Mais vale um choro hoje que uma internação por diabetes amanhã”

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

Muitas mamães adoram ver seus bebês e crianças com um pouco mais de dobrinhas para poderem morder e apertá-las, sem contar que as vovós e as titias também amam. Porém, ter uma criança acima do peso não é nada bom para a saúde e seu desenvolvimento como um todo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos fatores mais preocupantes em todo o mundo e a projeção para 2025 é que cerca de 75 milhões de crianças estejam muito acima do peso. Nos adultos o número é ainda mais alarmante, chegando à 2,3 bilhões de pessoas sobrepeso ou obesas.

Vale lembrar que os pais são exemplos para seus filhos e, sendo assim, a alimentação saudável, prática de exercícios e cuidados com a saúde devem partir deles. O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, informa que uma em cada três crianças entre cinco e nove anos estão acima do peso ideal recomendado pela OMS, sendo cerca de 12% meninas e 17% meninos dentro desta faixa etária.

Muitos pais não se dão conta que estão acima do peso e ou se alimentam de maneira inadequada contribuindo para a obesidade da família inteira. Uma criança não tem discernimento para escolher o que é mais saudável para ela, geralmente opta pelo o que é mais gostoso e, nem sempre, é o mais indicado. “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” também não funciona para usar com os filhos. Os pais, assim como outros familiares, devem se preocupar com a qualidade do alimento e não com quantidade, sabor ou ceder aos pedidos dos pequenos. Mais vale um choro hoje do que uma internação por diabetes amanhã, por exemplo. Pense nisso!

O que é obesidade infantil:

Em crianças, a obesidade infantil é determinada pelo excesso de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde e ou bem-estar dela. Em geral, o diagnóstico é feito com base no índice da massa corporal – o famoso IMC –, uma ferramenta de triagem fundamental para avaliar o peso de uma pessoa em relação à sua altura. Cerca de 40% das crianças e 70% de adolescentes obesos podem tornar-se adultos obesos caso não recebam atendimento adequado e não pratiquem atividades físicas com frequência.

Fatores que levam a obesidade infantil:

Pré-disposição genética: é provável que filho de pais obesos possam herdar os genes para o ganho de peso com maior facilidade;

Alimentação inadequada: muito além dos fast foods já conhecidos e amados pelas crianças, a má alimentação se dá pela falta de consumo de frutas, alimentos orgânicos, uso abusivo de sódio, carboidratos e gorduras saturadas, sem falar no açúcar.  

Noites mal dormidas e ou má administração do sono: vale lembrar que é durante o sono que a criança libera a leptina, substância que causa saciedade, além dos picos de GH, conhecido como hormônio do crescimento que contribui na formação dos músculos e na queima de gordura. Quando não ocorre equilíbrio no organismo, há o aumento da grelina, que provoca vontade de comer;

Falta de atividade física: com o uso da tecnologia e pela falta de espaços adequados e segurança, muitas crianças deixaram de brincar como antigamente e não gastam energia o suficiente para a perda de peso e/ou o equilíbrio entre o consumo e gastos calóricos;

O uso indiscriminado de antibióticos e corticoides podem contribuir para o ganho de peso: um artigo publicado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) aponta que nos últimos cinco anos, os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes sobre o tema.

Principais riscos:

A obesidade infantil pode trazer muitos problemas de saúde secundários como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento de colesterol (hipercolesterolemia), doenças cardíacas precoces, problemas ósseos, esteatose hepática não alcoólica, depressão, distúrbios do sono, puberdade precoce, asma e outras doenças respiratórias, problemas de comportamento como introspecção ou agressividade, problemas na derme como acnes, brotoejas e infecções fúngicas.

O que fazer:

Em geral, os pais demoram a identificar que seus filhos estão sobrepeso e ou obesos, o que provoca um diagnóstico tardio. O ideal é manter as consultas regulares com o pediatra para uma avaliação correta e indicações de outros profissionais, caso seja necessário. O uso de medicamentos não é recomendado, exceto em casos de doenças crônicas e sempre com indicação médica.

Procure atividades lúdicas e físicas (com aprovação do pediatra) que contribuam para que a criança gaste mais energia do que consome. Além de garantir boa forma, promove sociabilidade, disciplina e estilo de vida saudável para a família toda.

Programa de emagrecimento supervisionado é lançado em Campinas

A endocrinologista Nathália Ferreira lançou recentemente em Campinas o Attraversiamo – Reprogramação Metabólica, voltado para o emagrecimento em grupo. O diferencial deste trabalho, além de um importante comprometimento com diretrizes científicas, é também abordagem psicológica que engloba o funcionamento pessoal de uma forma geral.

Segundo Dra. Nathália, as pessoas que procuram emagrecer já tentaram diversos outros métodos antes, e, por algum motivo, não conseguem superar os desafios do caminho até a meta final. Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), revelaram que mais da metade da população brasileira está acima do peso e quase 18% é obesa. A entidade alerta também que 72% das mortes no País são decorrentes de doenças crônicas ligadas à obesidade, como a diabetes.

O Attraversiamo, ainda de acordo com a médica, chega para olhar com muita atenção para as barreiras de cada indivíduo na busca de um corpo saudável e em forma, além de ajudar a atravessar dificuldades e manter-se no peso saudável. As dietas são equilibradas, com presença de todos os grupo de macronutrientes, tendo como denominador comum a restrição calórica. ”No caso de carboidratos, sempre indicamos o consumo dos complexos e estimulamos o consumo suficiente de alimentos ricos em micronutrientes e fibras como frutas e vegetais”, afirma dra. Nathália.

O programa é formado por consultas individuais e encontros semanais em grupo ao longo de três meses, apresentando conteúdo técnico, (como avaliação médica minuciosa, curso de nutrição e exercícios físicos) e temas profundamente ligados à motivação (como força de vontade, presença pessoal, manejo da escapada, autoconhecimento, manejo das emoções, etc). Afora esse aprendizado, os integrantes agregam valor motivacional nos encontros em grupo.

Após as 12 semanas do início do programa, é oferecida a opção de continuação, que tem como objetivos perda de peso adicional ou aprendizado e seguimento para assegurar a perda de peso sustentada. Nesta fase, ocorrem consultas e encontros em grupo mensais.

Aperfeiçoamento

Após analisar a rotina de seu próprio consultório, Dra. Nathalia percebeu que os procedimentos básicos que ela, enquanto médica, podia oferecer aos pacientes eram insuficientes em muitas ocasiões. “Eu vi que o combo de remédio, dieta e exercício pedia algo mais. O que ficava faltando ao fim de cada consulta motivou o desenvolvimento do programa, já que emagrecer é um desafio muito mais complexo”.

A especialista destaca que além de a bioquímica do corpo obeso ser um complicador para a perda de peso, vivemos num ambiente que não estimula o equilíbrio alimentar. Somado a isto, a genética é preponderante na predisposição de uma pessoa ao ganho de peso. As pessoas costumam erroneamente designar ao fator “força de vontade” toda a responsabilidade pela sobrepeso, gerando frustração e dificultando ainda mais o processo de emagrecimento.

Diabéticos podem participar?

A resposta é sim! Já houve a participação de pacientes diabéticos e o resultado foi excelente! Sabe-se que o controle de peso contribui de forma fundamental para o controle do diabetes mellitus (tipo 1), pois as modificações de estilo de vida que levam ao emagrecimento também melhoram o diabetes, além de diminuir resistência à insulina, diminuir gordura no fígado, dentre outros benefícios metabólicos.

Refrigerante: um veneno para o corpo e para a mente

Os refrigerantes são conhecidos como grandes vilões da saúde devido à grande quantidade de açúcar e corantes que possuem. Mas será que é só isso? Será que sabemos, de fato, o verdadeiro mal que eles provocam? Para tirar algumas dúvidas, eu, que assumo ser consumidora da bebida na versão zero açúcar, fui conversar com a nutricionista Analice Sbroggio, e já estou pensando em uma maneira de tirar esse veneno do meu cardápio.

O refrigerante foi inventado em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar. Somente em 1772 foi acrescentado o gás líquido. A comercialização aconteceu muito tempo depois, em 1830 e, desde então, o consumo só tem aumentado. Só no Brasil, nos últimos 30 anos, aumentou 400%.

E por que esse dado é tão preocupante? Por ser rica em açúcares, a bebida provoca cáries, aumento de peso, flatulências, gases, agravamento de quadros de gastrite, diabetes, níveis elevados de triglicerídeos, osteopenia e osteoporose. Além disso, possui níveis elevados de sódio, o que pode aumentar o risco de pressão alta.

É estranho que o refrigerante, que tem tanto açúcar, não tenha um gosto enjoativo. Segundo Analice, isso acontece porque ele possui ácido fosfórico, aquele mesmo utilizado na remoção da ferrugem e um excelente protetor de superfícies metálicas cromadas. Isso por reagir com o cromo e gerar uma camada protetora formada por fosfato de crômio.

Esse ácido, no entanto, também pode ser usado na indústria para a fabricação do vidro, na tinturaria, indústrias alimentícias, farmacêuticas, e ainda ser usado na fabricação de fosfatos e superfosfatos utilizados como fertilizantes na agropecuária. “O que muita gente não sabe, é que os refrigerantes de base cola tem o uso de ácido fosfórico em sua fabricação, carregando um alto teor dessa substância. Isso acontece na maioria dos refrigerantes aqui no Brasil, tendo dessa forma o pH > 3. Seu uso na bebida acontece devido à sua ação como acidulante, que ajuda a baixar o pH, regular o sabor doce e realçar o paladar e, por fim, atua como um conservante da bebida”, explica a nutricionista.

O que acontece com seu corpo após 1 lata de refrigerante?

Primeiros 10 minutos:

Contém 10 colheres de chá de açúcar, que é a quantidade diária recomendada. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.

Em 20 minutos:

O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jato de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura.

40 minutos:

A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:

O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo (fisicamente, funciona como com a heroína).

50 minutos:

O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.

60 minutos:

As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

E diet? Pode?

Segundo Analice, a versão sem açúcar dos refrigerantes possui altas doses de outros adoçantes e aumentam a excreção de cálcio na urina. Então, não é pelo fato de ter no rótulo “Diet” ou “zero açúcar” que pode ser consumido por diabéticos, pois as consequências para o hábito são maiores do que aumento de insulina ou não quando substituído pelo adoçante.

O que acontece, na real, é que a sensação de frescor, bolinhas de gás e até “ação digestiva” que acontece no organismo, nada mais é que um reflexo de dependência em que o cérebro e organismo estão interligados. A química da dependência do uso de drogas é a mesma química para bebidas, doces, sal, carboidrato e outros com capacidade de o hábito mexer nos hormônios do corpo e vice- versa.

Por isso, Analice aconselha: prefira água e sucos naturais! Sendo possível, dê preferência por aqueles que vêm das frutas de boa procedência preparados na hora. Seu corpo agradece!