7 dicas para manter a saúde dos pés no verão

Com a chegada do calor é comum usar roupas mais leves que combinam com sapatos abertos, como chinelos e sandálias. Por isso, nessa época do ano é preciso ficar atento à exposição dos pés, principalmente quem tem diabetes, pois é comum o ressecamento da pele e, com ele, o aparecimento de calos e rachaduras que, se não tratados, podem levar a graves complicações.

A enfermeira estomaterapeuta Maria Lucoveis, diretora da clínica especializada em pés, feridas, estomias e incontinências Stay Care, de São Paulo dá dicas fáceis e rápidas de como manter a saúde dos pés.

1) Tenha diabetes ou não, evite lixar o calcanhar e a sola dos pés. Dê preferência à esfoliação que ajuda na remoção de células mortas sem agredir a pele. Com o auxílio de um esfoliante, massageie delicadamente dando mais ênfase à sola e regiões mais ásperas. A esfoliação deve ser realizada a cada 15 dias ou 1 vez por semana para quem possui os calcanhares mais ásperos. Uma boa dica é preparar um esfoliante caseiro com mel e fubá, pois o mel é um excelente hidratante natural. No entanto, se houver a presença de ferimentos nos pés a esfoliação não deve ser realizada e o profissional de saúde deve ser consultado imediatamente;

2) Após a esfoliação, aplique hidratante de sua preferência e envolva os pés com filme transparente de 20 a 30 minutos para potencializar a hidratação. Hidratar a pele ajuda a prevenir o ressecamento e as temidas rachaduras;

3) Para finalizar, faça massagem com cremes que contenham óleos essenciais de efeito terapêutico ou extrato de plantas como alecrim, arnica, calêndula, alfazema, lavanda, cipreste, etc. Os resultados são sentidos de imediato: pés macios, pele bonita e, principalmente, relaxamento e alívio das tensões do dia a dia;

4) Realize o corte das unhas de forma reta obedecendo à anatomia dos dedos para evitar que as mesmas fiquem encravadas. As laterais salientes das unhas podem ser discretamente arredondadas. A unha encravada pode desencadear quadros leves a severos de dores, impossibilitar o uso de calçados fechados, provocar infecções graves e até mesmo amputação do dedo em pessoas com diabetes. Portanto, a prevenção e o tratamento precoce são de suma importância;

5) Evite remover a cutícula das unhas, pois serve como proteção contra agentes agressores ao organismo. As sujidades e o excesso de células mortas podem ser removidos com auxílio de uma espátula e escovação das unhas com escova de dente de cerdas macias;

6) Alicates, palitos e lixas são fontes de contaminação, portanto, devem ser de uso individual. Se for compartilhar, o alicate deve ser esterilizado em autoclave. O palito e a lixa devem ser descartáveis;

7) Caso tenha o hábito de esmaltar as unhas não compartilhe o esmalte, pois também é uma fonte de contaminação. Pelo menos um dia por semana deixe as unhas livres de esmalte para que possam transpirar de forma adequada.

Utilização incorreta de agulhas e seringas na aplicação de insulina diminui eficácia do tratamento

Quem tem diabetes sabe como é a rotina para o controle da glicemia: controle de carboidrato, alimentação balanceada, prática de atividades físicas, medicamentos (para os que não são insulinodependentes) e aplicação de insulina que deve ser feita sem desvios. Porém, para alguns pacientes, falta a orientação dos profissionais com relação aos locais onde são feitas essas aplicações, o que pode causar a lipodistrofia.

Caracterizada por complicações decorrentes de injeções de insulina aplicadas sempre no mesmo local do corpo, em que aparecem nódulos e caroços na pele, a lipodistrofia é muito pouco conhecida e discutida. A recomendação da Anvisa e dos fabricantes é que o uso da agulha seja o uso único. Porém o insumo chega a ser usado pelos pacientes de três a cinco aplicações por dia, seja por conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha e, principalmente, falta de orientação apropriada por parte dos profissionais de saúde.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) concluiu recentemente, após estudo, em posicionamento oficial inédito, que a reutilização de agulhas e seringas para insulina é prejudicial ao paciente e não é uma prática recomendada. A Consultora Educacional da multinacional de tecnologia médica BD, Carolina Mouro, explica que as agulhas, quando reaproveitadas, perdem afiação e sofrem alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo por causa da cristalização da insulina. Na seringa, a escala de graduação desaparece, o que amplia erros no registro da dose do hormônio.

“A condição compromete toda a eficácia do tratamento, pois gera um caroço na pele e, mesmo assim, o paciente continua aplicando a insulina naquele local. O que acontece com o organismo é que ele não absorve mais a insulina e é preciso aumentar a dose para atingir o mesmo resultado” alerta o médico endocrinologista Larry Hirsch. “Além de gerar mais custos para o paciente, a agulha reaproveitada aumenta a dor no local da aplicação, pois perde afiação e sofre alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo, por causa da cristalização da insulina”, complementa.

Não se sabe ao certo em quanto tempo essa condição pode aparecer mas, ainda de acordo com Krakauer, calcula-se que leva de 4 a 5 meses. ”Sabe-se que, quanto mais tempo um paciente recebe injeções de insulina no mesmo local, maior a chance de desenvolver também a lipo-hipertrofia, que são infecções do tecido subcutâneo que provocam casos inexplicados de hipoglicemia, variabilidade glicêmica, leve aumento da HbA1C, dor e desconforto nas aplicações”, explica o médico.

Prevenção

Infelizmente, a lipodistrofia ainda é um problema pouco conhecida inclusive pelos profissionais de saúde. Em uma recente pesquisa mundial feita com 13.000 pacientes insulinodependentes em 42 países, quase 40% disse que não consegue se lembrar de ter seus locais de injeção examinados por seu médico ou enfermeiro.

Por isso, o Dr. Hirsch alerta que educar os pacientes na Técnica de Injeção adequada, é a melhor forma de prevenção. ”Os pacientes devem ser ensinados a injetar em áreas maiores, como abdômen, parte de trás do braço, coxa externa e nádega, para girar ou mover corretamente suas injeções – pelo menos 1 largura de dedo, ou cerca de 1 cm – de uma injeção para a próxima, e para fazer essa rotação em um padrão – linhas, círculos, quadrados, etc. A ideia é tentar evitar a injeção no mesmo local, por pelo menos duas semanas. Evite, por exemplo, injetar no meio do abdômen esquerdo uma vez, depois no meio do abdômen direito, e voltar ao meio do abdômen esquerdo, pois isso resultará em duas áreas de lipo-hipertrofia. A reutilização de agulhas também deve ser evitada sempre que possível”, aconselha.

Vacinas ajudam na prevenção de complicação da diabetes

São pelo menos 16 milhões de diabéticos no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pelo menos porque, de acordo com a Federação Internacional do Diabetes, um em cada dois diabéticos brasileiros nem sabe que tem a doença, o que elevaria esse total para cerca de 24 milhões de pessoas. E, mesmo aqueles com diabetes sob controle, com glicemia, pressão arterial e colesterol dentro da normalidade, muitas vezes pecam na prevenção.

“Os quadros infecciosos são muito complicados para os diabéticos de qualquer idade e muitas vezes o paciente não é informado da lista de vacinas que deve tomar”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinação (ABCVAC), Geraldo Barbosa. De acordo com ele, encabeçam essa lista as vacinas anuais contra gripe e, principalmente, contra a pneumonia. “são duas complicações graves para os diabéticos, já que ambas tendem a elevar perigosamente os níveis de açúcar no sangue. Os diabéticos de qualquer idade têm acesso à vacina contra gripe na rede pública, mediante apresentação de receita médica comprovando o quadro clínico, mas apenas aqueles com mais de 60 anos podem receber também a vacina contra a pneumonia. “Para a maioria dos doentes ela só está disponível nas clínicas privadas e é bom lembrar que o diabetes tipo 2 vem acometendo pacientes cada vez mais jovens,” alerta Barbosa.

Outra recomendação importante é a vacinação contra as hepatites A e B. O Centro de Controle de Doenças Infecciosas (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, indica ainda que os diabéticos adultos tomem a vacina tríplice, contra tétano, difteria e coqueluche, lembrando que esta última, que estava praticamente desaparecida, voltou a circular pelo mundo na esteira dos movimentos antivacina. A lista inclui também a vacinação contra o herpes zoster. “Nosso conselho é que o diabético converse com seu médico sobre seu calendário de vacinas e esteja protegido contra infecções que podem ter efeito grave sobre seu quadro clínico.”

O Ministério da Saúde reforça o alerta à população sobre o crescimento da doença no país. O diagnóstico da enfermidade aumentou 61,8% em 10 anos, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. Entre 2006 e 2016, o número de pessoas que dizem saber do diagnóstico de diabetes passou de 5,5% para 8,9%. As mulheres lideram o ranking: 9,9% da população feminina declarou possuir a doença contra 7,8% dos homens.

O crescimento do diabetes é uma tendência mundial, devido ao envelhecimento da população, mudanças dos hábitos alimentares e prática de atividade física. De acordo com a Pesquisa Vigitel, 18% da população das capitais brasileiras consomem alimentos doces em cinco ou mais dias da semana, sendo maior entre mulheres (19,7%) do que entre homens (16,0%). O comportamento é mais comum entre jovens de 18 a 24 (26,2%) seguido pela faixa etária de 25 a 34 (20,6%). O levantamento foi feito, a partir de perguntas que indagavam sobre a frequência semanal do consumo de sorvetes, chocolates, bolos, biscoitos ou doces. “Alimentação adequada e prática de exercícios físicos é essencial para conter a doença. Além da ampliação de acesso ao tratamento, temos atuado fortemente na promoção de hábitos saudáveis”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Número de crianças e jovens com diabetes tipo 2 aumenta expressivamente e preocupa especialistas

Dados da International Diabetes Federation, entidade ligada à organização das Nações Unidas (ONU), apontam que mais de 380 milhões de pessoas no mundo todo tem diabetes. Somente no Brasil, esse número chega a 16 milhões e, segundo o Ministério da Saúde, a última década apresentou aumento de mais de 60% nos casos.

O endocrinologista do Spa Estância do Lago, Dr. Fabiano Lago e também membro da Sociedade Brasileira de Diabetes, ressalta que cada vez mais a patologia aparece mais cedo. “A diabetes adulta, do Tipo 2, vem crescendo expressivamente na infância e adolescência. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, situações simples de serem revertidas’’, ressalta.

De acordo com o especialista, a taxa de glicose no sangue pode ser reduzida com a perda de peso, que pode ser entre 5% e 10%. ‘’Ou seja, basta incorporar uma alimentação um pouco mais saudável aliada a atividades físicas prazerosas, especialmente em se tratando de criança e adolescente”, orienta Dr. Lago.

Sobre o tratamento, o médico aponta maneiras especiais para tratar a criança e o jovem. “Eu me torno amigo dos meus pequenos pacientes em fase de reeducação alimentar, e não alguém que impõe um sofrimento. Os pais precisam estar engajados no tratamento, evitando o termo dieta, falando em alimentação saudável para toda a família, mudando apenas um hábito por consulta, facilitando assim o processo de mudança”, explica.

Mulheres têm mais chance de desenvolver a doença

Em 2017, o tema para a campanha em prol do Dia Mundial do Diabetes, celebrado no último 14 de novembro, foi “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. E o especialista também comenta o comportamento da doença no público feminino. “As mulheres estão em maior risco de desenvolver diabetes na fase do climatério. A queda dos níveis hormonais femininos favorece o acúmulo de gordura abdominal, em especial gordura visceral, aumentando o risco de resistência à insulina e diabetes”.

Ainda para mensurar o cenário, uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, com um grupo de mil homens e mulheres, revelou que a diabetes tem mais prevalência nas mulheres, por fatores metabólicos, sedentarismo e aumento de gordura. O estudo mostrou ainda que pacientes femininos têm 44% mais chances de desenvolver doenças coronarianas.

 

Médico alerta sobre os riscos da ‘cirurgia do diabetes’

Em recente parecer emitido pelo Conselho Federal de Medicina, é reconhecida a cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30kg/m² e 34,9kg/m² e que não tenham tido resposta ao tratamento clínico convencional. Na prática, autoriza que médicos realizem cirurgia bariátrica em pacientes que não tenham obesidade mórbida, o que preocupou alguns especialistas.

Para o médico-cirurgião Cid Pitombo, recordista em cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS), essa decisão do CFM pode não ser a mais correta para esses pacientes. Para ele, essa decisão pode parecer com ofertas milagrosas de emagrecimento e procedimentos invasivos e arriscados desnecessariamente.

“Há cerca de 20 anos estou envolvido com cirurgia bariátrica. Fiz minha tese de mestrado e doutorado no assunto, operei e dei aula no mundo todo, fui o único brasileiro presente no Primeiro Encontro sobre ‘cirurgia do diabetes’ do mundo, em Strasbourg, na França em 2006. Essa breve introdução é para me credenciar no que desejo falar: o Conselho Federal de Medicina “libera” que pacientes entre 30 e 35 de IMC possam ser candidatos a procedimentos cirúrgicos, antes restrito a obesos mórbidos. Concordo plenamente que os efeitos da cirurgia sobre a população de obesos mórbidos é indiscutivelmente benéfico, mas me preocupa a ideia de que isso seja “aberto” de uma forma mais ampla. Se você é portador de diabetes, está com o IMC entre 30 e 35, antes de ser operado, tenha certeza que tanto seu cirurgião, quanto o grupo de endocrinologistas que vão te avaliar, são realmente especializados nesse assunto’’, ressalta Pitombo.

Próximo de atingir a marca de 2 mil operados no Hospital Estadual Carlos Chagas, no Rio de Janeiro, o especialista garante que não existe mágica contra a obesidade. Ela é uma doença grave e precisa ser tratada de forma séria. Os pacientes devem buscar se informar sobre as técnicas e profissionais reconhecidas pelo Conselho de Medicina para não colocarem suas vidas em risco.

Mudança de hábitos é a melhor prevenção

 Desde 2010, quando a equipe do dr. Cid Pitombo criou o Programa de Cirurgia Bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, a média de atendimentos ambulatoriais é mantida em média em 2.000 por mês e a taxa de sucesso é de 99%. A equipe do Programa é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A cirurgia não é o objetivo principal e sim a qualidade de vida e a mudança de hábitos. “É um trabalho de resgate desses pacientes. Devolvemos à sociedade o paciente antes obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva.”, conta Pitombo.

 

Dia do Diabetes: conheça a lista de alimentos que são verdadeiros aliados do controle glicêmico

Quem convive diariamente com o diabetes sabe: ter uma alimentação balanceada é fundamental para manter o controle da taxa de açúcar no sangue e melhorar a qualidade de vida. Segundo o nutrólogo Oswalmir Sá, da clínica Corpometria, no tratamento, o uso de medicamento, apesar de essencial, é tão importante como seguir uma dieta específica e balanceada.

“No controle do diabetes é importante ter constância na alimentação, manter uma dieta mista e acompanhada por nutricionista, inclusive nos fins de semana, sem exagerar com produtos industrializados, e optar sempre por alimentos in natura ou pouco industrializados”, esclarece.

O médico alerta também para alguns erros comuns cometidos por quem convive com a doença. Dentre eles, trocar produtos naturais por industrializados como os lights e diets; ficar sem se alimentar por muito tempo e depois fazer grandes refeições; e o consumo exagerado de frutas, podem prejudicar no tratamento, pois afetam diretamente no controle glicêmico do organismo.

Para os diabéticos que querem melhorar a convivência com a doença, o nutrólogo sugere uma lista com alguns alimentos que não podem faltar:

Feijões – carioca, preto, branco. Todos os tipos contêm diversas vitaminas e minerais como magnésio e potássio, além de fibras. Mesmo contendo carboidratos, os feijões têm muitas proteínas;

Vegetais de folhas escuras – espinafre, brócolis e couve têm vitaminas A, C, E e K, além de ferro, cálcio e potássio. Possuem baixa quantidade de calorias e carboidratos;

Frutas cítricas – laranja, limão, lima, mexerica e outras. Essas frutas, se comidas com bagaço, têm grande quantidade de fibras que ajudam a controlar a glicemia, além de vitamina C e potássio;

Batata-doce – o carboidrato da batata-doce é de baixo índice glicêmico, além disso pode ser usada para tentar enganar o desejo de comer doces;

Cerejas e morangos – possuem antioxidantes que combatem o envelhecimento, vitaminas e minerais;

Tomate – é fonte de vitamina C e E. Possuem potássio, além dos antioxidantes que aumentam ou diminuem conforme a forma de preparo;

Peixes com ácidos graxos Ômega 3 – salmão, sardinha, truta e atum. A gordura ômega 3 pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e inflamações. A American Diabetes Association recomenda a ingestão desses tipos de peixes no mínimo duas vezes por semana;

Castanhas – um punhado de castanhas pode prover uma boa quantidade de gorduras boas e diminuir a fome. Além disso, possuem magnésio e fibras. Algumas castanhas e sementes como chia e linhaça ainda possuem ômega 3;

Cereais integrais – apenas aqueles que são 100% integrais como aveia, quinoa, farinhas integrais e amaranto. Estes produtos são fontes de magnésio, vitaminas do complexo B, cromo, ferro e folato e são ótimas fontes de fibras;

Ômega-3 ajuda a evitar complicações da diabetes

Famoso por ajudar na manutenção do coração, o ômega-3 é um nutriente fundamental para a saúde. Isso porque, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a ingestão diária ideal de ômega-3, entre 2 e 4 gramas, traz comprovadamente diversos benefícios ao organismo, como a promoção da boa saúde do coração e do cérebro, a redução  do estresse oxidativo e da aterosclerose, possui ação anti-inflamatória e antidepressiva, além de atenuar os sintomas da síndrome do olho seco e na prevenção das crises de psoríase.

Para os pacientes diabéticos, esse aliado da saúde também faz muito bem ao organismo. Segundo a consultora científica da Biobalance, Dra.  Maria Inês Harris, não há restrições sobre o consumo de ômega-3 por quem tem a doença. ”Pelo contrário. Existem estudos que mostram que os níveis mais elevados de  EPA e DHA estão diretamente associados a uma maior sensibilidade à insulina e a menores índices glicêmicos”, afirma.

Ainda de acordo com a especialista, a suplementação com ômega-3 oferece vários benefícios, destacando-se sua atividade no controle dos quadros inflamatórios, além de permitir uma maior sensibilidade à insulina e o controle lipídico.

”Todos esses fatores são especialmente importantes para a diabetes tipo 2, no qual se estabelece um quadro inflamatório crônico devido à resistência à insulina. O aumento das taxas de triglicerídeos, associada a esse quadro inflamatório crônico, predispõe o paciente diabético tipo 2 a várias comorbidades, especialmente doenças coronarianas e AVC. Dessa forma, controlando o quadro inflamatório , o ômega-3 auxilia na preservação de complicações do paciente diabético tipo 2”, explica Maria Inês.

Além disso, como o nutriente reduz o quadro inflamatório e os níveis plasmáticos de triglicerídeos, consequentemente, os riscos cardíacos também são reduzidos, uma vez que são esses os principais gatilhos para essas manifestações de doenças do coração.

Apesar de não haver restrições sobre o consumo do ômega-3, é sempre importante consultar um médico antes, pois só um especialista pode indicar a quantidade ideal para cada caso.

Fontes de ômega-3

Alimento Porção Quantidade em ômega 3 Energia
Sardinha 100 g 3,3 g 124 calorias
Arenque 100 g 1,6 g 230 calorias
Salmão 100 g 1,4 g 211 calorias
Atum 100 g 0,5 g 146 calorias
Sementes de chia 28 g 5,06 g 127 calorias
Sementes de linhaça 20 g 1,6 g 103 calorias
Nozes 28 g 2,6 g 198 calorias
*Fonte: Site Tua Saúde

Campinas ganha clínica especializada no tratamento de feridas

Uma das principais complicações causadas pela diabetes são lesões que acabam em amputações. Dados de estudos do Ministério da Saúde mostram que 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa a diabetes mal controlada: são 55 mil amputações anuais.

Tais feridas são resultado da diminuição da sensibilidade predispõe à ocorrência de traumas e ferimentos que passam desapercebidos ou não são adequadamente tratados e colocam o paciente em alto risco de infecções graves e amputações. Dados epidemiológicos mostram que 80 % das amputações não traumáticas são devidas à presença do diabetes e 85% destas amputações são precedidas pela ulceração do pé.

Um dos problemas mais comuns especialmente em quem tem o tipo 2 da doença é o ”Pé de Charcot”, um problema sério que pode levar à mudanças dramáticas da forma dos pés, como fraturas e deslocamentos dos ossos dos pés e/ou tornozelo, que ocorrem como resultado de pequenos traumatismos.

Para tratamento e prevenção das complicações citadas acima, chega em Campinas a clínica Leviva, especializada em feridas agudas e crônicas decorrentes da diabetes e outras doenças, com enfoque também nas áreas de cuidados dos pés e estomias. Fundada pelas enfermeiras e especialistas Virgínia Volpato Santichio e Valéria Masson,  a Leviva traz um conceito moderno no tratamento de lesões de pele, dispondo de técnicas baseadas em evidências científicas e equipamentos modernos.

A clínica conta com profissionais altamente qualificados, sendo as responsáveis profissionais de enfermagem com experiência nas áreas de dermatologia, estomaterapia, laserterapia de baixa intensidade, ensino e pesquisa. Possuem, ainda, histórico acadêmico em Universidades, participação em associações na área de dermatologia e revisão de artigos científicos em periódicos da área.

A Leviva oferece:

–  Assistência de enfermagem especializada a portadores de lesões causadas por doenças crônicas, como: lesões neuropáticas, vasculares, por pressão;

– Tratamento especializado em lesões traumáticas, queimaduras e feridas pós operatórias;

–  Prevenção e tratamento de complicações nos pés de portadores de diabetes;

– Assistência de enfermagem especializada para estomizados (gastrostomias, colostomias, derivações urinárias/urostomias, entre outros), drenos, cateteres, fístulas.

– Orientações de enfermagem e tratamento domiciliar;

– Consultoria em tratamentos de lesões agudas e crônicas, estomias, drenos e cateteres, cuidados com os pés e saúde do trabalhador;

– Cursos in company nas áreas de enfermagem em dermatologia,  estomaterapia e saúde do trabalhador.

Técnicas e recursos

– Laserterapia de baixa intensidade;

– ILIB – laserterapia sistêmica;

– Desbridamento instrumental;

– Eletroterapia coadjuvante no processo de cicatrização;

– Instrumentos para avaliação de complicações nos pés;

– Soluções e coberturas de alta tecnologia;

– Tratamento por pressão negativa.

Evento gratuito

De 22 a 29 de novembro, a Leviva realizará consultas gratuitas para pessoas com diabetes que queiram passar por avaliação dos riscos para desenvolver pé diabético. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 9.8447.4645. As consultas serão realizadas sempre no período da tarde, das 14 às 17 horas.

Serviço:

Clínica Leviva 

Endereço: Av. Andrade Neves, 295, sala 112, Centro em Campinas/SP.

Tels: (19) 984474645 / (19) 999598964 / (19) 33256304

E-mail: contato@leviva.com.br

 

Fortalecimento muscular é a melhor ´arma´ contra o AVC

”Globesidade”. O novo termo criado por especialistas de saúde para traduzir o que acontece no mundo atualmente. Com uma rotina pesada, a falta de tempo e o fácil acesso a junk food (comida industrializada rica em sódio, açúcar, etc.), o sedentarismo é um problema cada vez mais preocupante. A má alimentação, junto com a falta de atividade física, levam cada vez mais pessoas à obesidade, que ocasiona em doenças crônicas, como a diabetes tipo 2.

”A perda de massa magra é uma consequência da falta de exercícios. E não digo só academia. Atividades simples, como ir a pé à padaria ou à farmácia, deixaram de ser praticadas. E quanto mais velha a pessoa fica, pior, pois a falta de massa magra prejudica o metabolismo”, explica a fisioterapeuta Márcia Viana, diretora da Clinica que leva o seu nome.

Especialista em fisiologia do exercício e treinamento resistido, Márcia alerta que, para manter a massa magra, o exercício de força é fundamental e pode ajudar a evitar complicações gravíssimas, como o acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com ela, a prática de atividade física de força diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial nas ações cotidianas, desde as que exigem pequenos esforços ­– como levantar da cadeira e subir escadas – até nas tarefas mais difíceis, a exemplo do deslocamento de objetos pesados.

“As pessoas mais fortes utilizam menor número de fibras musculares para realizar as atividades físicas e por isso não precisam de tanto esforço para executar movimentos, diferente da intensidade aplicada pelas pessoas mais fracas nas mesmas ocupações”, ressalta.

Sobre o AVC, a profissional esclarece que existem dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. O AVC isquêmico é decorrente de uma obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, ocasionando a falta de fornecimento de sangue na região afetada. Esse tipo é mais comum em idosos, principalmente que tenham diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, problemas vasculares e que fumam. É o mais popular e atinge 80% das vítimas de acidentes vasculares.

”O fortalecimento muscular é fundamental para os pacientes que têm diabetes tipo 2, pois são os músculos que proporcionam melhor captura de glicose do sangue”, afirma Márcia. Nos casos de AVC isquêmico, os sintomas costumam ser de perda repentina da força muscular e da visão, sensação de dormência no rosto e membros, dificuldade para falar, tonturas, formigamento em um dos lados do corpo e alteração de memória.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando sangramento intracraniano. Menos comum, atinge 20% das vítimas do derrame e acontece também em pessoas mais jovens. A evolução é mais grave, sendo capaz até de trazer maiores complicações, como: edema cerebral, crises epiléticas, depressão, úlceras de decúbito (feridas na pele decorrentes da imobilidade), infecções e tromboses. As características que podem definir esse ataque são dor de cabeça repentina, aumento da pressão intracraniana, edema cerebral, náuseas e vômitos e déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo tipo isquêmico.

Em ambos os casos, o serviço de saúde deve ser acionado imediatamente. Porém, o atendimento rápido e assertivo diminui o risco de sequelas e ajuda no tratamento posterior ao acidente. Márcia complementa: “se o indivíduo estiver fraco, todas as outras atividades necessitarão de muito mais esforço do coração e das articulações, com um desgaste e um risco muito maiores”, observa.

Recomendaçõs

As atividades que proporcionam fortalecimento muscular são recomendadas para todas as idades, desde que sejam acompanhadas e orientadas por profissionais capacitados. Já os exercícios aeróbicos, que proporcionam aumento da frequência cardíaca, são restritos a quem tem problemas do coração. ”É importante destacar que os exercícios funcionam a longo prazo, ou seja, devem ser praticados frequentemente e durante a vida toda”, finaliza Márcia.

Sem tratamento adequado, varizes podem provocar graves problemas circulatórios

As varizes são um problema que assombram milhares de pessoas, principalmente porque deixam as pernas com uma aparência desagradável. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Circular Vascular, cerca de 45% de mulheres e 30% dos homens são afetados no país. Porém, muito além da questão estética, estão os problemas de saúde ocasionados pelas varizes. Se não tratadas, podem resultar em problemas circulatórios, coágulos que levam à trombose, embolia pulmonar, entre outras complicações graves.

De acordo com o médico e especialista em cirurgia vascular e endovascular, Dr. Rogério Neser,  o aparecimento de varizes está fundamentalmente relacionado a dois fatores principais: antecedentes familiares e ao processo fisiológico do envelhecimento. Portanto, nesses casos, não se pode controlar. ”Existem algumas condições que podem se somar a estes fatores, acelerando ou intensificando o processo. Vida sedentária, obesidade, atividades profissionais que exijam permanecer muitas horas em pé ou sentado podem agravar o problema”, afirma.

Ainda segundo Neser, as mulheres estão mais susceptíveis ao desenvolvimento das varizes possivelmente por fatores hormonais . Além disso, especificamente para o sexo feminino, o uso de pílulas anticoncepcionais e a gravidez também podem agravar a situação de quem já tem uma predisposição genética.

Em mulheres com diabetes, a doença não favorece o aparecimento de varizes e também não agrava o problema pois, como citado acima, esse é um fator genético na maioria dos casos. Porém, o índice glicêmico fora de controle pode desencadear outros problemas circulatórios, como obstruções das artérias das pernas, doença nas artérias coronárias e acidentes vasculares cerebrais.

Tratamento

Os tratamentos para varizes variam de acordo com o tamanho das veias. As mais calibrosas  geralmente são melhores tratadas por meio de cirurgia, ou seja, a retirada da veia. Já as telangectaisas, conhecidas como “vasinhos”, habitualmente são tratadas por escleroterapia, o que popularmente se conhece como “secagem de vasos”, em que é realizada a aplicação de medicamentos dentro dos vasos.

Obviamente, todo tratamento médico tem seus riscos, mas os de varizes são muito seguros, com uma taxa extremamente baixa de complicações. ”Antes de qualquer tratamento, o médico deve fazer uma avaliação da paciente e muitas vezes são necessários exames complementares. Assim, o procedimento pode ser indicado ou contra-indicado com segurança”, explica Neser.

 

Detox: a importância dos alimentos naturais para a saúde

Com tantas opções rápidas de se alimentar, como os fast foods e comidas industrializadas, o excesso de gordura, açúcar e corantes acaba prejudicando a saúde de muitas pessoas e causando doenças como o colesterol elevado, diabetes e obesidade. Como alternativa, muitos acabam aderindo a famosa dieta Detox. Mas como funciona esse processo de desintoxicação? Será que ele realmente emagrece? Quanto tempo leva para uma desintoxicação completa do organismo?

Segundo a mestre em Metabolismo e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Unic, Patrícia Ceolin Grassi, naturalmente, o organismo já possui um sistema de desintoxicação. Porém, com as dietas pobres em concentração de fibras, fitoquímicos, vitaminas, antioxidantes (frutas, verduras, legumes), e com uma grande quantidade de alimentos ricos em corantes, adoçantes, conservantes, acidulantes, emulsificantes (aditivos químicos), gorduras trans, açúcar refinado e sódio, o corpo, naturalmente, começa a não funcionar tão bem como deveria.

A especialista explica ainda que o principio da dieta desintoxicante é justamente retirar o máximo possível de produtos industrializados e acrescentar alimentos ricos em nutrientes, vitaminas, minerais, fibras e fitoquímicos. “As pessoas que consomem doces, gorduras e alimentos industrializados esporadicamente não precisam se preocupar, já que o organismo consegue fazer este tipo de desintoxicação sozinho”, reforça.

A dieta detox auxilia o emagrecimento?

Segundo Patrícia, sim. Naturalmente a pessoa perderá peso, pois trocará os produtos com calorias vazias (produtos com poder energético, porém sem nutrientes necessários como vitaminas, minerais e fibras) de uma dieta inflamatória por “alimentos de verdade”. “O indivíduo mudará o seu padrão alimentar e o seu organismo responderá de maneira positiva”.

E o suco detox?

“Um alimento isoladamente não emagrece. Não adianta tomar um suco verde pela manhã ou no lanche da tarde e ficar o resto do dia se alimentando de produtos industrializados ou ricos em gorduras e açúcares”, afirma Patrícia. Ela ressalta ainda que a verdadeira dieta desintoxicante não é líquida, mas variada, com frutas, verduras, legumes, carboidratos saudáveis, integrais, carnes magras, peixes, sementes, azeite de oliva e com poucos produtos industrializados.

É uma dieta para todos?

“O profissional nutricionista avaliará as individualidades de cada paciente pois, uma pessoa com cálculo renal, por exemplo, não pode exagerar em verduras verde escura, como a couve crua, devido a quantidade de oxaloacetato (formado a partir do oxalato de cálcio) que prejudicará seu quadro patológico e clínico”, esclarece a docente. O profissional nutricionista está habilitado a saber e conhecer profundamente as necessidades nutricionais de cada um de seus pacientes e ajustar sua alimentação.

Entenda porque seguir exercícios da internet pode ser perigoso

Uma infinidade de opções em alimentação, vestuário e atividades estão disponíveis no mercado “fit”. A busca por hábitos mais saudáveis se tornou tão presente no dia a dia que existem diversos perfis em redes sociais que prometem tornar esse lifestyle mais dinâmico e acessível, inclusive quando se fala em atividade física. Porém, seguir exercícios sem a prescrição e acompanhamento de profissionais pode ser perigoso para a saúde.

De acordo com o personal trainer Talles Sucesso, da Bodytech Lago Sul, é importante avaliar cada caso individualmente e ressaltar diversos pontos para potencializar os resultados e, mais importante ainda, ter cuidado com a saúde.

Um dos argumentos mais comuns das pessoas que procuram os exercícios sem orientação profissional está na busca por diversificação dos movimentos. “Alguns se preocupam mais com o desafio de tentar o novo do que com o efeito do exercício e acabam esquecendo de avaliar cientificamente cada movimento”, destaca o personal.

Talles ainda afirma que quando os treinos são copiados ou duplicados de pessoas da internet, o que acontece com frequência nas academias, o ato pode não só comprometer a saúde, como até mesmo atrasar o resultado almejado, diferentemente do profissional, que estuda diversas ciências para prescrever o exercício correto para cada aluno.

Busca por profissionalização

O reflexo da onda fitness chegou até as salas de aula. Entre 2000 e 2015 o número de profissionais formados anualmente na área cresceu de 8.283 para 35.032, um aumento de 323%, segundo o Censo da Educação Superior.

Com especialistas disponíveis no mercado, as desculpas para não procurar orientação ficam ainda menores. Confira os cinco danos mais comuns ao seguir treinos sem respaldo profissional:

1 – Lesões por exagero de treino: excesso de séries, repetições, dias de treino e tempo de academia podem resultar em diferentes lesões.

2 – Lesões por traumas: geralmente acontecem quando exercícios são executados de forma inadequada. “Para ser correto, o exercício precisa seguir uma tríade perfeita: segurança, eficiência e conforto.

3 – Prejuízos cardíacos : as condições físicas podem não estar aptas para determinada modalidade e sua execução pode gerar prejuízos para até para o coração. “Por isso é indicado que todos procurem um cardiologista antes de iniciar qualquer atividade física”, enfatiza Talles. E não apenas os exercícios de alta intensidade fazem parte desta lista. Até mesmo atividades mais leves podem resultar em patologias se a relação volume x intensidade não estiver equilibrada. Por exemplo: gastar muitas calorias não significa que você irá emagrecer mais.

4 – Prejuízos articulares: causados também pelo excesso de volume de treino e pouco descanso entre uma sessão e outra. Lembrando que o tempo e o treino adequados devem ser desenvolvidos pelo orientador físico após a avaliação individual.

5 – Afastamento da meta: copiar um treino indiscriminadamente pode te distanciar do objetivo final, já que todas as séries devem ser desenvolvidas de acordo com o objetivo e condições individuais de cada um.

Exames para manutenção da saúde devem começar a ser feitos na infância

Como diz o famoso ditado popular: é melhor prevenir que remediar. Seguindo essa lógica, os exames preventivos se tornam importantes aliados na descoberta ou até prevenção de doenças, como a diabetes. Mas quais tipos de cuidados são necessários em cada fase da vida? Existem check-ups específicos para crianças, jovens e adultos?

Sim, existem! O cardiologista e CEO do CECAM – rede de clínicas de saúde-, Anis Mitri, destaca os principais exames que devem ser realizados para cada faixa etária e quais as precauções devem ser tomadas para uma vida mais saudável e equilibrada.

1) Da infância à adolescência:

Teste do pezinho: obrigatório e gratuito, o exame é feito em 48 horas após o nascimento da criança, em que o sangue do bebê é colhido a partir de um furinho no calcanhar. “O objetivo é detectar doenças genéticas. Com a detecção da doença precoce, é possível tratar antes mesmo de os sintomas aparecerem. Já o exame do pezinho ampliado, é particular e não é obrigatório, mas disponibiliza uma checagem mais completa de mais de 30 doenças”, alerta Dr. Anis.

Colesterol, Hemograma e Glicemia: esse exame pode ser realizado a partir dos dois anos de vida em bebês e se houver histórico familiar de dislipidemias ou diabetes.

DSTs e Hepatites: podem ser solicitados juntos e indicados para adolescentes que iniciaram a prática sexual. Esse tipo de exame constata a presença dos vírus da Aids, HPV, herpes e sífilis. “Hepatite não é DST, mas alguns tipos são sexualmente transmissíveis”, alerta Dr. Anis.

2) Mulheres e Homens a partir dos 20 anos:

Papanicolau ou preventivo ginecológico: deve ser feito anualmente um ano depois da primeira prática sexual. O objetivo é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero, além de verificar qualquer tipo de doença, infecção ou alteração do colo uterino.

Mamografia: esse primeiro exame pode ser feito entre 50 a 69 anos, tanto em homens quanto em mulheres. É uma avaliação das mamas feita por raio X, com o objetivo de prevenir ou detectar câncer de mama.

Próstata: é recomendável fazer esse exame a partir dos 40 anos de idade e, a partir dos 50, deve ser feito anualmente, pois é o período em que o risco de câncer de próstata aumenta. São necessários 3 exames para detectar a doença: o toque retal, a ultrassonografia e o de sangue PSA.

Densitometria óssea: mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea. Esse exame também é preventivo e pode até detectar osteoporose. Em mulheres, a densitometria é feita anualmente após a menopausa e nos homens após os 60 anos.

Ácido úrico: pode ser feito anualmente em homens e mulheres a partir dos 30 anos. Esse ácido é responsável pela metabolização de algumas proteínas do organismo. Sua elevação pode acarretar em hipertensão, doenças cardiovasculares ou cálculo renal.

 3) Mulheres e homens a partir dos 60 anos

Teste ergométrico: feito por meio de exercícios físicos na esteira ou bicicleta ergométrica, é indicado após os 30 anos anualmente, e também para quem quer iniciar qualquer atividade física, e a partir dos 60 anos. O teste mede a capacidade cardíaca e indica a existência de doenças cardiovasculares como hipertensão ou aterosclerose.

Hemograma: deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos e com esse exame é possível detectar anemia e outras doenças.

Ureia e creatinina: também deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos para checar as funções renais e e também possíveis alterações.

Colonoscopia: com esse exame é possível diagnosticar o câncer de intestino, que pode ser detectado por outro exame chamado pesquisa de sangue oculto de fezes. Deve ser feito a partir dos 50 anos anualmente.

 

Persistência e escolhas corretas são os segredos para uma introdução alimentar sem traumas ao bebê

Depois de seis meses alimentando o bebê exclusivamente com leite, preferencialmente materno, enfim chega o momento de iniciar a introdução alimentar. Essa nova fase requer muita paciência, persistência e atenção aos alimentos escolhidos, de acordo com a pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Natacha Sakai.

“Muitas mães se frustram, pois a criança demora em pegar gosto pela comida ou fruta, mas isso é completamente normal. O indicado é persistir na oferta, em média, de 8 a 10 vezes para que ele seja aceito”, sugere. Uma boa alternativa é começar este processo com frutas, como banana, pera e maçã. “As crianças costumam preferir o sabor mais adocicado e rejeitar sabores azedos ou amargos”, complementa Natacha Sakai.

A pediatra reforça ainda que o bebê deve ter completado seis meses para receber alimentos sólidos, pois nesta fase a maioria das crianças já apresenta desenvolvimento motor e neurológico suficiente para processar a mastigação e deglutição do alimento e o organismo está apto para digerir nutrientes diferentes do leite materno.

Neste momento de aprendizagem, é fundamental a atenção dos pais com possíveis engasgos, pois o pequeno está desenvolvendo uma nova habilidade. Para evitar acidentes, não ofereça alimentos com forma pontiaguda ou de consistência endurecida.

“Evite alimentos que, quando mastigados, fiquem em pequenos pedaços que possam ser aspirados, como amendoim ou esféricos, como a uva inteira. A refeição deve ser sempre supervisionada por um adulto responsável”, alerta Natacha Sakai.

No caso de experimentação de introdução alimentar Baby-led weaning, em que a criança se alimenta sozinha, é importante obter orientação profissional para o processo adequado. “O que realmente devemos levar em consideração é que este processo é lento e gradual, sem se esquecer do aleitamento materno, que pode se estender além dos dois anos de idade”, finaliza a especialista.

Atividade física: quanto mais cedo, melhor!

Correr, pular, nadar, jogar bola, brincar. Independente da faixa etária, é fundamental para toda criança se movimentar e ter uma vida ativa. Por isso, as atividades físicas devem ser estimuladas e fazer parte da vida dos pequenos desde cedo. De acordo com a profissional de educação física e personal trainer Camila Sibila, quanto mais exercícios a criança pratica, mais fortes serão seus ossos, músculos e articulações, resultando em um crescimento mais saudável e prevenindo doenças, como obesidade e diabetes.

Mas, quando começar? E qual o primeiro passo a ser dado? Camila dá a dica: a primeira coisa a ser feita pelos pais é descobrir algo que a criança goste e sinta prazer em fazer. ”As atividades lúdicas são essenciais. O importante é respeitar cada etapa do desenvolvimento da criança. Exercícios com muito peso, que exijam uma rotina maçante, grandes níveis de impacto ou de alongamento não são recomendados para o público infantil”, alerta.

O exercício, desde que bem orientado, não é proibido em nenhuma faixa etária. Para crianças e pré adolescentes, as atividades mais indicadas são as lúdicas, ou seja, que remetam a brincadeiras e diversão, além de esportes que  trabalhem coordenação motora, equilíbrio, resistência cardiorrespiratória, etc. A partir dos 15 anos, geralmente, já recomenda-se a prática de exercícios mais específicos, como musculação. ”É sempre fundamental ressaltar que toda prática esportiva deve ser acompanhada e orientada por um profissional de educação física”, lembra Camila.

DMI

Para as crianças já diagnosticadas com diabetes tipo I, os benefícios trazidos pelos exercícios são inúmeros. A atividade física, se praticada frequentemente, pode e deve ser usada como um tratamento da doença. ”É comprovado que a sensibilidade à insulina aumenta quando o indivíduo treina de forma regular e controla o peso. Crianças com essa doença apresentam um risco maior de doenças micro e cardiovasculares, que são decorrentes da falta de controle dos índices glicêmicos. Com a orientação correta, é possível melhorar, e muito, esse controle”, explica a profissional.

É importante frisar que para o diabético, seja tipo I ou II da doença, é essencial que a glicemia seja muito bem controlada antes, durante e depois do exercício. A dieta deve ser dada por um nutricionista, um nutrólogo ou endocrinologista. Cabe ao professor de educação física elaborar uma série de exercícios adequados e com uma intensidade conveniente para cada caso.

 

 

 

 

Consumo de bebidas açucaradas durante a gravidez aumenta o risco de obesidade infantil

Em meio ao cenário de epidemia da obesidade infantil e dos riscos que ela oferece na vida adulta, inclusive diabetes, manter uma alimentação saudável na gravidez é fundamental para o desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde da mãe. Foi o que revelou um estudo realizado em Boston, o Beverage Intake During Pregnancy and Childhood Adiposity, denominado Projeto Viva, que acompanhou 1078 mulheres grávidas e também os seus filhos após o nascimento.

Publicada na edição de agosto da revista Pediatrics, a pesquisa comparou as mulheres que ingeriam bebidas artificiais açucaradas, como refrigerantes e sucos, a outras que não consumiam este tipo de bebidas ao longo da gestação. Os filhos pertencentes ao grupo de mães que consumiu maiores quantidades de bebidas açucaradas apresentaram, por volta dos 7 anos de idade, maior concentração de gordura corporal.

A pesquisa reforça o alerta da prevenção da doença logo nas primeiras etapas do desenvolvimento humano. Manter um acompanhamento com nutrólogo, associado ao pré-natal, pode ser fundamental na manutenção da saúde alimentar da gestante e da criança, a curto e a longo prazo. “Durante o acompanhamento são dadas orientações tanto alimentares quanto suplementares. Assim, podemos ter um bom desenvolvimento fetal, com menos chances de doenças futuras para a criança, incluindo a obesidade”, explica o médico nutrólogo Osvalmir Sá, da Corpometria.

Alimentação da gestante na gravidez

A gestação é o momento de desenvolvimento de um novo ser e, por isso, a necessidade de manter uma alimentação correta para a manutenção da saúde é grande. De acordo com o especialista, não há algo específico que a mulher precise comer, mas sim ter uma rotina alimentar com muita variedade. “A dieta deve contar desde um simples prato de arroz, feijão, carne e saladas até peixes de origem marinha, castanhas e sementes”, exemplifica o nutrólogo.

Para seguir com um peso saudável nesta fase é preciso ter uma dieta saudável, ou seja, com uma boa distribuição de carboidratos, lipídio e proteínas. “A alimentação balanceada diminui as chances de ganho de peso excessivo na mãe que pode vir a ter alterações de açúcar no sangue, hipertensão e obesidade se propagar após a gestação”, enfatiza.

A máxima de “comer por dois” é um erro muito comum nesta fase. “O certo é comer bem por ela até se sentir satisfeita, não cedendo a excessos de nenhuma forma, pois o que ela come hoje reflete na vida futura do seu filho. Existem recomendações calóricas para todas as pessoas e na gestação não é diferente”, realça Osvalmir.

Uma alimentação saudável começa na amamentação!

Quando o assunto é alimentação infantil, há um fato que NENHUM especialista discorda: o leite materno é a melhor opção nutricional para o bebê. Porém, para algumas mães, durante este processo ocorrem algumas complicações e o que deveria ser um momento único, de vínculo entre a mãe e a criança, pode pode acabar em frustração e desconforto.

No período entre 6 e 8 semanas após o parto, é quando o corpo sofre uma série de alterações para retornar ao estado como era antes da gestação, fase em que a mulher necessita de apoio do companheiro e dos familiares. Em alguns casos, este período se torna conflitante, pois com muitas pessoas ao redor, é esperado que todos tenham a intenção de influenciar por meio das suas crenças e experiências.

Em relação à amamentação, o debate entre as orientações médicas e as práticas vividas pelas avós e mães acontecem com uma certa frequência. Todavia, é realmente necessário criar este abismo entre as recomendações dos profissionais da saúde e as experiências vividas por outras mulheres sobre a melhor forma de cuidar dos bebês?

Para esclarecer dúvidas sobre este importante tema, a especialista e enfermeira em maternidade da Medela, Priscila Preissler, desvenda 5 mitos e verdades sobre amamentação:

1. Mito: quando a mãe retorna ao trabalho, é impossível continuar oferecendo leite materno ao bebê

Após a licença maternidade, que normalmente finaliza quando a criança tem de 4 a 6 meses de idade, se for o desejo da mãe continuar amamentando, é possível manter a produção do leite e continuar ofertando ao bebê. Atualmente, extrair o leite materno é uma prática acessível, facilitando o retorno da mãe para suas atividades, sem perder os benefícios do aleitamento. As bombas para extração de leite materno podem ser utilizadas no trabalho ou em qualquer lugar, pois são práticas, portáteis e imitam o padrão de sucção do bebê. O leite extraído pode ser armazenado no refrigerador por 12 horas ou no congelador por até 15 dias. Existem várias opções para ofertar o leite para a criança, o ideal é que a mãe consulte um profissional da saúde para entender qual a melhor indicação.

2. Verdade: amamentar necessita de paciência 

Apesar de ser um ato natural, amamentar é uma ação que deve ser aprendida. Durante o processo surgem vários questionamentos. Muitos são os obstáculos que a mãe pode enfrentar durante a jornada, e é necessária paciência e força de vontade para vencê-los. Entre as dificuldades: falta de conhecimento e conscientização da população e dos profissionais da saúde; culturas, crenças e mitos; condutas inapropriadas e pouca qualificação dos profissionais.

3. Mito: o bebê deve mamar a cada 3 horas

Muitos profissionais ainda orientam as mães a oferecer o seio ao bebê a cada 3 horas, o que na prática gera dúvida, pois se o filho(a) chorar após 1 hora da mamada, a mãe deve ou não oferecer o seio novamente? Hoje trabalha-se com o conceito de livre demanda para alimentação da criança, sem horários pré-estabelecidos, atendendo as necessidades calóricas e emocionais do bebê, quando ele quiser, pelo tempo que ele quiser.

4. Mito: é necessário oferecer chá ou suco para o bebê antes dos 6 meses para suprir sua sede

O aleitamento materno é responsável pela influência positiva na sobrevivência, na saúde e no desenvolvimento das crianças. Muitos efeitos positivos do leite materno, como a proteção contra infecções, são mais evidentes se a amamentação for exclusiva nos primeiros meses de vida, pois a ação protetora contra diarreias e doenças respiratórias pode reduzir quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer outro alimento.

5 . Verdade: as mães devem evitar a cafeína e cortar a bebida alcoólica

Muitas substâncias e alimentos podem alterar a composição do leite. Deve-se evitar doses excessivas de cafeína, pois pode deixar o bebê irritado e sem sono e o álcool, que destrói as células nervosas e deixa o bebê sem fome, levando ao baixo ganho de peso. Deve-se também evitar o tabagismos e tomar cuidado com o consumo de certos medicamentos.

Outubro Rosa: campanha enfatiza a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença

O Outubro Rosa visa chamar a atenção para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce do câncer de mama, o o tipo mais comum entre mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não-melanoma. A doença é mais frequente entre as mulheres com mais de 35 anos, especialmente após os 50 anos.

Em grande parte deles, a doença pode ser detectada em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. “Os exames direcionados para o câncer de mama devem ser iniciados a partir dos 40 anos através da mamografia e ultrassonografia. As mulheres que não fazem o exame de rotina por medo, receio ou falta de informação, têm grande chance de perceber a presença do tumor apenas quando ele atingir cerca de 2-3 cm pelo autoexame das mamas. A mamografia pode adiantar isso”, acrescenta o médico oncologista da Aliança Instituto de Oncologia, Marcelo Uchoa.

A principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos, é a presença de nódulo (caroço), geralmente indolor, na mama. Entre os sintomas iniciais pele da mama avermelhada, retraída ou semelhante a uma casca de laranja, alterações no mamilo, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de líquido anormal das mamas.

“É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita. Realizar o autoexame apalpando a região é fundamental para a prevenção”, o outro oncologista da instituição, Marcio Almeida. O profissional ressalta que a maioria dos cânceres tem grande chance de serem tratados quando diagnosticados precocemente.

Os fatores causadores do câncer de mama são diversos. A questão hereditária, por exemplo, atualmente pode não ser tão prevalente quanto os fatores externos, como conta a enfermeira oncológica Sabrina Capita. “O câncer de mama não tem perfil, etnia ou classe social. Qualquer mulher pode ser acometida pela doença. Muitas pessoas se preocupam com a questão hereditária e não consideram outros fatores de riscos como a má alimentação, o stress e o sedentarismo”, explica.

Além de manter o acompanhamento médico periódico, a prevenção do câncer pode ser adotada diariamente por meio de manutenção de hábitos como atividade física e dieta balanceada, que evitam o sobrepeso e a obesidade, um dos principais fatores de risco. O alcoolismo e tabagismo podem aumentar a probabilidade de ocorrência da doença.

 

Conviver bem com a diabetes é possível!

O diagnóstico de diabetes nunca é fácil, seja para adultos, jovens, ou pais de crianças muito novas. Como parar de comer doces? Pode comer arroz? Batata? Como aplicar a insulina? Passar uma vida dependendo de remédios? E as complicações?

São muitos os fatores que podem assustar todos que têm que começar a conviver com essa doença crônica e que não tem cura, mas é possível sim conviver muito bem com ela. Basta apenas mudar alguns hábitos para que tudo se torne mais leve.

Confira algumas dicas da OneMarket, plataforma que reúne clubes de assinaturas com foco em alimentação inclusiva, e lembre-se: o acompanhamento de médicos e especialistas é fundamental para a manutenção da saúde.

1. Fracione as refeições

As refeições podem aumentar o índice glicêmico do seu corpo — um sintoma natural, já que alguns alimentos se transformam em glicose no momento de digestão. Por isso, o ideal é comer mais vezes por dia e em porções menores. Alimentando-se de forma moderada fica mais fácil evitar esse efeito colateral e não sofrer com os picos de glicose no sangue.

2. Aposte nos alimentos certos

Como falado acima, alguns alimentos podem se transformar em glicose — e os carboidratos simples são um ótimo exemplo disso. Uma boa solução é trocá-los (assim como todos os alimentos com farinha branca) pelas opções integrais, pois essa é uma ótima alternativa para evitar excesso de glicose. Além disso, é fundamental evitar os açúcares refinados, pois eles também podem trazer complicações. Investir em uma dieta com os alimentos certos para sua nutrição é uma opção bastante eficaz.

3. Beba muito líquido

A água deve fazer parte da vida de qualquer pessoa que queira conviver com a diabetes de uma maneira mais tranquila. Isso porque além de ajudar a te manter hidratado, ela auxilia a remoção do excesso de glicose do sangue, na medida em que ele acaba sendo eliminados pela urina. Uma atitude relativamente simples, mas que pode trazer resultados um tanto quanto significativos na qualidade de vida da pessoa com diabetes.

4. Movimente-se e adote algum exercício físico

O sedentarismo pode atrapalhar ainda mais a vida de quem tem diabetes. Por isso, a prática de exercícios deve ser seguida com frequência. Para que ela aconteça com segurança, é fundamental que o praticante esteja devidamente alimentado e hidratado para que a glicemia não baixe. Além disso, essa é uma ótima maneira de controlar o índice de colesterol, outro ponto que pode fazer com que você consiga conviver com a diabetes com mais facilidade.

5. Controle o consumo de bebida alcoólica

O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser feito com prudência. Quem tem diabetes, por exemplo, não pode começar a beber estando com a barriga vazia, pois o consumo de bebida alcoólica pode levar à hipoglicemia. Quem já teve essa experiência, sabe que isso significa sentir tremores, fome, enjoo e irritação. Por isso, é bom comer sempre que for beber e ter uma atitude mais controlada nesse sentido.

6. Tenha uma boa noite de sono

As horas de sono são mais vitais para o funcionamento do nosso corpo do que muitos de nós imaginamos. No caso da diabetes não é diferente, já que o período de descanso regula os níveis de colesterol e de glicose no sangue. Portanto, nada de passar a noite virado ou pensar que uma boa noite de sono não é importante. Muito pelo contrário: não abra mão desse cuidado com sua saúde!

5 fatos sobre diabetes que todo mundo deve saber

Sabe-se que o diabetes está ligado ao excesso de glicose no sangue e que as pessoas que têm a doença devem evitar consumir excesso de açúcares e carboidratos. Para controlar os níveis de glicose no sangue, pacientes fazem uso diário de medicamentos orais ou de insulina para o controle dos níveis de glicose.

Mas, apesar da grande abordagem sobre o assunto, alguns fatos ainda precisam ser esclarecidos sobre o diabetes. De acordo com a endocrinologista Dhianah Santini, há pelo menos cinco fatores sobre a doença que são essenciais para conhecimento de todos. Entenda melhor alguns deles:

1. Diabetes não tem cura: VERDADE – Há quem confunda o controle do diabetes com a cura da doença. De acordo com o conhecimento médico atual, não há tratamentos aprovados clinicamente que garantam a cura do diabetes. Contudo, realizando o controle dos níveis de glicose, seguindo os tratamentos indicados e consultando um médico regularmente, o paciente pode viver muito bem com a doença.

2. Diabetes é doença de idoso: MITO – O diabetes é uma doença crônica com dois tipos mais frequentes. O tipo 1 é caracterizado por um defeito imunológico que reduz a produção de insulina pelo pâncreas. O diagnóstico costuma ser realizado durante a infância e a adolescência, e corresponde a 5% – 10% dos casos. Já no tipo 2, que está relacionado a quase 90% dos diagnóstico, o pâncreas produz insulina, mas sua ação está comprometida nas células musculares e adiposas. Por estar relacionado a excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar, o diabetes tipo 2 pode ser evitado – o que não acontece no tipo 1 – e é geralmente diagnosticado em pacientes adultos.

3. A doença cardiovascular no diabético mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial: VERDADE – Problemas nos olhos, feridas nos pés que não cicatrizam, mau funcionamento dos rins e neuropatia diabética (caracterizada pela alteração da sensibilidade em partes do corpo) são as complicações mais faladas sobre a doença, sendo que as doenças cardiovasculares são as que mais matam. As complicações no coração estão relacionadas ao diabetes porque o alto índice de glicose gera alterações nos vasos sanguíneos que levam à sua obstrução, afetando a condução do oxigênio que chega aos tecidos do corpo.

4. Mau funcionamento dos rins e cegueira são as únicas complicações do diabetes: MITO – Quando o diabetes não é controlado e ocasiona obstruções em pequenos vasos (complicações microvasculares) pode ocasionar lesões na visão, no rim e neuropatias. Já nos grandes vasos do corpo (complicações macrovasculares), o diabetes pode causar AVC (acidente vascular cerebral), doença arterial periférica ou doença arterial coronariana isquêmica. Atualmente, até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares, embora apenas 56% dos pacientes com diabetes reconheça as doenças cardíacas como consequências mais relevantes do diabetes.

5. Diabéticos podem sofrer infarto sem sentir dor: VERDADE – embora relacionada aos pequenos vasos, a neuropatia torna as manifestações cardiovasculares atípicas no paciente com diabetes, que pode sofrer um infarto sem sentir dor e, até mesmo, apresentar um eletrocardiograma normal. “Em vez de sentir dor no peito irradiando para o braço, como é mais comum, o paciente pode sentir apenas um mal estar, ou uma dor abdominal seguida de enjoo ou vômito. Por isso é tão importante que todo paciente diabético passe pelo médico em busca de uma avaliação completa, rastreando o máximo de possibilidades de doenças cardiovasculares, de maneira preventiva”, reforça a endocrinologista Dhianah Santini.