“Mais vale um choro hoje que uma internação por diabetes amanhã”

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

Muitas mamães adoram ver seus bebês e crianças com um pouco mais de dobrinhas para poderem morder e apertá-las, sem contar que as vovós e as titias também amam. Porém, ter uma criança acima do peso não é nada bom para a saúde e seu desenvolvimento como um todo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos fatores mais preocupantes em todo o mundo e a projeção para 2025 é que cerca de 75 milhões de crianças estejam muito acima do peso. Nos adultos o número é ainda mais alarmante, chegando à 2,3 bilhões de pessoas sobrepeso ou obesas.

Vale lembrar que os pais são exemplos para seus filhos e, sendo assim, a alimentação saudável, prática de exercícios e cuidados com a saúde devem partir deles. O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, informa que uma em cada três crianças entre cinco e nove anos estão acima do peso ideal recomendado pela OMS, sendo cerca de 12% meninas e 17% meninos dentro desta faixa etária.

Muitos pais não se dão conta que estão acima do peso e ou se alimentam de maneira inadequada contribuindo para a obesidade da família inteira. Uma criança não tem discernimento para escolher o que é mais saudável para ela, geralmente opta pelo o que é mais gostoso e, nem sempre, é o mais indicado. “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” também não funciona para usar com os filhos. Os pais, assim como outros familiares, devem se preocupar com a qualidade do alimento e não com quantidade, sabor ou ceder aos pedidos dos pequenos. Mais vale um choro hoje do que uma internação por diabetes amanhã, por exemplo. Pense nisso!

O que é obesidade infantil:

Em crianças, a obesidade infantil é determinada pelo excesso de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde e ou bem-estar dela. Em geral, o diagnóstico é feito com base no índice da massa corporal – o famoso IMC –, uma ferramenta de triagem fundamental para avaliar o peso de uma pessoa em relação à sua altura. Cerca de 40% das crianças e 70% de adolescentes obesos podem tornar-se adultos obesos caso não recebam atendimento adequado e não pratiquem atividades físicas com frequência.

Fatores que levam a obesidade infantil:

Pré-disposição genética: é provável que filho de pais obesos possam herdar os genes para o ganho de peso com maior facilidade;

Alimentação inadequada: muito além dos fast foods já conhecidos e amados pelas crianças, a má alimentação se dá pela falta de consumo de frutas, alimentos orgânicos, uso abusivo de sódio, carboidratos e gorduras saturadas, sem falar no açúcar.  

Noites mal dormidas e ou má administração do sono: vale lembrar que é durante o sono que a criança libera a leptina, substância que causa saciedade, além dos picos de GH, conhecido como hormônio do crescimento que contribui na formação dos músculos e na queima de gordura. Quando não ocorre equilíbrio no organismo, há o aumento da grelina, que provoca vontade de comer;

Falta de atividade física: com o uso da tecnologia e pela falta de espaços adequados e segurança, muitas crianças deixaram de brincar como antigamente e não gastam energia o suficiente para a perda de peso e/ou o equilíbrio entre o consumo e gastos calóricos;

O uso indiscriminado de antibióticos e corticoides podem contribuir para o ganho de peso: um artigo publicado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) aponta que nos últimos cinco anos, os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes sobre o tema.

Principais riscos:

A obesidade infantil pode trazer muitos problemas de saúde secundários como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento de colesterol (hipercolesterolemia), doenças cardíacas precoces, problemas ósseos, esteatose hepática não alcoólica, depressão, distúrbios do sono, puberdade precoce, asma e outras doenças respiratórias, problemas de comportamento como introspecção ou agressividade, problemas na derme como acnes, brotoejas e infecções fúngicas.

O que fazer:

Em geral, os pais demoram a identificar que seus filhos estão sobrepeso e ou obesos, o que provoca um diagnóstico tardio. O ideal é manter as consultas regulares com o pediatra para uma avaliação correta e indicações de outros profissionais, caso seja necessário. O uso de medicamentos não é recomendado, exceto em casos de doenças crônicas e sempre com indicação médica.

Procure atividades lúdicas e físicas (com aprovação do pediatra) que contribuam para que a criança gaste mais energia do que consome. Além de garantir boa forma, promove sociabilidade, disciplina e estilo de vida saudável para a família toda.

Programa de emagrecimento supervisionado é lançado em Campinas

A endocrinologista Nathália Ferreira lançou recentemente em Campinas o Attraversiamo – Reprogramação Metabólica, voltado para o emagrecimento em grupo. O diferencial deste trabalho, além de um importante comprometimento com diretrizes científicas, é também abordagem psicológica que engloba o funcionamento pessoal de uma forma geral.

Segundo Dra. Nathália, as pessoas que procuram emagrecer já tentaram diversos outros métodos antes, e, por algum motivo, não conseguem superar os desafios do caminho até a meta final. Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), revelaram que mais da metade da população brasileira está acima do peso e quase 18% é obesa. A entidade alerta também que 72% das mortes no País são decorrentes de doenças crônicas ligadas à obesidade, como a diabetes.

O Attraversiamo, ainda de acordo com a médica, chega para olhar com muita atenção para as barreiras de cada indivíduo na busca de um corpo saudável e em forma, além de ajudar a atravessar dificuldades e manter-se no peso saudável. As dietas são equilibradas, com presença de todos os grupo de macronutrientes, tendo como denominador comum a restrição calórica. ”No caso de carboidratos, sempre indicamos o consumo dos complexos e estimulamos o consumo suficiente de alimentos ricos em micronutrientes e fibras como frutas e vegetais”, afirma dra. Nathália.

O programa é formado por consultas individuais e encontros semanais em grupo ao longo de três meses, apresentando conteúdo técnico, (como avaliação médica minuciosa, curso de nutrição e exercícios físicos) e temas profundamente ligados à motivação (como força de vontade, presença pessoal, manejo da escapada, autoconhecimento, manejo das emoções, etc). Afora esse aprendizado, os integrantes agregam valor motivacional nos encontros em grupo.

Após as 12 semanas do início do programa, é oferecida a opção de continuação, que tem como objetivos perda de peso adicional ou aprendizado e seguimento para assegurar a perda de peso sustentada. Nesta fase, ocorrem consultas e encontros em grupo mensais.

Aperfeiçoamento

Após analisar a rotina de seu próprio consultório, Dra. Nathalia percebeu que os procedimentos básicos que ela, enquanto médica, podia oferecer aos pacientes eram insuficientes em muitas ocasiões. “Eu vi que o combo de remédio, dieta e exercício pedia algo mais. O que ficava faltando ao fim de cada consulta motivou o desenvolvimento do programa, já que emagrecer é um desafio muito mais complexo”.

A especialista destaca que além de a bioquímica do corpo obeso ser um complicador para a perda de peso, vivemos num ambiente que não estimula o equilíbrio alimentar. Somado a isto, a genética é preponderante na predisposição de uma pessoa ao ganho de peso. As pessoas costumam erroneamente designar ao fator “força de vontade” toda a responsabilidade pela sobrepeso, gerando frustração e dificultando ainda mais o processo de emagrecimento.

Diabéticos podem participar?

A resposta é sim! Já houve a participação de pacientes diabéticos e o resultado foi excelente! Sabe-se que o controle de peso contribui de forma fundamental para o controle do diabetes mellitus (tipo 1), pois as modificações de estilo de vida que levam ao emagrecimento também melhoram o diabetes, além de diminuir resistência à insulina, diminuir gordura no fígado, dentre outros benefícios metabólicos.

Refrigerante: um veneno para o corpo e para a mente

Os refrigerantes são conhecidos como grandes vilões da saúde devido à grande quantidade de açúcar e corantes que possuem. Mas será que é só isso? Será que sabemos, de fato, o verdadeiro mal que eles provocam? Para tirar algumas dúvidas, eu, que assumo ser consumidora da bebida na versão zero açúcar, fui conversar com a nutricionista Analice Sbroggio, e já estou pensando em uma maneira de tirar esse veneno do meu cardápio.

O refrigerante foi inventado em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar. Somente em 1772 foi acrescentado o gás líquido. A comercialização aconteceu muito tempo depois, em 1830 e, desde então, o consumo só tem aumentado. Só no Brasil, nos últimos 30 anos, aumentou 400%.

E por que esse dado é tão preocupante? Por ser rica em açúcares, a bebida provoca cáries, aumento de peso, flatulências, gases, agravamento de quadros de gastrite, diabetes, níveis elevados de triglicerídeos, osteopenia e osteoporose. Além disso, possui níveis elevados de sódio, o que pode aumentar o risco de pressão alta.

É estranho que o refrigerante, que tem tanto açúcar, não tenha um gosto enjoativo. Segundo Analice, isso acontece porque ele possui ácido fosfórico, aquele mesmo utilizado na remoção da ferrugem e um excelente protetor de superfícies metálicas cromadas. Isso por reagir com o cromo e gerar uma camada protetora formada por fosfato de crômio.

Esse ácido, no entanto, também pode ser usado na indústria para a fabricação do vidro, na tinturaria, indústrias alimentícias, farmacêuticas, e ainda ser usado na fabricação de fosfatos e superfosfatos utilizados como fertilizantes na agropecuária. “O que muita gente não sabe, é que os refrigerantes de base cola tem o uso de ácido fosfórico em sua fabricação, carregando um alto teor dessa substância. Isso acontece na maioria dos refrigerantes aqui no Brasil, tendo dessa forma o pH > 3. Seu uso na bebida acontece devido à sua ação como acidulante, que ajuda a baixar o pH, regular o sabor doce e realçar o paladar e, por fim, atua como um conservante da bebida”, explica a nutricionista.

O que acontece com seu corpo após 1 lata de refrigerante?

Primeiros 10 minutos:

Contém 10 colheres de chá de açúcar, que é a quantidade diária recomendada. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.

Em 20 minutos:

O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jato de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura.

40 minutos:

A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:

O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo (fisicamente, funciona como com a heroína).

50 minutos:

O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.

60 minutos:

As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

E diet? Pode?

Segundo Analice, a versão sem açúcar dos refrigerantes possui altas doses de outros adoçantes e aumentam a excreção de cálcio na urina. Então, não é pelo fato de ter no rótulo “Diet” ou “zero açúcar” que pode ser consumido por diabéticos, pois as consequências para o hábito são maiores do que aumento de insulina ou não quando substituído pelo adoçante.

O que acontece, na real, é que a sensação de frescor, bolinhas de gás e até “ação digestiva” que acontece no organismo, nada mais é que um reflexo de dependência em que o cérebro e organismo estão interligados. A química da dependência do uso de drogas é a mesma química para bebidas, doces, sal, carboidrato e outros com capacidade de o hábito mexer nos hormônios do corpo e vice- versa.

Por isso, Analice aconselha: prefira água e sucos naturais! Sendo possível, dê preferência por aqueles que vêm das frutas de boa procedência preparados na hora. Seu corpo agradece!

 

Franquia SOULight oferece praticidade e saúde. Comida sem aditivos químicos e preparada em equipamentos de última geração

A rotina cada vez mais pesada que inclui trabalho e tarefas domésticas fez com que os hábitos alimentares do brasileiro mudassem. Estudos realizados nos últimos 30 anos, como as Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), apontam crescimento no consumo de comidas industrializadas, repletas de gordura trans, sal, farinha branca e açúcar refinados. Ao mesmo tempo, houve redução no consumo de raízes, legumes, verduras, tubérculos e frutas. Essa troca desencadeou um novo problema: mais da metade da população brasileira está acima do peso e quase 18% é obesa. Os dados são da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), que alerta também que 72% das mortes no País são decorrentes de doenças crônicas ligadas à obesidade, como a diabetes.

Mas mudanças também despertam novos negócios. A empreendedora Camila Giraldello percebeu que era possível manter uma alimentação saudável. Mesmo com a correria do dia a dia, decidiu levar uma opção mais saudável para as pessoas. Formada em Comunicação Social, em 2007 Camila deixou as agências de lado e começou a se especializar em gastronomia e nutrição. Em 2013, criou a SOULight, uma empresa de refeições prontas com diferenciais fundamentais para competir com as demais do setor que dobrou nos últimos anos. Um levantamento feito pelo Euromonitor em 2015 mostrou que o mercado de alimentação ligada à saúde e bem-estar cresceu 98% de 2009 a 2014 no Brasil. No entanto, grande parte dessas comidas não são, de fato, lights, nem seguem cardápios personalizados para o cliente, de acordo com os objetivos de cada um.

Acompanhamento nutricional

Pensando nisso, Camila Giraldello fez questão de oferecer nas lojas da SOULight nutricionistas para acompanhar desde o processo de escolha dos pratos do cardápio até medir os resultados, conforme o kit de dieta selecionado, entre os oito tipos disponíveis. “O cliente pode fazer a bioimpedância semanalmente para não perder o foco e reavaliar constantemente se está no caminho certo, ajustando o cardápio conforme as respostas de cada metabolismo. Ao final de 28 dias é feita uma avaliação geral do progresso, assim como uma nova orientação nutricional”, explica Camila.

Após a primeira a avaliação, os kits são retirados ou entregues via delivery uma vez por semana, com todas as refeições diárias devidamente etiquetadas, junto com o plano alimentar. As embalagens vão do congelador ao microondas e só é necessário complementar com saladas e frutas. As nutricionistas orientam também os clientes que visitam a SOULight em busca de lanches, bebidas e pratos avulsos.

Esse acompanhamento foi fundamental para administradora de empresas Rita de Souza transformar seus hábitos alimentares e perder 12 kg. Rita já havia tentado outras empresas de congelados antes, mas, segundo ela, nenhuma tinha a praticidade das embalagens a vácuo nem a leveza que o preparo sem óleo proporciona. “O resultado com as dietas da SOULight foi muito mais rápido e, com as avaliações semanais, as nutricionistas vão adaptando o cardápio conforme os meus objetivos seguintes. A variedade de opções é tão grande que até o arroz integral tem várias versões”, conta. Rita leva as embalagens do dia para o escritório onde trabalha e as aquece em banho-maria. Quando tem reuniões fora, pode levar os lanches intermediários na bolsa e não sair da dieta.

Tecnologia à mesa

Por conta do planejamento e do investimento em tecnologia, todos os pratos da SOULight, que precisam de adição de gordura, são produzidos com óleo de coco, com exceção do molho pesto, que recebe azeite de oliva na receita. O forno combinado de tecnologia alemã une calor e umidade no preparo dos alimentos, com receitas inseridas digitalmente no equipamento. “Essa ferramenta garante não só padronização nos nossos pratos, como mantém os nutrientes naturais dos ingredientes”, afirma Camila.

Depois de prontos, os pratos seguem para um ultracongelador, que interrompe o cozimento e os resfria rapidamente para serem embalados a vácuo. Esse processo é o mais eficiente contra qualquer tipo de contaminação já que o contato com o oxigênio acaba ali.

Camila e as nutricionistas trabalham também na inovação do cardápio, testando a resposta dos alimentos no processo que ele enfrenta do congelamento até chegar à mesa do cliente, para oferecer sempre novas opções com o mesmo padrão de qualidade e preservação nutricional.

Franquias

Para promover a alimentação saudável de verdade para o maior número de pessoas – e ser oportunidade de negócio
para quem busca empreender – Camila Giraldello optou por expandir a SOULight para mais cidades por meio de franquias. Hoje, a empresa, que tem sede em Valinhos, produz todos os pratos e tem capacidade para atender novas unidades, além da já existente em Campinas, no Cambuí.

Segundo levantamento da Euromonitor divulgado em 2015 há uma previsão de que, até 2019, esse segmento movimente R$ 110 milhões, crescendo mais de 50%. “É um investimento altamente rentável. Com baixo investimento inicial, o franqueado abre seu negócio com um primeiro estoque, sistema administrativo e de e-commerce prontos e garante seu lugar no setor que mais cresce no mercado de franquias”, afirma a franqueadora Camila.

 

 

 

Campanha de tatuadores em Londrina ajuda a salvar vidas

Já pensou sofrer um acidente de carro ou um desmaio, ficar inconsciente e, no hospital, tomar soro com glicose? Para uma pessoa normal, uma situação dessa não seria problema, mas, para um diabético, pode levar até mesmo ao coma. Pensando nisso e com o objetivo de salvar vidas, a equipe do Tattoo Society, de Londrina, lançou uma campanha em que todo mês tatua 10 pessoas gratuitamente com identificação de diabetes.

De acordo com Chris Yamamoto, um dos tatuadores do estúdio, a iniciativa surgiu porque um de seus colegas, Apuka Henrique, conheceu a diabetes de perto com casos na família. “Antes de começar a campanha a gente pesquisou muito para entender a importância da identificação da doença. Nosso objetivo é tentar minimizar riscos e, consequentemente, evitar que tragédias aconteçam”, conta.

Cuidados

Para quem gostou da ideia da identificação da diabetes por meio de tatuagens, o primeiro passo é procurar profissionais competentes e responsáveis – características que a equipe do Tattoo Society tem de sobra. “É importantíssimo que a glicemia esteja controlada. É o primeiro conselho que damos aos clientes, além de que eles tenham pleno conhecimento de seu caso, inclusive se há problemas de cicatrização. Se estiver tudo ok, fazemos a tatuagem”, relata Chris.

Os cuidados com a cicatrização merecem atenção especial. Deve-se passar uma pomada cicatrizante indicada pelo tatuador; o local tem que ser protegido com plástico, pois faixas e tecidos podem absorver a tinta; o curativo precisa ser trocado várias vezes ao dia, pois a pele libera água e sangue, podendo ocasionar o aparecimento de fungos; o ideal é que o local seja lavado sempre com sabonete anti-séptico; e exposição ao sol e transpiração também devem ser evitados.

A campanha

Quem está na região de Londrina e se interessou em fazer a tatuagem de identificação da diabetes gratuitamente no Tattoo Society, pode entrar em contato pelo número (43) 3039-0321 ou acessar a página no Facebook: https://www.facebook.com/tattoosocietylondrina/?fref=ts

Pressão alta e diabetes são principais causadores de doença renal

O próximo 9 de março marcará o Dia Mundial do Rim. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros têm doença renal crônica. A hipertensão (pressão alta, como é popularmente conhecida) é responsável por 35% dos casos e o diabetes, por 30%. Obesidade, presença de doença renal na família, tabagismo e idade acima de 50 anos também são fatores de risco para o desenvolvimento da enfermidade. Diante deste cenário, Paulo Sergio Rovai, nefrologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), chama a atenção para os riscos da doença.

O médico explica que a doença renal é silenciosa e afeta consideravelmente a qualidade de vida de seus portadores, por isso, a importância da prevenção. “As principais causas de doenças nos rins são o Diabetes Mellitus e a hipertensão arterial. Além de invisível, o dano renal é irreversível e pode progredir até converter-se em insuficiência renal crônica terminal, com necessidade de diálise”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 30 milhões de pacientes com hipertensão arterial, representando aproximadamente 24% da população de adultos. E, ainda, há nove milhões de pacientes diabéticos – aproximadamente 8% da população de adultos. “Todos esses pacientes apresentam chance importante de desenvolver um quadro renal em algum momento de suas vidas, por isso a importância do incentivo ao tratamento preventivo dessas doenças”, afirma o nefrologista.

Função do rim

Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo: eliminação de toxinas no sangue, regulação da formação do sangue e dos ossos, regulação da pressão sanguínea e controle do balanço químico e de líquidos do corpo. “Os rins funcionam como um filtro e, como nosso sangue passa várias vezes por eles durante o dia, retiram todas as toxinas do organismo, que são eliminadas na forma de urina”, explica o médico.

Além dessas funções, os rins também controlam a quantidade de sódio e água no organismo colaborando para manutenção da pressão sanguínea. “As doenças renais podem se manifestar como pressão alta, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, fraqueza, náuseas e vômitos, dificuldade para urinar, alterações na urina e histórico de pedra nos rins”, diz o dr. Paulo.

Tratamento

Existem dois tipos de tratamento para insuficiência renal: o tratamento conservador, no caso de os rins funcionarem com mais de 10% de sua capacidade, e o tratamento dialítico, quando esse percentual já está abaixo de 10%. O primeiro consiste em medidas clínicas (remédios e modificações na dieta) que podem ser utilizadas para retardar a piora da função renal e reduzir os sintomas. Dentre as principais medidas usadas no tratamento conservador estão o controle da pressão arterial, controle adequado da glicemia, interrupção do tabagismo, tratamento do colesterol elevado, uso de medicações que diminuam a perda de proteínas na urina, entre outras.

Quando a função renal progride apesar do tratamento e atinge níveis abaixo de 10% de funcionamento, o paciente é encaminhado para terapia dialítica que inclui a hemodiálise e a diálise peritoneal (métodos de filtragem do sangue que serão discutidos no momento do encaminhamento) e, posteriormente, ao transplante renal.

Dr. Paulo recomenda o controle da pressão arterial e checagem da glicemia (nível de açúcar no sangue), além da manutenção de uma alimentação balanceada. “Para o paciente que já tenha o diagnóstico da doença, é fundamental manter uma dieta adequada para o grau de insuficiência renal. A restrição alimentar aumenta à medida em que a doença progride”, explica.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Aproveite o carnaval de maneira saudável

Milhares de pessoas já estão prontas para sair às ruas e celebrar mais um Carnaval. A programação vai dos blocos de rua aos desfiles de escola de samba, além de bailes em lugares fechados como clubes e casas noturnas. Para cada evento, existem alguns cuidados específicos e também os que devem ser tomados em qualquer ocasião. É importante entender o limite do corpo de cada um, o que inclui preparo físico e noções de suscetibilidade do organismo.

Confira abaixo as orientações do diretor médico e cardiologista, Dr. Otávio Gebara, do Hospital Santa Paula, .

– Evite a ingestão de alimentos pesados, que dificultem a digestão. Dê preferência para as frutas e verduras;

– Hidrate-se de duas em duas horas: o recomendado é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas);

– Beba moderadamente: o consumo excessivo de álcool ou a mistura de destilados com fermentados pode acabar com a festa e causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas;

– Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas;

– Cuidado com o calor excessivo: em dias muito quentes a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Para evitar a queda de pressão é preciso manter o corpo hidratado, alimentar-se adequadamente, vestir roupas leves e evitar ambientes pouco ventilados;

– Beijo na boca: normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros;

– Doenças sexualmente transmissíveis: todo ano o Ministério da Saúde faz uma campanha sobre a importância do uso da camisinha neste período. A camisinha é item fundamental do folião consciente.

Na avenida:

– Salto alto: ficar em pé por muitas horas sambando de salto alto pode ocasionar dor nas pernas e na planta dos pés, câimbras, inchaço nos pés, joanete, calos, problemas nas unhas, entre outros. Para evitar esses problemas, procure usar um salto com a base e o bico mais largo, assim os dedos não ficam apertados. Já para o dia seguinte, o médico aconselha ficar com as pernas esticadas;

– Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos;

– Durma bem: no dia seguinte procure dormir pelo menos oito horas para reequilibrar o organismo.

Nos blocos de rua:

– Proteja sua pele: o excesso de exposição ao sol é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

– Utilize calçados confortáveis: o ideal é usar tênis para proteger os pés e ter mais flexibilidade nos movimentos. Esse tipo de calçado amortece o impacto e é mais confortável, afinal, você ficará em pé a maior parte do tempo;

– Para evitar insolação, hidrate-se pelo menos de duas em duas horas, use filtro solar e prefira as roupas com tecidos leves (evite tecidos do tipo sintético) e use chapéus ou bonés para uma maior sensação de conforto;

– Álcool gel: como não é possível lavar as mãos em banheiros químicos, a chance de contaminação aumenta. Os contágios mais frequentes são de E.coli – que faz parte da flora natural do corpo, porém, quando há um desequilíbrio, causa náusea, vômito e diarreia, e o vírus VHA, da Hepatite A. Para se prevenir, tenha um álcool gel para higienização das mãos sempre que for ao banheiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Roteiro: Spice Restaurante

 

Ainda sem lugar para almoçar nesse final de semana?

Minha dica é o Spice Restaurante. Ambiente arejado, agradável, comida deliciosa e tudo super saudável!

Funcionamento: 

Seg. a Sex – das 11h30 às 15h

Sáb. e Dom – até as 15h30

Endereço: Rua Guilherme da Silva, 423 Cambuí – Campinas – SP

Tel: (19) 3253-0620

Site: http://www.spicerestaurante.com.br

Fazer jejum, junto com a alimentação correta, ajuda a emagrecer e melhora a saúde

8, 12 e até 16 horas. Só de pensar em ficar tanto tempo sem comer, algumas pessoas já se sentem mal. Porém, o jejum tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre as pessoas que fazem dieta e cada vez mais recomendado, pois especialistas acreditam que pode trazer muitos benefícios à saúde, como emagrecimento, aumento da concentração, diminuição de ansiedade, regula a pressão arterial, reduz a resistência à insulina e ajuda até mesmo na prevenção de alguns tipos de câncer e Mal de Alzheimer.

Em entrevista, a nutricionista Analice Sbroggio explica com detalhes como o jejum pode ser feito. Acompanhe abaixo:

Em Dia com a Diabetes (D.D): O que é o jejum? Como ele funciona?

Analice Sbroggio (A.S): É um tipo de protocolo no qual o paciente fica sem comer algumas horas, sempre definidas por um profissional. Ele se alimenta de maneira saudável durante a semana e durante dois dias intercalados acontece o jejum e, em pouco tempo, o organismo começa a sinalizar as células para a queima de gordura. Estudos recentes revelaram também impactos significantes no controle glicêmico e na eliminação de gordura abdominal. Mas esses estudos precisam ser mais aprofundados e ter maior tempo de pesquisa.

D.D: Como deve ser a alimentação de quem faz jejum?

A.S: Esse não é o tipo de jejum em que o paciente pode comer de tudo quando ele acaba. A dieta deve ser rica, principalmente, em proteínas e legumes antioxidantes, pois é o que faz toda a diferença. Por isso, não apenas o jejum, como qualquer dieta deve ser acompanhada por profissionais da área, como endócrinos e nutricionistas que tenham experiência na área e podem dar suporte de cardápio.

Muitas pessoas fazem o jejum e dietas low carb e dizem que não funcionam. Isso porque, depois de algum tempo, voltam a consumir açúcar, leite, sal e farinha branca, o que é errado, pois, quando excluídos, qualquer dieta dá resultado. Obviamente, hora ou outra a gente acaba consumindo alimentos com esses ingredientes, mas, se soubermos comer com qualidade, o risco de ter hábitos errados é menor.

A dieta também pode ter chás naturais e água, mas é recomendado que não seja feita atividade física no dia do jejum. O pós-jejum deve ser de uma dieta com baixo índice de carboidratos pois, caso contrário, pode gerar gorduras.

D.D: Qualquer pessoa pode fazer o jejum?

A.S: Não. Existem pessoas que são mais propensas a passar mal durante o jejum e isso é um fator muito individual. Geralmente, atletas e pessoas que já possuem certa facilidade de ficar em jejum se adaptam melhor. Por isso, mais uma vez enfatizo a importância do acompanhamento profissional.

D.D: O jejum pode ser praticado por diabéticos?

A.S: Depende. Caso o paciente seja muito insulinodependente, pode acontecer um quadro de hipoglicemia, ou seja, quando a glicemia cai demais, podendo complicar o quadro. Acredito que períodos maiores de jejum, intercalados com a alimentação correta funcionem, mas isso vai depender do quadro de cada paciente com a doença.

D.D: Alguns profissionais defendem uma dieta rica em gorduras para quem faz o jejum, principalmente períodos muito longos, indicando até mesmo alimentos como queijos e embutidos. De que maneira isso funciona? Está correto?

A.S: Cada profissional segue uma linha. A minha é a de nutrição funcional e qualidade de vida. Eu trabalho com diversos tipos de dietas, sempre direcionadas para a individualidade de cada um. Alguns profissionais seguem a linha do consumo de alimentos ricos em gorduras porque é preciso que o paciente tenha um suporte energético e é exatamente na gordura corporal que ele é encontrado. Porém, acredito que o jejum, alinhado a uma dieta adequada, rica em proteínas e legumes antioxidantes seja o mais correto, com grãos, saladas e carnes magras. Alimentos como embutidos e queijos muito gordurosos são ruins para o organismo e para a saúde. Portanto, é preciso comer gordura sim, mas aquela boa, presente em sementes, no azeite, no abacate e em diversos outros alimentos.

 

Roteiro: Empório Viver

Quem está sempre em busca de melhorar a qualidade de vida, não pode deixar de conhecer o Empório Viver, loja conceito localizada no Cambuí, em Campinas. Os produtos são bem variados, sendo os naturais e orgânicos os protagonistas da loja. Além desses, os clientes encontram alimentos diet, sem glúten, resfriados e congelados.

O espaço também é lindo! Todos os dias, na hora do almoço, são servidos pratos gourmet especiais e super saudáveis, preparados pela proprietária e nutricionista, Carol Viesi, ideais para quem tem uma dieta controlada ou não quer sair da linha. E, no período da tarde, é uma ótima opção para quem quer tomar um cafezinho em um lugar aconchegante e tranquilo.

Para mais detalhes, acesse: https://www.facebook.com/emporioviver/?fref=ts

No verão, cuidados para conservar os alimentos devem ser redobrados

congeladoAs altas temperaturas do Verão são ideais para aproveitar o sol, as praias e piscinas, mas também demandam muita atenção na hora de conservar os alimentos e evitar intoxicações e problemas de saúde. Neste caso, o calor e a umidade típicos da estação são fatores que podem acelerar os processos de degradação dos alimentos em geral, especialmente os que são sensíveis à deterioração microbiológica, ou seja, que propiciam um ambiente adequado para o crescimento de bactérias, bolores ou leveduras.

O engenheiro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Assis Euzébio Garcia, orienta a manter o produto na embalagem original, que foi dimensionada para protegê-lo adequadamente, exceto se não possível o refechamento. “Muitas embalagens têm sistema de refechamento pós-abertura e as embalagens flexíveis permitem o uso de clipes para fechamento após consumo parcial do produto”, afirmou.

Para os casos nos quais não é possível um bom fechamento após abrir a embalagem, ele recomenda a transferência para um recipiente com fechamento hermético (sacos “zip”), independente se o produto deverá ficar em temperatura ambiente, refrigerador ou freezer. “O fechamento adequado retarda o ressecamento superficial do produto e aumenta a higiene do acondicionamento”, ressaltou o especialista, que dirige o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Ital.

Caso seja necessário transferir o alimento, é importante colar uma etiqueta no novo recipiente contendo, no mínimo, o nome do produto, marca, lote, data de abertura e validade após abertura, conforme a recomendação do fabricante.

O filme plástico, disponível em várias versões no mercado, é ideal para revestir utensílios como tigelas, potes e envolver produtos sólidos. “Há também os saquinhos prontos, que são vendidos em unidades ou rolos, os quais permitem o acondicionamento de produtos em geral, mas devem ser fechados com selos, fitas ou prendedores, lembrou Assis.

Além de observar sempre as recomendações do fabricante e a data de validade, o especialista indica alguns importantes cuidados com os alimentos que devem ser intensificados no Verão:

Carnes: devem ser comercializadas e estocadas em casa sob refrigeração ou congeladas. Tanto no momento da compra como no preparo, é importante observar se as embalagens a vácuo não estão comprometidas: elas devem aderir ao produto, sem a presença de gás em seu interior.O ideal é preparar toda a carne depois de aberta, pois sua vida útil enquanto crua, mesmo sob refrigeração, será mais curta. No caso de congelados, procurar por sinais de descongelamento ou re-congelamento, como líquido congelado nas caixas externas, muitos cristais de gelo no produto, embalagens molhadas, produtos amolecidos ou deformados.

Legumes e verduras: produtos pré-processados (picados, fatiados etc.) devem ficar sob refrigeração, pois sua sensibilidade a alterações é maior do que o produto in natura inteiro. Alimentos adquiridos inteiros devem ser conservados sob refrigeração. Para não ressecar, é preciso guardá-los em sacos plásticos ou em gaveta específica na geladeira. Entretanto, frutas como a banana sofrem danos à temperatura de refrigeração. Neste caso, melhor deixá-la em ambiente seco e arejado. Após retirar as folhas, partes e unidades deterioradas, os legumes e verduras devem ser lavados e deixados de molho por 10 minutos em solução de água clorada. Após enxaguar e embalar, manter sob refrigeração até a hora do consumo.

Macarrão, açúcar, sal, farinhas em geral: observar se a embalagem está íntegra, sem mofo e insetos. Armazenar em local fresco e sem umidade excessiva. Após abertos, podem ser mantidos na própria embalagem, desde que com algum tipo de refechamento, para manter as propriedades de proteção.

Queijos, leites e iogurtes: devem ser mantidos em ambientes refrigerados e recipientes com bom sistema de fechamento. Se não for possível refechar a embalagem aberta, substituir por um recipiente ou envoltório que possa ser fechado. No caso do queijo, quanto maior o contato do envoltório com o produto, ou seja, quanto menor o espaço com ar no interior da embalagem, melhor será a proteção oferecida contra o crescimento de fungos na superfície do produto.

Comidas prontas: alimentos preparados em casa devem ser mantidos à temperaturas acima de 60°C para consumo imediato. Nos dias muito quentes do verão, as comidas não devem ser deixadas resfriando à temperatura ambiente por muito tempo, pois pode ocorrer a contaminação e desenvolvimento microbiológico. Podem ser mantidas sob refrigeração em recipientes fechados para consumo em curto espaço de tempo (1 – 2 dias) ou congeladas em recipiente fechado se for necessária uma duração maior.

Peixes, mariscos e crustáceos: exigem maior atenção na sua conservação, reduzindo-se ao máximo o tempo de exposição em temperaturas fora do recomendado.

Além da perda do produto, falhas de higiene e conservação inadequada do alimento podem causar o desenvolvimento de microrganismos com implicações para a saúde do consumidor. “Quanto maior a temperatura ambiente, maior é a velocidade de deterioração de alimentos. Por isso, é preciso muita atenção às recomendações de estocagem e de prazo de validade”, alertou Assis Garcia, ressaltando que a zona de temperatura perigosa para a segurança dos alimentos fica entre 5°C e 60°C.

Campanha “Janeiro Dourado” alerta sobre a importância do acompanhamento médico na prática de exercícios

janeiro dourado

Não é novidade para ninguém que praticar exercícios traz muitos benefícios ao nosso corpo, pois o mantém saudável e em equilíbrio. Atividade física regular é uma das coisas mais importantes que se pode fazer para a saúde e, cada vez mais, as pessoas estão se conscientizando e mudando seus hábitos, incluindo atividades físicas em sua rotina.

O que nem todo mundo sabe ou atribui à devida relevância é que, para praticar exercícios, antes de tudo, é imprescindível fazer uma avaliação médica para descartar possíveis condições que possam limitá-los ou até restringi-los. Não são raras as notícias de pessoas que sofreram desde lesões osteo-musculares até morte súbita ao praticarem atividades físicas, seja em academias ou em uma simples partida de futebol de domingo, sem avaliação e orientação adequadas. Estas situações trazem à tona a importância do auxílio de um médico especializado.

Para alertar a população com relação à necessidade da avaliação realizada por um médico do esporte antes de inserir o exercício físico em sua rotina, a Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (Spamde) lança a campanha Janeiro Dourado – Porque sua Vida Vale Ouro, um mês para a conscientização da saúde do esportista. A campanha irá promover o conhecimento e divulgar informação sobre os benefícios alcançados com hábitos mais saudáveis, além de esclarecer sobre a Medicina Esportiva e o papel do médico do esporte na rotina do praticante.

A ação tem o objetivo de destacar a importância da realização de avaliação médica pré-participação esportiva (denominada entre os profissionais do esporte de APPE), que é de fundamental para detectar condições clínicas que possam representar riscos durante o treino e/ou competição. A campanha ressalta ainda que esta avaliação deve ser repetida anualmente, com particularidades em relação à idade e ao gênero do praticante.

“Nosso objetivo é informar sobre a importância deste acompanhamento médico para a prática de atividades físicas com segurança, evitando os possíveis malefícios da realização sem orientação adequada. Queremos mostrar que o exercício físico bem orientado ajuda a prevenir as principais causas de morte no Brasil: reduz o risco de morte por doenças cardiovasculares, ajuda no controle de doenças metabólicas, como diabetes, dislipidemia e obesidade, diminui a incidência e auxilia no tratamento de diversos tipos de cânceres e também de depressão e ansiedade, promovendo a saúde e o bem-estar”, explica Dr. Bernardino Santi, Presidente da Spamde.

Durante todo o mês de janeiro, ações de ativação serão realizadas em hospitais e demais locais relacionados à saúde, com o intuito de compartilhar informações com a população praticante de esportes. E no final do mês,  a Spamde promoverá um evento na cidade de São Paulo, no qual médicos do esporte realizarão gratuitamente exames que mostram se o indivíduo está apto a praticar exercícios e quais cuidados deve ter, além de compartilharem informações e orientações aos praticantes.

Sobre a criação da campanha, Dr. Bernardino Santi explica: “Escolhemos o mês de janeiro por ser o início de temporada para a maioria das equipes esportivas e também porque é o primeiro mês do ano, quando a maioria das pessoas promete mudar de vida, ser mais ativa e mais saudável, mas nem sempre consegue. Já a cor dourada remete à medalha, ao primeiro lugar, ao pódio, que representa aquilo que cada um de nós pode ganhar ao mudar o estilo de vida, comparando o valor de nossas vidas ao ouro”.

Checklist diabetes: viaje sem imprevistos

ferias

As festas de final de ano já passaram, mas as férias continuam para alguns e, as viagens começam agora – período em que é comum sair da rotina e deixar de lado os cuidados com a saúde. Quem tem diabetes, no entanto, precisa estar atento não só à alimentação, mas especialmente ao tratamento feito para manter a glicemia sob controle. Confira abaixo uma lista com dicas que podem fazer a diferença durante uma viagem ou passeio. Prepare as malas e aproveite!

PRE-PA-RA

Antes de tudo é importante considerar o local para onde deseja viajar: fuso horário, comidas típicas e restaurantes

Parece básico, mas faz toda a diferença. Para pessoas que tomam insulina com horário marcado é preciso fazer a conta certa. “Converse com o seu médico para que possa programar as aplicações considerando o tempo de viagem, o fuso horário e as peculiaridades da região para onde vai viajar, como o clima. Assim, será possível organizar não só as doses necessárias com eventuais ajustes, mas também a melhor maneira de transportar e armazenar a medicação”, afirma Marina Santorso Belhaus, gerente médica de diabetes da Novo Nordisk, empresa global de saúde líder no tratamento do diabetes.

Outra dica importante é pesquisar quais são as comidas típicas do destino e se há restaurantes que ofereçam opções mais leves. Dessa forma, é possível fazer escolhas mais saudáveis, evitando os picos de glicemia. Se não for viajar, também vale ter atenção às ceias e eventos de fim de ano: em geral, as comidas natalinas contêm muito carboidrato – que, se consumido em excesso, pode resultar em episódios de hiperglicemia.

Para saber a quantidade de carboidrato presente em cada alimento, a Sociedade Brasileira de Diabetes contém um Manual Oficial de Contagem de Carboidratos, com orientações para a escolha dos alimentos mais adequados e forma de consumi-los.

MALA DE MÃO – KIT SOBREVIVÊNCIA

Leve com você um relatório e receitas dos medicamentos e insumos (em português e inglês)

“Esse documento é extremamente importante, pois comprovará que você tem diabetes e que estará em posse de medicamentos e insumos (como insulina, lancetas, seringas, canetas de aplicação de insulina) para o seu tratamento e controle”, explicou Marina. Assim, você terá liberação para levar os insumos em sua mala de mão (no caso de viagem de avião) ou para aplicá-la em um lugar público sem inconvenientes. 

Caso a viagem seja internacional, peça ao seu médico para destacar o CID (Código Internacional de Doenças) em sua declaração e mantenha-a com seus documentos pessoais, como passaporte ou identidade. Nesse caso, ter os materiais em inglês é importante pois, no caso de uma urgência, será mais fácil explicar seus sintomas ou necessidade de medicação.

Tenha em mãos o seu medidor de glicose com tiras reagentes, lancetas, lancetador, sachês de álcool e pilhas extras

O ideal é que esses materiais viagem com você na mala de mão, pois insulinas podem congelar no porão do avião ou em grandes altitudes – sem contar o risco da sua bagagem se perder ou ser pega por engano.

Também é importante levar uma quantidade extra de insumos – segundo Marina, o ideal é que haja o suficiente para pelo menos dois dias a mais de viagem. Assim, caso haja um atraso no trajeto, seu tratamento está garantido. 

Tenha sempre alguns lanchinhos prontos

Se estiver de carro ou ônibus, por exemplo, problemas no veículo ou engarrafamentos podem acontecer, prolongando o tempo de viagem. Leve, então, suco, barra de cereal ou sachês de glicose, evitando longos períodos de jejum e diminuindo as chances de um quadro de hipoglicemia.

Identifique-se

“É válido usar uma pulseira de identificação, com seu nome e um telefone de emergência, principalmente se estiver viajando sozinho”, sinalizou Marina. Também é válido sinalizar que você tem diabetes e que faz uso de medicação contínua.

ANTES DE SAIR

Fique de olho na glicemia

Observar a glicemia, especialmente se você tem diabetes tipo 1, deve fazer parte de sua rotina. Por isso, esteja atento à sua glicemia logo antes de sair de casa para não correr o risco de ser pego por uma hipoglicemia inesperada. Essa atenção deve ser redobrada se você for dirigir por longos períodos.

 NO CAMINHO

Movimente-se e beba água

Uma das características do diabetes é a forte dor nas pernas, causada pela má circulação sanguínea. Durante viagens longas, procure fazer pausas para caminhadas (seja dentro do avião ou nas paradas em postos de conveniência) e mantenha-se hidratado, a fim de evitar complicações circulatórias. “Uma boa dica para viagens longas é o uso de meias de compressão. Elas auxiliam a circulação e aliviam a sensação de inchaço”, disse Marina.

Avise se precisar medir a glicemia ou aplicar insulina

As pessoas ao seu redor podem não ter conhecimento do que é diabetes e de como ele é tratado. Se o trajeto for longo e você necessitar medir sua glicemia ou aplicar insulina, explique rapidamente a quem estiver ao seu lado o que fará.

Essas dicas podem ajudar na hora de planejar uma viagem ou gerenciar qualquer emergência que aconteça enquanto você estiver longe de casa. Mas lembre-se: fale com seu médico e ele poderá oferecer orientações específicas para você.

Saiba porque a chia não pode faltar na sua alimentação

chiaOriginária do sul do México, a chia é uma semente que definitivamente não pode ficar de fora da alimentação, inclusive daqueles que querem perder alguns quilinhos. Riquíssima em uma série de nutrientes, ela pode ser encontrada nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas na forma de farinha, óleo ou grão inteiro.

A farmacêutica responsável da Meissen, empresa de produtos naturais, Maria Laura Álvares Lobo, ressalta que uma das vantagens proporcionadas pela chia é a facilidade na sua maneira de consumo. “Uma boa ideia é consumi-la misturada no iogurte, no leite ou no suco. Mas há inúmeras possibilidades, já que não tem gosto nem cheiro marcantes. Também pode ser incluída em bolos, gelatina, biscoitos, salada, carnes e entre muitas outras combinações”, comenta.

A única restrição, ainda de acordo com Maria Laura, é que o grão não pode ser consumido sozinho, pois absorve muita água do organismo, podendo trazer malefícios. Confira abaixo os principais benefícios que a chia traz para a saúde.

  1. Rica em proteínas, cálcio, vitaminas e ômega 3

Apesar de muito pequena, a chia é uma semente rica em diversas vitaminas, cálcio, minerais, fibras e ômega 3. A cada 20g, possui 4g de proteína vegetal. Portanto, é uma excelente fonte saudável para o organismo e um balanço para auxiliar aquelas pessoas que não possuem dietas tão regradas.

  1. Provoca saciedade

Se a ideia é diminuir a quantidade de alimento ingerido durante as festas, a chia também pode auxiliar. Isso porque, em virtude do seu alto valor nutritivo, a semente – se consumida adequadamente – provoca uma sensação de saciedade, permitindo desta forma que a pessoa consuma menor quantidade de outros alimentos ou consiga espaçar de forma adequada as refeições.

  1. Auxilia na saúde intestinal

Por ser fonte de fibras, a chia auxilia no funcionamento geral do organismo e facilita a atividade do intestino, o que traz muitos benefícios à saúde e ao bem-estar.

De acordo com Maria Laura, incluir a chia na alimentação é fácil e só tem a trazer benefícios, pois é uma alternativa para aqueles que mantém uma dieta balanceada e também para quem tem diabetes, pois as fibras ajudam a controlar a glicemia. As fibras dietéticas solúveis diminuem e controlam a velocidade de desintegração dos hidratos de carbono, controlando, assim, o nível de glicose no corpo.

Dicas: como fugir das “tentações” das festas de final de ano

ceiaFinalmente 2016 está chegando ao fim! Depois de um ano bastante confuso e conturbado, nada mais justo que grandes comemorações para celebrar a chegada do Ano Novo. Mas, com elas, chegam também os cardápios com pratos que podem ser tão gostosos quanto perigosos para os diabéticos.

Frituras, massas, maioneses e alimentos ricos em gorduras saturadas, presentes na maioria das festas, geralmente não fazem parte da rotina dos diabéticos,  pois sobrecarregam o organismo com carboidratos que elevam os níveis de glicemia no sangue. Além disso, também estão mais propensos a problemas cardíacos e, por isso, o consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado. Mas, para brindar as festas, intercalar um copo d´água entre uma taça e outra é válido.

Para quem tem uma dieta controlada e quer evitar os excessos desta época, a nutricionista Juliana Cristina de Castro dá dicas de pratos leves e igualmente saborosos, que é para ninguém passar vontade.

Receita 1: salada em camadas

Ingredientes:

  • 200g de queijo branco em cubinhos ou mussarela ralada;
  • 200g de peito de frango defumado em cubinhos bem pequenos;
  • Cheiro verde picado a gosto;
  • 10 unidades de tomatinhos cereja picados ao meio;
  • 1 maço de rúcula lavada e picada;
  • 1 alface americano lavado e picado;
  • Orégano a gosto;

*Pique as folhas e misture com o cheiro verde.

Modo de Preparo:

  1. Forre uma vasilha de inox redonda ou oval funda com filme de pvc ( deverá ser funda, pois essa salada é desenformada), arrume os tomatinhos cereja e, em seguida, coloque 1/3 do  queijo e 1/3  peito de frango defumado e o orégano;
  2. Coloque uma parte das saladas misturadas com o cheiro verde, um pouco de tomate cereja, queijo e peito de frango;
  3. Acrescente mais um pouco da salda já misturada e finalize com o queijo e o peito de frango defumado. Dê uma leve prensada com as mãos e cubra com o PVC. Deixe na geladeira uma hora;
  4. Quando for servir, retirar o PVC e desenforme em um prato bem bonito. O queijo colocado primeiro ficará por cima.

Receita 2: molho de iogurte para salada

Ingredientes:

  • 1 pote de iogurte desnatado;
  • 1 colher (sopa) de azeite;
  • 1 colher (chá) de sal marinho;
  • 1 pitada de orégano;
  • Cebolinha a gosto;
  • 1 dente de alho pequeno;

Modo de preparo:

Bata tudo no liquidificador e sirva para temperar a salada.

Receita 3: geladão de abacaxi diet

Ingredientes:

  • 1 abacaxi picado em cubinhos, sem o miolo;
  • 2 pacotes de gelatina diet;
  • 500 ml de água para ferver o abacaxi;
  • 500 ml de água quente para diluir a gelatina;
  • 2 colheres (sopa) bem cheias de adoçante para forno e fogão;
  • 1 pote de iogurte natural desnatado;

Modo de Preparo:

  1. Leve ao fogo o abacaxi em cubos com 500 ml de água e as 2 colheres de adoçante;
  2. Deixe ferver aproximadamente 40 minutos , desligue e espere esfriar;
  3. Ferva 500 ml de água, dissolva a gelatina e esperar esfriar;
  4. Depois de tudoem temperatura ambiente, misture o iogurte no abacaxi e despeje a gelatina nessa mistura.
  5. coloque em um pirex e leve à geladeira por pelo menos 5 horas antes de servir.

Receita 4: farofa funcional tropical

Ingredientes:

  • 500g de farinha de mandioca torrada;
  • 1 cebola grande picada em pétalas finas;
  • 1 colher (sopa) de alho granulado;
  • 1/3  xícara (chá) de óleo de girassol ou azeite;
  • ½ xícara de uvas passas;
  • 1 xícara de castanhas (Castanha do Pará e nozes) levemente trituradas;
  • 4 colher (sopa) de gergelim;
  • 4 colheres (sopa) de linhaça;
  • 4 colheres (sopa) de quinoa;
  • 1 colher (sopa) rasa de sal marinho;
  • 2 bananas quase maduras picadas e cubos;

Modo de preparo:

  1. Frite a cebola no óleo até ficar bem torrada (quase preta). Depois, adicione as sementes (gergelim, linhaça, quinoa);
  2. Adicione as castanhas, o sal e a farinha de mandioca e mexa até a farinha dourar;
  3. Desligue e adicione o alho granulado;
  4. Mexa, coloque as passas, misture e, por último; a banana picada.

Receita 5: bolo de frutas funcional

Ingredientes:

  • 6 bananas nanicas ou prata médias e maduras;
  • 3 maçãs gala ou fuji;
  • 4 ovos;
  • 2 colheres (sopa) de semente de linhaça;
  • ½ xícara (chá) de uva passas;
  • ½  xícara ou 100 ml de óleo de girassol;
  • 2 colheres (sopa) de canela em pó;
  • 200g ou 1 caixa de aveia em flocos finos;
  • 3 colheres (sopa) de castanha do pará picada;
  • 3 colheres (sopa) de nozes tipo mariposa;
  • 1 colher (sopa) de açúcar Magro em pó;
  • 1 colher (sopa) cheia de fermento em pó;

Modo de preparo:

  1. Bata os ovos com o óleo e acrescente a linhaça e a uva passas;
  2. Acrescente as maçãs em pedaços com a casca, 4 bananas, o açúcar magro e a canela em pó;
  3. Despeje o conteúdo do liquidificador em uma vasilha e acrescente as outras duas bananas picadas, as castanhas e as nozes picadas, a aveia em flocos e; por último, o fermento;
  4. Pincele óleo na forma e despejar o bolo e asse por aproximadamente 45 minutos em forno pré- aquecido em  forno médio, a 230 graus.

Molhos Para Assados:

Molho de abacaxi:

Ingredientes:

  • 1 abacaxi cortado em cubinhos;
  • 2 colheres de mostarda;
  • 1 colher (sopa) de vinagre;
  • 2 xícaras de suco de abacaxi;
  • 2 colheres de mel;

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque a mostarda, o vinagre o abacaxi, o suco e o mel. Deixe no fogo durante 25 minutos ou até o molho engrossar.

Molho madeira:

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de manteiga;
  • 1 xícara de farinha de trigo;
  • 200ml de vinho madeira;
  • 500ml de caldo de carne;
  • 1 colher (sopa) de mostarda;
  • ½ colher (sopa) de molho inglês;
  • Pimenta a gosto (opcional);

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque a manteiga e espere derreter um pouco. Acrescente a farinha e deixe até obter uma cor dourada; 
  2. Acrescente o vinho devagar e mexa sempre;
  3. Em um copo com um pouco de água, dissolva o caldo de carne e coloque junto da mistura;
  4. Adicione o molho inglês, o sal e a mostarda.
  5. Mexa até o molho engrossar.

Molho de maracujá:

Ingredientes:

  • 1 polpa grande de maracujá
  • 1 copo de champanhe
  • 1 cebola picada
  • 1 colher (sopa) de margarina
  • 1 colher (sopa) rasa de farinha de trigo

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque a margarina espere derreter um pouco. Em seguida, coloque a cebola e deixe dourar na margarina;
  2. Acrescente a farinha de trigo e deixe no fogo durante 5 minutos. Se preferir, coe o molho;
  3. Acrescente o champanhe, a polpa e deixe até engrossar.

Molho de mostarda com iogurte:

Ingredientes:

  • 1 dente de alho amassado;
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão;
  • 3 colheres de mostarda;
  • 1 potinho de iogurte natural;
  • Sal a gosto (opcional);
  • ½ copo de água;
  • Pimenta a gosto (opcional);

Modo de preparo:

  • Em uma tigela, coloque o dente de alho bem amassado, o suco de limão, a mostarda e o potinho de iogurte;
  • Acrescente água para diluir a mistura. Se ficar grossa, acrescente mais de água. Finalize com o sal e pimenta a gosto.

 

Mulheres diabéticas são três vezes mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças coronárias

mulher-2Dados recentes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), apontam que cerca de 10% da população brasileira adulta tem diabetes. Destes, 41% controla a doença com medicamentos, 29% faz apenas dieta, 23% não segue nenhum tratamento e 7% é dependente de insulina. Quando não tratada corretamente e com níveis de glicemia no sangue descontrolados, a doença pode provocar sérios danos à saúde, principalmente das mulheres, de acordo com uma pesquisa realizada por especialistas Austrália, Grã-Bretanha e Holanda.

Os resultados desse estudo mostraram que o risco de uma pessoa diabética sofrer uma doença coronária é 44% maior se ela for do sexo feminino. Ou seja, é o triplo de chances quando comparada à uma mulher sem diabetes. O diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e entupimento de artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas – dilatação de um vaso sanguíneo.

Além de acometer o coração, o diabetes pode, também, comprometer os rins (insuficiência renal) e o cérebro (AVC ou derrame). O risco de sofrer um infarto aumenta 50% nas mulheres com diabetes e 40% nos homens diabéticos. “Quando a enfermidade se instala, potencializa outras condições de risco como a pressão alta e o colesterol elevado. O diabetes é uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido e pronto para causar muitos problemas”, explica Dr. Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor (Hospital do Coração).

O diabetes tipo II oferece mais risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. A má alimentação, falta de atividade física regular e de acompanhamento médico adequado são hábitos que devem ser modificados. “Escolher com cuidado os alimentos que ingerimos para atingir e conservar o peso corporal próximo do ideal, além de preservar a capacidade do pâncreas em produzir insulina, associadas à prática de atividade física regular, ajudam a afastar a possibilidade de instalação do diabetes do tipo 2 – modalidade da doença mais associada ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares”, explica Dra. Regeane Cronfli, endocrinologista do HCor (Hospital do Coração).

De acordo com Dr. Piegas, controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos, bem como realizar refeições em horários regulares, são atitudes que podem prevenir o diabetes do tipo 2, além de controlar definitivamente a doença e, consequentemente, garantir o bom funcionamento do coração.

Além do paciente diabético ter mais risco de contrair doenças do coração, é necessário cuidado redobrado mesmo após o tratamento. “Isso porque sempre haverá tendência de obstruções das artérias. É importante não procurar por ajuda apenas em momentos mais sérios, mas principalmente para prevenção de patologias. Se as doenças não forem evitadas, elas poderão trazer consequências muito mais graves à saúde”, pondera Dr. Piegas.

Diabetes e doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares estão entre as causas mais frequentes de morte no Brasil, e evitar o diabetes significa afastar essa ameaça. E não é difícil seguir esse caminho. Primeiramente, é necessário avaliar a presença de fatores de risco, como tabagismo, excesso de gordura abdominal, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras e história de diabetes na família. “Quando esses fatores existem, o acompanhamento com um profissional de saúde ajuda a promover uma melhora gradual no estilo de vida e reduz, em cerca de 60%, o risco de desenvolver a doença”, explica Dra. Regeane.

Em pessoas com diabetes, a orientação ajuda a reduzir a gordura abdominal e a controlar melhor os níveis de pressão arterial, colesterol e glicose, diminuindo os riscos de infarto e de AVC. “Já os que não desenvolveram nenhum fator de risco sabem: manutenção de um peso corporal adequado, boa alimentação rica em frutas, hortaliças, legumes e verduras, grãos integrais, produtos como leite desnatado e seus derivados e exercício físico regular podem manter longe o diabetes”, finaliza Dra. Cronfli.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Cuidar da saúde bucal é fundamental para diabéticos

dentes

Alimentação balanceada, pratica de exercícios, consultas médicas em dia, noites bem dormidas, entre outras práticas, são fundamentais para manter a saúde e qualidade de vida não apenas dos diabéticos, mas de todos. E quando se fala em hábitos saudáveis, muitas vezes as pessoas se esquecem da saúde bucal, que também é extremamente importante.

Os diabéticos, em especial, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de problemas na boca, como a gengivite, quando os níveis de glicose no sangue não estão controlados. Esse fator pode ocasionar inflamações, infecções, cáries e até mesmo a perda dos dentes.

De acordo com o Dr. Faisal Ismail, odontólogo e presidente da rede de clínicas ORTOPLAN – Especialidades Odontológicas, pessoas com diabetes devem sempre controlar o nível de glicose no sangue e, obviamente, cuidar sempre da higiene bucal, tomando cuidados especiais com a gengiva. Além disso, devem fazer acompanhamento periódico com um dentista para exames a cada seis meses.

Outra dica importante é que o paciente com diabetes tenha um tratamento diferenciado. Daí a importância desse paciente passar em consulta com o dentista, verificar seu quadro clínico e medicamentos que toma por conta da diabetes.

Em entrevista, Dr. Faisal esclarece algumas questões mais detalhadamente. Confira abaixo: 

Em Dia com a Diabetes (D.D) – O que é a gengivite e como deve ser o tratamento? 

Dr. Faisal Ismail (F.I) – Gengivite é uma inflamação da gengiva que, em alguns casos, é o resultado dos efeitos do acúmulo de placa bactéria no longo prazo – embora a doença possa ser notada bem antes também. Costuma ser causada por higiene deficiente ou mal orientada.

A placa, ou biofilme, em termos médicos, é um material grudento feito de bactérias, muco e resíduos de comida que se desenvolve na parte exposta dos dentes e também a maior causa de cárie dentária. Se não for removida, ela se transforma em um depósito duro chamado de tártaro, que fica preso no dente. As bactérias e as toxinas produzidas pela placa e pelo tártaro irritam as gengivas e as deixam inchadas e sensíveis.

Danos à gengiva podem ser resultantes de inúmeras causas, até mesmo da escovação excessiva ou a limpeza vigorosa com fio dental. Além disso, mudanças hormonais também aumentam o risco de desenvolver a gengivite, pois deixam as gengivas mais sensíveis. A doença costuma aparecer muito em adolescentes no início da puberdade, jovens no começo da idade adulta e em mulheres grávidas.

Seu tratamento consiste em eliminar as causas para reverter os sintomas da inflamação e impedir que ela progrida para algum problema mais grave. Dentistas afirmam que o tratamento ideal é uma união de forças entre profissionais da saúde e cuidados do paciente, que, juntos, conseguem acabar com os sintomas da gengivite.

No consultório, o dentista deverá seguir o seguinte procedimento:

  • Avaliação bocal e limpeza para remoção de toda a placa presente na superfície dos dentes e tártaro;
  • Instruções para escovação correta e uso do fio dental;
  • Visitas regulares ao dentista para checkups e eventuais limpezas;
  • Reparo de aparelhos ortodônticos, próteses e restaurações que possam estar dificultando na higiene.

O procedimento de limpeza de dentes é conhecido como profilaxia. Nele, o dentista remove toda a placa acumulada e o tártaro depositado na base do dente.

D.D – Caso o paciente não procure um tratamento ou ele não seja seguido corretamente, quais complicações podem surgir?

F.I – Em caso não tratar, as consequências podem ser várias como, por exemplo, sangramento gengival, mau hálito, desconforto ao se alimentar, entre outras. Na saúde geral pode ter complicações tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais provocadas pelas bactérias encontradas na boca.

D.D – Quais fatores contribuem para o aparecimento da gengivite?

F.I – A gengivite pode ter alguns fatores considerados de risco que contribuem para o desenvolvimento desta inflamação, tais como:

  • Higiene bocal precária
  • Fumo
  • Diabetes
  • Idade avançada
  • Imunidade baixa
  • Uso de medicamentos específicos
  • Infecções virais e fúngicas
  • Boca seca
  • Mudanças hormonais, relacionadas à gravidez, ciclo menstrual, puberdade e pílulas anticoncepcionais
  • Deficiências nutricionais
  • Uso excessivo de determinadas substâncias
  • Aparelhos bucais mal encaixados ou mal limpos.

 

D.D – Como o tratamento deve ser feito em pacientes diabéticos?

F.I – Dos mais de 21 milhões de americanos com diabetes, muitos podem ficar surpresos com uma inesperada complicação associada com esta condição. Há uma prevalência aumentada de doenças gengivais (gengivite e periodontite) dentre aqueles com a doença, somando as doenças gengivais a uma lista de outras complicações, tais como doenças cardíacas, acidentes vasculares encefálicos isquêmicos (derrame cerebral) e doenças renais.

Em primeiro lugar, o mais importante é controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuidar bem dos dentes e gengiva e realizar exames minuciosos a cada seis meses. Para controlar as infecções por fungo, o paciente deve não fumar e, se usar dentadura, removê-la e limpá-la diariamente. O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.

D.D – Em caso de feridas, aftas e machucados na boca, o que pode acontecer com pacientes que têm dificuldade em cicatrização?

F.I – Algumas feridas são de difícil cicatrização. Às vezes, um simples arranhão na perna de uma pessoa que tem varizes ou um pequeno ferimento nos pés de um portador de diabetes são o suficiente para dar origem a uma lesão crônica, que persiste durante anos, não responde a tratamentos convencionais e corre o risco de apresentar complicações graves.

Feridas que se desenvolvem na boca e outras irritações são relativamente comuns, mas podem ser uma fonte de desconforto para muitas pessoas. A maioria cicatriza sozinha no prazo de uma ou duas semanas, enquanto algumas podem exigir uma visita ao dentista.

A seguir, listo alguns dos distúrbios mais comuns nos tecidos moles (gengiva, bochecha, língua):

  • Aftas: geralmente se desenvolvem dentro da boca na forma de pequenas feridas brancas ou acinzentadas com uma borda avermelhada. Não são contagiosas. e podem ocorrer como uma ou diversas feridas. Geralmente cicatrizam por conta própria após uma ou duas semanas. Entretanto, são doloridas. Anestésicos tópicos de venda livre e enxaguatórios bucais antimicrobianos podem promover alívio temporário. Alimentos condimentados, salgados ou ácidos como frutas cítricas ou sucos devem ser evitados, pois podem irritar as feridas.
  • Herpes labial: aparecem na forma de aglomerados de bolhas vermelhas no lado de fora da boca – tipicamente ao redor dos lábios – embora possam se desenvolver sob o nariz ou ao redor do queixo. As bolhas são preenchidas por fluido e podem se romper, o que permite o vazamento do mesmo, podendo resultar em crostas até a cicatrização. As lesões são causadas pelo vírus do herpes simples e são altamente contagiosas. A infecção inicial pode ser acompanhada por sintomas semelhantes aos da gripe ou resfriado e podem causar lesões bucais dolorosas. Não existe cura. Uma vez infectado, o vírus permanece no corpo e causa surtos ocasionais de herpes labial. As bolhas geralmente cicatrizam sozinhas em cerca de uma semana. Anestésicos tópicos de venda livre podem promover algum alívio. Seu dentista pode prescrever remédios antivirais para reduzir o tempo de cicatrização dessas lesões.
  • Leucoplasia: trata-se de um crescimento exagerado de células que resultam numa mancha áspera de tecido esbranquiçado. Pode se desenvolver em qualquer local da boca. As manchas tipicamente não são doloridas nem contagiosas. Pode resultar de irritações como próteses mal adaptadas ou o hábito de morder a parte interna das bochechas. A leucoplasia também ocorre entre os usuários de tabaco. O tratamento começa com a identificação da fonte da irritação. Uma vez que o irritante é removido, o que pode significar abandonar o uso do tabaco, as manchas devem desaparecer. Algumas vezes a leucoplasia está associada ao câncer bucal. Portanto, é importante consultar o dentista se você notar algumas dessas manchas se desenvolvendo. Seu dentista pode recomendar uma biópsia caso a mancha seja suspeita.
  • Candidíase: também chamada de “sapinho”, é uma infecção por fungo que se desenvolve nos tecidos moles e úmidos dentro da boca. Tem o aspecto de uma mancha branca e lisa, com base vermelha, que pode ser dolorida e até sangrar. A candidíase é causada por um fungo e tipicamente se desenvolve quando o sistema imunológico está enfraquecido. Pessoas em mau estado de saúde, muito idosas ou muito jovens e pessoas com doenças sistêmicas como diabetes correm o risco de desenvolver candidíase bucal. Algumas medicações como esteroides ou terapias contra o câncer podem aumentar o risco de desenvolver essa infecção. Antibióticos também aumentam o risco de desenvolvimento da infecção porque podem alterar o equilíbrio normal das bactérias na boca. O tratamento das feridas bucais consiste no controle das condições que causam seu surgimento. Como a candidíase é comum entre usuários de próteses, uma limpeza completa diária é importante e sua remoção durante a noite permite que os tecidos que a sustentam se regenerem.

Balão intragástrico auxilia no tratamento de obesos diabéticos

estomago

Sobrepeso e obesidade são problemas que acometem inúmeras pessoas pelo mundo. A luta para emagrecer, principalmente de forma saudável, não é fácil e requer dedicação e força de vontade dos pacientes. Hoje, a medicina oferece alguns recursos para facilitar essa tarefa, como por exemplo o balão intragástrico. Porém, para a aplicação desse procedimento, é necessário que haja orientação e acompanhamento adequados para que não seja em vão.

Há alguns anos, os médicos endoscopistas Dra. Silvia Reimão e Dr. Luiz Henrique Mestieri, da clínica EndoHealth, vêm atuando no tratamento da obesidade por meio do Balão Intragástrico. O procedimento é realizado sem cortes, por endoscopia digestiva e tem a função de ocupar parte do estômago, diminuindo a sensação de fome e o volume de alimentos ingeridos. A reeducação alimentar é essencial durante o período em que o paciente está com o balão, pois assim ele consegue perder peso, aprende a ingerir alimentos com mais qualidade nutricional e melhora sua qualidade de vida.

Segundo a Dra. Silvia, a inserção de atividade física na rotina, também é uma grande aliada ao emagrecimento saudável durante o tratamento. “A maior perda de peso ocorre nos primeiros três meses após a inserção do balão. Nesse período é primordial que o paciente mude seus hábitos alimentares e de vida, para se preparar para uma nova rotina quando o balão for retirado”, explica a médica.

Após a colocação do balão intragástrico uma dieta especial é inserida, começando por alimentos líquidos e progredindo aos poucos para os pastosos e semissólidos, até chegar à dieta geral, na qual o paciente come de tudo um pouco, porém com mais qualidade e menos quantidade. Durante os primeiros dias também são utilizadas algumas medicações para reduzir os sintomas de adaptação do organismo.

Indicação

O balão intragástrico é recomendado para pessoas com sobrepeso e obesidade, podendo ainda ser utilizado como uma preparação para a cirurgia bariátrica, na qual o paciente reduz peso e melhora sua condição clínica, diminuindo os riscos para o procedimento cirúrgico. O tratamento com o balão intragástrico não é indicado para quem já fez alguma cirurgia no estômago, inclusive a bariátrica. Pacientes que tiveram reganho de peso após a bariátrica podem se beneficiar por tratamentos como o plasma de argônio.

O método pode ser utilizado por adultos e crianças a partir de 10 anos de idade, desde que o paciente tenha IMC maior que 27 kg/m2 . Seu uso é uma ótima opção para quem pretende, além de emagrecer, mudar seus hábitos alimentares e de vida. “O tratamento deve ser individualizado e bem acompanhado. Oferecemos proximidade com os pacientes e acreditamos que parte do sucesso do tratamento está ligada ao vínculo equipe-paciente, que é composta também por nutricionista, endocrinologista e psicólogo”, esclarece o médico Luiz Henrique Mestieri.

Estudos também apontam que o procedimento atua positivamente na perda de peso e controle da glicemia em pacientes diabéticos. Com o emagrecimento, existem alterações hormonais que melhoram o funcionamento do pâncreas, controlando o diabetes. Há melhora em mais de 70% dos casos, sendo que 40% desses pacientes conseguem suspender toda a medicação. Além do diabetes e perda de peso, o uso do balão intragástrico tem se mostrado efetivo no controle da hipertensão, diminuição do colesterol e melhora das dores crônicas, comprovando que seguindo as indicações clínicas e fazendo acompanhamento correto, podem-se alcançar resultados muito positivos com problemas relacionados à obesidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Diagnóstico precoce de diabetes pode evitar cegueira

olhoAtualmente, cerca de 13 milhões de brasileiros vivem com diabetes, o que representa cerca de 6,9% da população, segunda a Sociedade Brasileira de Diabetes. Entre os diversos riscos decorrentes da doença, estão os relacionados aos olhos, como a retinopatia diabética. Silenciosa no início, é uma das principais causas de cegueira definitiva no mundo. Seu principal sintoma é a baixa visão, por alteração dos vasos retinianos e formação de vasos irregulares, que sangram com facilidade dentro do olho.

“O paciente diabético apresenta níveis de açúcar no sangue mais alto que o normal, e isso acaba danificando os vasos sanguíneos. São essas lesões nos vasos que geram complicações em vários órgãos. Nos olhos, causam micro-hemorragias e micro-obstruções, resultando na perda progressiva da visão”, explica o Dr. Ramon Antunes de Oliveira, especialista em retina do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico acontece pelo exame de mapeamento de retina ou exame de fundo de olho, que devem ser realizados regularmente por pacientes diabéticos e podem detectar precocemente a doença. Ambos os exames não são invasivos e podem ser feitos em consultórios.

Caso identificada a retinopatia diabética, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, por meio de fotocoagulação a laser. Em alguns casos, podem ser necessárias injeções de medicações no globo ocular. “Se o paciente detectar precocemente a doença e fizer o tratamento, preserva-se a visão. Porém, para aqueles diagnosticados tardiamente, é possível que o tratamento não seja capaz de recuperar totalmente a visão”, diz o Dr. Ramon.

Prevenção é o melhor caminho

É essencial que, ao descobrir o diabetes, a pessoa faça uma consulta com um oftalmologista. Caso a retinopatia diabética ainda não tenha se manifestado, visitas anuais devem ser realizadas. Entretanto, se forem percebidas alterações, o acompanhamento deve ser a cada seis meses, três meses ou até mesmo mensal, conforme a gravidade do quadro.

Cuide-se!

O controle glicêmico é imprescindível para retardar o aparecimento do problema ou diminuir sua gravidade. “Não basta apenas cuidar do olho, se o diabetes não estiver controlado no corpo, a doença pode continuar progredindo mesmo com o tratamento”, finaliza o médico.

Fonte: assessoria de imprensa

Transplante de pâncreas pode ser a cura para DM1

transplante-pancreasEntre os diabéticos, muito se fala em transplante de pâncreas. Alguns, inclusive, acreditam que possa ser a cura para a doença. Para esclarecer essa questão, primeiramente é necessário entender porque o pâncreas é essencial para a saúde e a vida.

O pâncreas é uma glândula que exerce duas funções no organismo: a exócrina, que atua na produção de enzimas digestivas como a amilase, lipase e tripsina, e a endócrina, que atua na de produção glucagon, somatostatina e de insulina, a qual leva o açúcar para dentro das células, a fim de se transformá-lo em energia para o corpo.

Nos pacientes com o tipo 1 da diabetes, que é uma doença autoimune, o pâncreas perde sua função geralmente quando a pessoa ainda está na infância, ou seja, ele para de produzir insulina e, por isso, é necessário aplicá-la.

Já no caso da diabetes tipo 2, que geralmente ocorre na maturidade devido ao estilo de vida sedentário, obesidade, fatores hereditários e, principalmente, pelo consumo excessivo de carboidratos refinados, a sua função e a produção de insulina se encontram diminuídas, mas podem ser estimuladas por medicamentos e mudanças no estilo de vida, com alimentação saudável e atividade física.

Mas será que a diabetes tem cura? Segundo o médico e diretor da Clínica Ser Integral, Dr.Roberto Debski, para diabéticos tipo 1 com graves complicações e alguns casos específicos do tipo 2, é indicado o transplante do pâncreas “O órgão transplantado é saudável e funciona normalmente. Esta pode ser considerada uma cura para o diabetes tipo 1, já que ele pode recuperar suas funções. Porém, há necessidade de cuidados que devem ser realizados em todos pacientes transplantados”, explica.

Riscos 

Os pacientes que passam por transplante, independente do órgão, devem tomar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida para evitar a rejeição. Além disso, existe o risco aumentado para infecções. “Mesmo assim, todas complicações decorrentes dos transplantes são manejáveis e preferíveis a uma doença gravíssima cujo prognóstico geralmente é fatal”, ressalta o médico.

É importante que os transplantados evitem se expor a situações com risco de lesões, infecções e devem evitar os fatores de risco para doenças crônicas. A alimentação deve ser equilibrada, evitar excesso de sal, açúcar, gorduras, bebidas alcoólicas, alimentos congelados e possivelmente contaminados, frutas e alimentos sem lavar e crus. Essa alimentação também ajuda a manter o peso, já que o excesso do mesmo desencadeia doenças metabólicas que podem colocar em risco o transplante e, consequentemente, a vida

Vale enfatizar que um transplante é sempre uma cirurgia complexa, especialmente em pacientes com diabetes. É fundamental que, para esse tipo de procedimento, a saúde deve estar em dia pois, se feito em uma pessoa com baixa cicatrização, pode colocar em risco a recuperação e predispor a complicações pós-operatórias.