Volta às aulas: dicas para montar uma lancheira saudável

O ano escolar já começou para muitas crianças e, para os pais, ainda fica uma dúvida: como montar uma lancheira saudável, atrativa e com criatividade? Confira abaixo o artigos da nutricionista infantil Ariane Bomgosto com dicas incríveis para você fugir de alimentos industrializados.

Dicas para montar a lancheira das crianças com opções saudáveis

Ariane Bomgosto*

Hora de Lanchar! Este é um dos momentos mais divertidos para as crianças, por isso, temos aqui, diversas opções de lanchinhos cheios de sabor para rechear esta hora!

Para descomplicar este momento, vamos ver como montar uma lancheira saudável, colorida e nutritiva?

Como montar a minha lancheira

1 – Compre uma lancheira bonita e atrativa! Pesquise bastante e peça ajuda ao vendedor das lojas em que for. Explique que você quer uma lancheira grande, segura, capaz de conservar os alimentos e bebidas e claro, super moderna e funcional! Temos, hoje, uma enorme variedade de bolsinhas e lancheiras feitas para atender às nossas necessidades. Portanto, vale a pena investir um tempo procurando uma que seja a sua cara.

2 – Para abastecer a sua lancheira, vamos precisar de potinhos, garrafinhas, talheres, toalhinhas que armazenem com cuidado e segurança os nossos lanchinhos. Procure por recipientes que tenham uma boa vedação e que sejam capazes de manter os seus quitutes quentes ou frios por um bom tempo. Afinal, você precisa de utensílios que mantenham o seu trabalho de organizar tudo até a hora do lanche.

3 – O próximo passo é abastecer a geladeira e a dispensa com tudo que você irá preparar para organizar e preparar o seu planejamento de lanches para a semana.

O que não pode faltar nestas compras?

A ideia aqui não é comprar tudo de uma vez, mas se familiarizar com os alimentos e as bebidinhas que irão lhe ajudar a montar a sua lancheira saudável.

1 – Frutas da época cheia de cores e sabores;

2 – Queijos de boa qualidade e saborosos;

3 – Castanhas, amêndoas e avelãs;

4 – Um pote lindo cheio de azeitonas verdinhas ou pretas, bem suculentas;

5 – Tomatinhos uva ou cereja;

6 – Cenourinhas super laranjas baby;

7 – Ovinhos cozidos de codorna super proteicos;

8 – Pãozinho integral;

9 – Bolachas de arroz;

10 – Geleia de frutas;

11 – Mel;

12 – Massa de tapioca;

13 – Água de coco fresquinha e natural;

14 – Suco de uva integral;

15 – Mate caseiro;

16 – Chocolate de boa qualidade (a partir de 60 % de cacau);

17 – Iogurte de boa qualidade.

Agora, vamos começar a nossa organização.

Para ajudar na montagem dos lanches, foram elaborados cinco sugestões de como combinar os ingredientes para montar a sua lancheira saudável:

Segunda-feira – Água de coco geladinha + dadinhos de queijo + uvas frescas.

Terça-feira – Mini sanduíche de pão moreninho com queijo branco cremoso e geleia natural de morango + Suco de uva roxa refrescante e energético.

Quarta-feira – Saladinha de frutas da estação – manga, morango, banana + Água fresquinha e natural + mini ovos da codorna do quintal.

Quinta-feira – Tomatinhos em formato de cereja com quadradinhos de queijo + Mate geladinho + disco de bolacha de arroz.

Sexta-feira – Delícia de banana da terra no palito polvilhada com canela + Água de coco geladinha + mix de nuts crocantes.

Nutri, isso pode?

– Que tal pipoca feita no azeite? Atenção ao sal e à quantidade! O segredo é comer com consciência e equilíbrio.

– E açaí? Pode? Sim, vamos investir no açaí! Vale incrementar com frutas! Só não vale se tiver um nome estranho junto, como xarope de guaraná. Certifique-se antes de pedir!

– E na hora em que dá aquela vontade de devorar um docinho? Aí vai um segredo: compre uma barra de chocolate meio amargo e faça dele uma super calda para a sua salada de frutas. Matamos a vontade do docinho na hora!

– Quer ousar nos lanchinhos? Coco natural em lascas, damascos, chips crocantes de queijos, banana, batata doce ou aipim são boas opções.

– Adoro um pãozinho! E quem disse que não pode? Faça uma mini torrada sofisticada e saborosa! O grande segredo é dar mais valor à cobertura do que ao pão. Que tal testar com tomatinho cortado com manjericão e azeite, ovinho cozido cortado com queijo derretido + atum raladinho com cenoura crua poderosa, lasquinhas de salmão regadas com limão siciliano!

– E a tapioca? Você conhece os dadinhos de tapioca? Primeira dica: incremente a massa com flocos de aveia para dar aquela ajuda para o intestino! Vale rechear com franguinho desfiado, ovinhos estrelados ou banana com canela. Por fim, corte em formato de dadinhos e chame os amigos para o lanche da tarde!

– Posso tomar leite? Aqui, a regra é a consciência e o equilíbrio, portanto, nada é proibido! Se quiser ter uma nova experiência com o seu leitinho, tente o leite natural e caseiro de amêndoas! Vale tomar com café ou bater com uma fruta!

– E para fechar o nosso time ele que reina absoluto quando o assunto é a hora do lanche: quibe de forno com recheio de queijo derretido. Vale fazer um tabuleiro grande, cortar em pedaços e congelar para facilitar o planejamento da semana!

Bom lanche! Aproveite o seu momento.

*Ariane Bomgosto é nutricionista com experiência em nutrição comportamental e obesidade infantil. A sua abordagem tem como foco a nutrição comportamental, sendo a idealizadora do projeto Nutrição Comportamental Infantil e Obesidade Infantil eu trato.

Diabetes descontrolada favorece aparecimento de candidíase e infecção urinária

Coceira, ardência e corrimento. Muitas mulheres, ao lerem essas palavras, já as identificam como sintomas de candidíase, uma complicação provocada por fungos que atinge inúmeras pacientes com diabetes.  Segundo o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, a espécie de fungo mais frequente é a Candida Albicans, que fica localizada no intestino sem fazer mal algum. “Quando há queda de resistência do organismo ou modificação do pH vaginal, este fungo, por ser oportunista, prolifera-se e causa irritações, pruridos, entre outros sintomas”, esclarece.

Em mulheres com diabetes, a candidíase é provocada por fungos que se alimentam de açúcar. Nos quadros com descontrole de glicemia, existe um aumento dos níveis de açúcar por todo o corpo, inclusive na área intravaginal, facilitando assim a infecção por cândida (fungo que gera a candidíase). ”Com a diabetes descompensada, ocorre uma maior eliminação de glicose pelos rins, a glicosuria, favorecendo o crescimento de agentes patogênicos (bactéria que gera infecção), podendo ocasionar em outro problema: infecção urinária, que é até mais frequente que a candidíase”, explica o médico.

Ainda de acordo com o dr. Élvio, o aparecimento de infecções não está relacionado com baixa imunidade (quadro comum em diabéticos), mas sim com a alteração local com maior presença de açúcar e mudança do pH vaginal, que fica um pouco mais ácido que o normal.  A candidíase e a diabetes descompensada, associadas com relação sexual favorecem a incidência de infecção urinária. Daí a importância de controle rigoroso dos níveis glicêmico.

Prevenção e tratamento

Para evitar a candidíase, infecções de urina e complicações ainda mais graves, ter a glicemia controlada é fundamental, além de outras medidas que devem ser tomadas, como o consumo adequado de água e micções frequentes para evitar a estase urinária. ”Urinar antes e depois das relações sexuais, evitar roupas muito apertadas e muito quentes, banhos fazer de assentos com bicarbonato de sódio ou ácido bórico para alcalinizar a vagina também são formas de prevenção”, completa o especialista.

Mas, se mesmo com essas medidas a candidíase insistir em aparecer, um médico deverá ser consultado para que seja receitado o melhor tratamento. De acordo com dr. Élvio, o mais comum é o uso de cremes vaginais como: clotrimazol, miconazol, nistatina e outros, como também tratamento via oral, por exemplo: fluconazol, itraconazol, cetoconazol. Já a infecção urinária deve ser tratada com o uso de antibióticos.

Apesar de os antibióticos serem grandes aliados no tratamento de infecções, seu uso frequente e sem orientação médica pode levar a uma seleção dos agentes patogênicos (bactérias), causando a resistência bacteriana aos remédios, além de diminuir a quantidade de lactobacilos que fazem parte da flora de proteção vaginal e favorecem o aumento da incidência da candidíase.

Verão exige atenção especial

Nos dias mais quentes do ano, nada melhor que um banho de mar ou piscina para se refrescar. Porém, é preciso ficar atento ao mal que biquínis e maiôs molhados podem provocar. Segundo Dr. Élvio, os fungos agentes causadores da candidíase preferem locais quentes e úmidos nesta época, além do calor, também é comum o uso prolongado de roupas de banho, fazendo com que a frequência dessa doença seja bem maior.

“Além das roupas de banhos úmidas, outro fator que pode causar a doença é o uso de roupas muito apertadas, calcinhas de tecidos sintéticos e o uso de antibióticos. Este tipo de medicamento pode alterar a flora de proteção vaginal e facilitar o aparecimento da candidíase”, explica o especialista.

Entre as principais medidas para evitar a candidíase nesta época do ano estão a preferência por calcinhas de algodão, evitar o uso de calças apertadas ou de materiais sintéticos, não ficar muito tempo com o mesmo biquíni molhado na praia ou na piscina e optar por saias e roupas leves ao invés de calças jeans, já que a região não fica tão apertada.

Café da manhã saudável e equilibrado auxilia no controle da diabetes

Quem nunca ouviu falar que o café da manhã é a refeição mais importante do dia? Existe até um ditado que diz que no café da manhã devemos nos alimentar como um rei! Porém, acordar e se alimentar ainda não é um hábito de todos. Seja pela falta de fome ou de tempo, a refeição acaba sendo excluída da rotina de muitos, o que acaba resultando em alguns problemas de saúde.

Um deles, de acordo com a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos,  Isadora Kaba Gomes, é que, ao acordar, o organismo se encontra em um longo período de jejum e, quanto mais esse tempo for prolongado, maior as chances de aumentar os níveis de cortisol, o “hormônio do stress”, principalmente em obesos. Aumentando o stress, haverá maior procura por alimentos calóricos, como gorduras e doces, o que gera mais chances de ganho de peso.

”O cortisol aumentado também predispõe à perda de massa muscular para compensar a situação de jejum. Diante da privação de nutrientes, especialmente de glicose, o organismo se vê na necessidade de mobilizar as reservas corporais com o objetivo de manter a glicose circulante em taxas normais e não prejudicar o funcionamento cerebral. Em um primeiro momento, as reservas mobilizadas serão as do fígado e músculos. Sabe-se que a redução da massa muscular é ruim para o corpo, podendo provocar redução da imunidade e predisposição às infecções, além de perda de força muscular, queda capilar e enfraquecimento de unhas”, explica Isadora.

Ainda segundo a nutricionista, quando o jejum se prolonga por muito tempo, o organismo inicia o uso das reservas de gordura para manutenção da glicemia e, havendo permanência desse jejum, o corpo pode entrar em estado de cetoacidose metabólica, ou seja, a alteração da regulação da “acidez” do organismo, que pode levar ao coma ou mesmo à morte. Esse quadro se assemelha, inclusive, ao que ocorre na diabetes sem controle adequado. Também pode haver um quadro de hipoglicemia – quando a glicose sanguínea se encontra abaixo do normal -, causando letargia, dor de cabeça, sudorese, tremores, sensação de mal-estar e até mesmo desmaios. ”A glicose, bem como o oxigênio, é essencial para o funcionamento do cérebro. Portanto, deixar de realizar uma refeição saudável pela manhã pode até mesmo reduzir a concentração e piorar o humor, e é desaconselhável”, completa.

Ainda há casos em que a pessoa ao acordar consome apenas o famoso cafezinho preto, o que pode trazer sérias consequências ao longo do tempo. Isso porque o  café possui cafeína, uma substância que, além de estimulante do organismo, é estimulante da secreção ácida produzida no estômago com a finalidade de digestão dos alimentos. ”O estômago produz secreção ácida o tempo todo, mesmo que não seja o momento de uma refeição. Durante uma situação de jejum prolongado, somada à ingestão de café puro, a secreção poderá ter sua produção aumentada, e ficará por mais tempo em contato com as paredes do órgão, gerando um risco de agressão à sua mucosa e de desenvolvimento de gastrites e úlceras gástricas, ainda mais se ocorrer regularmente. Por isso, o ideal é ter o consumo de outros alimentos antes ou durante sua ingestão”, aconselha a especialista.

Para os diabéticos, a nutricionista alerta para o uso de insulina ou outras medicações para controle da glicemia. Dependendo da refeição realizada, podem provocar hipoglicemia, ainda mais se o paciente prolongou o jejum ao acordar ou em outros horários do dia. Portanto, a alimentação adequada é imprescindível no controle da diabetes, mesmo que o tratamento medicamentoso esteja sendo seguido na forma prescrita pelo médico.

O que consumir no café da manhã?

Para manter a glicemia em níveis estáveis e evitar sua queda, melhorando o rendimento e a concentração nas atividades realizadas pela manhã, o desjejum deve ser composto por alimentos fonte de carboidratos de digestão mais lenta, como pães feitos com farinhas 100% integrais, farelos e grãos, frutas frescas ou secas, alimentos fonte de proteínas, como leite, queijos e ovos, e alimentos fonte de gorduras boas, como as oleaginosas, sementes ou abacate.

Confira as sugestões elaboradas pela nutricionista Isadora Kaba Gomes para um café da manhã saudável e equilibrado.

Cardápio 1:

– 100ml de leite desnatado + 50ml café coado;
– 1 fatia de pão 100% integral na chapa + 1 fatia média de queijo branco;
– ½ mamão papaia + 1 colher (sopa) de semente de chia;

Cardápio 2:

– 200ml de água de coco;
– 2 torradas integrais + 2 colheres (sopa) de cottage temperado com orégano e 1 fio de azeite extravirgem;
– 3 colheres (sopa) de abacate ou avocado;

Cardápio 3:

– 100ml de café coado;
– Omelete (1 ovo + 1 fatia fina de mussarela + salsa, cebolinha e outros temperos a gosto);
– 1 banana prata amassada + 2 colheres (sopa) de farelo de aveia + 1 colher (sobremesa) rasa de pasta integral de amendoim sem açúcar;

Cardápio 4:

– 200g de mingau de aveia feito com leite desnatado e sem açúcar + 3 castanhas de caju + 1 Castanha-do- Pará;
– 1 xícara (chá) de morangos;

Cardápio 5:

– 200ml de iogurte natural desnatado + 2 colheres (sopa) de aveia em flocos + 1 colher (sopa) de semente de linhaça;
– 1 laranja pera com bagaço;

* Antes de seguir qualquer um dos cardápios, consulte seu médico.

 

Coloque as promessas de ano novo em ação sem prejudicar a saúde

 

2018 chegou e, com ele, várias promessas de mudanças, como, por exemplo, perder peso e se alimentar de maneira mais saudável. Tirar alimentos calóricos do cardápio, reduzir os doces, parar com a fritura e comer mais saladas e frutas é ótimo, mas é preciso tomar alguns cuidados para não prejudicar a saúde. Por isso, a nutricionista do Spa Estância do lago, Thais de Brito, dá algumas dicas para incluir os novos hábitos alimentares na rotina:

1) Não substitua refeições principais por sucos ou shakes. Isso pode parecer comum e viável especialmente nas dietas de verão, mas eles não saciam a fome e não possuem todos os nutrientes necessários ao organismo;

2) Programe-se para fazer a última refeição até às 20h. Durante o sono, o metabolismo é mais lento e o gasto energético menor. Se não tiver jeito e passou do horário, dê preferência aos alimentos mais leves, como frutas, verduras, legumes e iogurte desnatado;

3) Ao escolher sobremesas, opte por frutas, picolé de frutas ou gelatinas, por exemplo. Cuidado com natas, chantilly e chocolate;

4) Evite alimentos fritos, empanados, cremosos e à milanesa. Eles podem ter o dobro ou mais de calorias do que o mesmo alimento cozido ou grelhado;

5) Cuidado com petiscos. Ao invés do famoso amendoim, das azeitonas e salgadinhos, prefira queijo branco temperado com o mínimo de azeite e orégano, ou torradas com queijos cremosos light, berinjelas e pimentões;

6) Evite produtos embutidos como salames, bacon, defumados e salsicha, pois contém muito sódio em suas composições;

7) Beba pelo menos 2 litros de água diariamente;

8) Reduza o consumo de alimentos ricos em sódio. O excesso de sal por provocar pressão alta.

Convívio com a diabetes: 7 dicas para curtir as festas de fim de ano

Compartilhar é a palavra-chave das festas de fim de ano – compartilhar alegrias, presentes e, é claro, comida. Neste período, é preciso que se tenha bastante cuidado com a alimentação, especialmente no caso de pessoas com diabetes. Por isso, o endocrinologista Levimar Rocha Araújo, professor da Faculdade de Ciências Médicas de MG e da Metabólica, Instituto de Medicina Aplicada, traz algumas dicas de comportamento e alimentação para aproveitar o período sem culpa.

 

Hidratação é fundamental!

Beber bastante água é necessário para que o diabético se mantenha bem hidratado e controle a glicemia. “É importante beber pelo menos três copos de água antes de começar qualquer ingestão de bebida alcoólica. A água com gás é uma boa opção porque dá sensação de que a pessoa está satisfeita e faz com que ela não consuma tanto álcool”, explicou o especialista.

Controle da bebida alcóolica

Outro ponto importante é que a pessoa com diabetes precisa estar atenta ao consumo de álcool: pode beber, mas de forma moderada. Isso porque o álcool pode piorar alguns sintomas da doença, causando hipoglicemia ou aumentando rapidamente a taxa de açúcar no sangue.

Cuidado com as proteínas

Também é preciso estar atento à quantidade de proteína animal consumida nesta época. “Tem que ter cuidado com as doses de proteínas, que podem se transformar em açúcar no sangue, aumentando as taxas de glicose. As pessoas acham só que não podem comer açúcar, mas acabam comendo frutas e carnes em excesso. A proteína piora a insuficiência renal, que também é um quadro muito comum no diabético”, pontuou o endocrinologista.

Sucos: aliados ou inimigos?

Apesar de muitas frutas serem ricas em proteínas e fibras, algumas também são carregadas de açúcares e é preciso tomar cuidado com a quantidade. Por conta disso, o Dr. Levimar Araújo recomenda evitar grandes porções de laranja, manga, uva, melancia e caqui, que são ricas em nutrientes, mas também podem aumentar os níveis glicêmicos.

Antecipe a ceia

Não se deve fazer uma refeição pesada e logo em seguida deitar-se. O especialista aconselha consumir porções pequenas e antecipar a ceia para aproveitar melhor as festas. E depois de cerca de duas horas, é recomendável medir a glicemia.

Fibras e suas propriedades

As fibras diminuem a absorção de açúcares no sangue e, por isso, são boas para os diabéticos. Abacaxi, nozes, couve, aveia, cenouras, casca de maçã, entre outros alimentos podem compor uma ceia saborosa, diferente e saudável.

Medir a glicemia antes e depois de comer

Embora a rotina se altere nesta época do ano, é importante sempre medir as taxas de glicose no sangue antes e depois de comer, controlando a ingestão de gorduras e açúcares para aproveitar as festas de forma saudável e com qualidade.

Fonte: Assessoria de imprensa

Café: uma paixão mundial que traz benefícios para a saúde

Por Dr. Silvio Gioppato, cardiologista, coordenador médico-científico nos serviços de Cardiologia Invasiva do Hospital Vera Cruz, em Campinas, e no Instituto Dr. Jayme Rodrigues do Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí.

 

 

O café e o chá são as bebidas estimulantes – socialmente aceitas – mais consumidas no mundo. Estima-se que aproximadamente 90% dos adultos no planeta consumam café diariamente. Porém, o hábito varia de região para região e de país para país de acordo com fatores socioculturais e de desenvolvimento econômico.

O café é preferido nos países desenvolvidos, particularmente na Europa, à exceção da Inglaterra e Irlanda, onde a preferência é pelo chá. Nos Estados Unidos, mais de 150 milhões de pessoas consomem café diariamente e no Japão a prática corresponde a quase 50% da população adulta. E esse número vem crescendo a uma taxa de 1,3% ao ano desde 1998.

Estima-se que os países desenvolvidos respondam por 71% do consumo mundial de café. No Brasil, não existem estatísticas oficiais, mas segundo dados da ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), a bebida está presente em 95% dos lares e a ingestão per capita é algo em torno de 5kg de café torrado por ano.

O consumo diário também apresenta variações de acordo com o sexo e os hábitos de vida. Estatísticas americanas, canadenses e japonesas mostram que os homens bebem mais café do que as mulheres e os fumantes mais que os não fumantes.

Substâncias presentes no café       

A maioria das pessoas ignora que, além da cafeína, diversas outras substâncias bioativas estão presentes no cafezinho que consomem diariamente, e essas substâncias podem ter um impacto maior do que a própria cafeína sobre o organismo.

O grão de café verde possui uma grande variedade de sais minerais, aminoácidos, vitamina B3, açúcares, lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres, e ácido clorogênico, que é o componente de maior concentração até que a própria cafeína.

No entanto, a maioria dessas substâncias sofre modificações durante o processamento do grão (secagem e torra) e apenas a cafeína – que é o único componente termoestável – não se altera. Todos os demais podem ser destruídos, modificados ou mesmo preservados, dependendo do tempo e da temperatura de torrefação.

Como exemplo, os ácidos clorogênicos, que no processo de torrefação formam quinídeos, substâncias com potente ação sobre o sistema nervoso central, produzindo sensação de bem-estar e podendo colaborar na prevenção e tratamento da depressão.

A influência do modo de preparo na composição do café

Do mesmo modo que o processamento do grão pode modificar a composição do café, a forma de preparo também. Existem várias técnicas que variam de país para país ou mesmo de região para região dentro de um mesmo país. No Nordeste do Brasil, por exemplo, prevalece o preparo do café fervido ou estilo escandinavo (sem filtração do pó).

Já no Sudeste, a preferência é pelo filtrado (filtro de papel) ou à moda brasileira, no filtro de pano. Existe ainda o café expresso preparado pela passagem da água quente sob pressão pelo pó compactado, além do café instantâneo.

Em cada uma dessas técnicas, o resultado final será diferente e consequentemente os efeitos sobre o organismo também. Nas formas fervido e expresso há uma maior concentração de gorduras por dose. Já no café filtrado, as gorduras e parte da cafeína ou não são extraídas do pó ou ficam retidas no filtro.

Efeitos sobre o organismo

Sistema Nervoso Central – Tem sido demonstrado que a cafeína exerce efeitos sobre o humor e o comportamento tanto de forma aguda como crônica, entretanto, esses efeitos variam dependendo da população em estudo, da quantidade e da duração da exposição à substância. Em pessoas descansadas, doses baixas ou moderadas (1 a 2 xícaras por dia) melhoram o estado de alerta e o tempo de reação. Nos indivíduos privados do sono, a cafeína atua positivamente numa variedade de funções, incluindo aprendizado e tomadas de decisões. De modo geral, o consumo de café leva a um aumento no estado de alerta, na energia mental e na capacidade de concentração, particularmente em indivíduos fatigados ou trabalhando a noite.

Dor de cabeça – A cafeína tem propriedades farmacológicas que podem aliviar ou gerar dor de cabeça. Há muito tempo tem sido utilizada no tratamento desse tipo de dor por suas ações analgésicas, contudo, em algumas pessoas o uso crônico do café está associado à ocorrência de enxaqueca. Os mecanismos dessa divergência de ações ainda não estão totalmente elucidados.

Parkinson e Doença de Alzheimer – As evidências ainda são pequenas e os mecanismos ainda não esclarecidos, mas estudos mostram que o consumo regular de café pode conferir uma proteção contra o desenvolvimento tanto da doença de Parkinson quanto do Alzheimer.

Câncer – Não há qualquer evidência que aponte a relação entre consumo de café e ocorrência de qualquer tipo de câncer. No entanto, existem razões para postular que o café pode reduzir o risco de câncer por causa das suas propriedades antioxidantes.

Osteoporose – Vários estudos sugerem uma relação inversa e dose-dependente entre consumo de café e redução na densidade óssea. Um estudo com mulheres idosas (70-73 anos) apontou que o consumo de cinco ou mais copos de café por dia se associou a redução da densidade óssea. Outro mostra que em mulheres em uso de cálcio, o consumo de café teve efeito sobre a densidade óssea. Mas no grupo de mulheres sem reposição de cálcio houve uma relação inversa entre o consumo de café e a densidade óssea.

Performance atlética – Muitos estudos mostram que a cafeína melhora o desempenho físico numa grande variedade de atividades físicas com componentes aeróbicos. Tanto que o Comitê Olímpico Internacional proíbe concentrações de cafeína urinária acima de 12mcg/dl, que corresponderia a uma ingestão de três a seis copos de café. Os atletas são avisados desses riscos e orientados a não consumir mais de três xícaras por dia.

Mortalidade – Estudos observacionais apontam uma relação inversa e dose-dependente entre consumo de café e mortalidade. Uma grande meta-análise de 2014 com 18 estudos prospectivos encontrou que o consumo moderado de quatro xícaras por dia se associou a uma redução de 16% no risco de morte por todas as causas. O maior desses estudos foi conduzido nos EUA e envolveu cerca de 400 mil pessoas que foram acompanhadas por 13 anos. Houve uma redução de 10% no risco de morte entre os homens e 13% entre as mulheres que consumiram de duas a três xícaras por dia. O máximo benefício da cafeína é visto em doses moderadas de 2 a 3mg/kg com poucos efeitos colaterais.

7 dicas para manter a saúde dos pés no verão

Com a chegada do calor é comum usar roupas mais leves que combinam com sapatos abertos, como chinelos e sandálias. Por isso, nessa época do ano é preciso ficar atento à exposição dos pés, principalmente quem tem diabetes, pois é comum o ressecamento da pele e, com ele, o aparecimento de calos e rachaduras que, se não tratados, podem levar a graves complicações.

A enfermeira estomaterapeuta Maria Lucoveis, diretora da clínica especializada em pés, feridas, estomias e incontinências Stay Care, de São Paulo dá dicas fáceis e rápidas de como manter a saúde dos pés.

1) Tenha diabetes ou não, evite lixar o calcanhar e a sola dos pés. Dê preferência à esfoliação que ajuda na remoção de células mortas sem agredir a pele. Com o auxílio de um esfoliante, massageie delicadamente dando mais ênfase à sola e regiões mais ásperas. A esfoliação deve ser realizada a cada 15 dias ou 1 vez por semana para quem possui os calcanhares mais ásperos. Uma boa dica é preparar um esfoliante caseiro com mel e fubá, pois o mel é um excelente hidratante natural. No entanto, se houver a presença de ferimentos nos pés a esfoliação não deve ser realizada e o profissional de saúde deve ser consultado imediatamente;

2) Após a esfoliação, aplique hidratante de sua preferência e envolva os pés com filme transparente de 20 a 30 minutos para potencializar a hidratação. Hidratar a pele ajuda a prevenir o ressecamento e as temidas rachaduras;

3) Para finalizar, faça massagem com cremes que contenham óleos essenciais de efeito terapêutico ou extrato de plantas como alecrim, arnica, calêndula, alfazema, lavanda, cipreste, etc. Os resultados são sentidos de imediato: pés macios, pele bonita e, principalmente, relaxamento e alívio das tensões do dia a dia;

4) Realize o corte das unhas de forma reta obedecendo à anatomia dos dedos para evitar que as mesmas fiquem encravadas. As laterais salientes das unhas podem ser discretamente arredondadas. A unha encravada pode desencadear quadros leves a severos de dores, impossibilitar o uso de calçados fechados, provocar infecções graves e até mesmo amputação do dedo em pessoas com diabetes. Portanto, a prevenção e o tratamento precoce são de suma importância;

5) Evite remover a cutícula das unhas, pois serve como proteção contra agentes agressores ao organismo. As sujidades e o excesso de células mortas podem ser removidos com auxílio de uma espátula e escovação das unhas com escova de dente de cerdas macias;

6) Alicates, palitos e lixas são fontes de contaminação, portanto, devem ser de uso individual. Se for compartilhar, o alicate deve ser esterilizado em autoclave. O palito e a lixa devem ser descartáveis;

7) Caso tenha o hábito de esmaltar as unhas não compartilhe o esmalte, pois também é uma fonte de contaminação. Pelo menos um dia por semana deixe as unhas livres de esmalte para que possam transpirar de forma adequada.

Utilização incorreta de agulhas e seringas na aplicação de insulina diminui eficácia do tratamento

Quem tem diabetes sabe como é a rotina para o controle da glicemia: controle de carboidrato, alimentação balanceada, prática de atividades físicas, medicamentos (para os que não são insulinodependentes) e aplicação de insulina que deve ser feita sem desvios. Porém, para alguns pacientes, falta a orientação dos profissionais com relação aos locais onde são feitas essas aplicações, o que pode causar a lipodistrofia.

Caracterizada por complicações decorrentes de injeções de insulina aplicadas sempre no mesmo local do corpo, em que aparecem nódulos e caroços na pele, a lipodistrofia é muito pouco conhecida e discutida. A recomendação da Anvisa e dos fabricantes é que o uso da agulha seja o uso único. Porém o insumo chega a ser usado pelos pacientes de três a cinco aplicações por dia, seja por conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha e, principalmente, falta de orientação apropriada por parte dos profissionais de saúde.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) concluiu recentemente, após estudo, em posicionamento oficial inédito, que a reutilização de agulhas e seringas para insulina é prejudicial ao paciente e não é uma prática recomendada. A Consultora Educacional da multinacional de tecnologia médica BD, Carolina Mouro, explica que as agulhas, quando reaproveitadas, perdem afiação e sofrem alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo por causa da cristalização da insulina. Na seringa, a escala de graduação desaparece, o que amplia erros no registro da dose do hormônio.

“A condição compromete toda a eficácia do tratamento, pois gera um caroço na pele e, mesmo assim, o paciente continua aplicando a insulina naquele local. O que acontece com o organismo é que ele não absorve mais a insulina e é preciso aumentar a dose para atingir o mesmo resultado” alerta o médico endocrinologista Larry Hirsch. “Além de gerar mais custos para o paciente, a agulha reaproveitada aumenta a dor no local da aplicação, pois perde afiação e sofre alterações, com risco de quebra e bloqueio do fluxo, por causa da cristalização da insulina”, complementa.

Não se sabe ao certo em quanto tempo essa condição pode aparecer mas, ainda de acordo com Krakauer, calcula-se que leva de 4 a 5 meses. ”Sabe-se que, quanto mais tempo um paciente recebe injeções de insulina no mesmo local, maior a chance de desenvolver também a lipo-hipertrofia, que são infecções do tecido subcutâneo que provocam casos inexplicados de hipoglicemia, variabilidade glicêmica, leve aumento da HbA1C, dor e desconforto nas aplicações”, explica o médico.

Prevenção

Infelizmente, a lipodistrofia ainda é um problema pouco conhecida inclusive pelos profissionais de saúde. Em uma recente pesquisa mundial feita com 13.000 pacientes insulinodependentes em 42 países, quase 40% disse que não consegue se lembrar de ter seus locais de injeção examinados por seu médico ou enfermeiro.

Por isso, o Dr. Hirsch alerta que educar os pacientes na Técnica de Injeção adequada, é a melhor forma de prevenção. ”Os pacientes devem ser ensinados a injetar em áreas maiores, como abdômen, parte de trás do braço, coxa externa e nádega, para girar ou mover corretamente suas injeções – pelo menos 1 largura de dedo, ou cerca de 1 cm – de uma injeção para a próxima, e para fazer essa rotação em um padrão – linhas, círculos, quadrados, etc. A ideia é tentar evitar a injeção no mesmo local, por pelo menos duas semanas. Evite, por exemplo, injetar no meio do abdômen esquerdo uma vez, depois no meio do abdômen direito, e voltar ao meio do abdômen esquerdo, pois isso resultará em duas áreas de lipo-hipertrofia. A reutilização de agulhas também deve ser evitada sempre que possível”, aconselha.

Vacinas ajudam na prevenção de complicação da diabetes

São pelo menos 16 milhões de diabéticos no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pelo menos porque, de acordo com a Federação Internacional do Diabetes, um em cada dois diabéticos brasileiros nem sabe que tem a doença, o que elevaria esse total para cerca de 24 milhões de pessoas. E, mesmo aqueles com diabetes sob controle, com glicemia, pressão arterial e colesterol dentro da normalidade, muitas vezes pecam na prevenção.

“Os quadros infecciosos são muito complicados para os diabéticos de qualquer idade e muitas vezes o paciente não é informado da lista de vacinas que deve tomar”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinação (ABCVAC), Geraldo Barbosa. De acordo com ele, encabeçam essa lista as vacinas anuais contra gripe e, principalmente, contra a pneumonia. “são duas complicações graves para os diabéticos, já que ambas tendem a elevar perigosamente os níveis de açúcar no sangue. Os diabéticos de qualquer idade têm acesso à vacina contra gripe na rede pública, mediante apresentação de receita médica comprovando o quadro clínico, mas apenas aqueles com mais de 60 anos podem receber também a vacina contra a pneumonia. “Para a maioria dos doentes ela só está disponível nas clínicas privadas e é bom lembrar que o diabetes tipo 2 vem acometendo pacientes cada vez mais jovens,” alerta Barbosa.

Outra recomendação importante é a vacinação contra as hepatites A e B. O Centro de Controle de Doenças Infecciosas (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, indica ainda que os diabéticos adultos tomem a vacina tríplice, contra tétano, difteria e coqueluche, lembrando que esta última, que estava praticamente desaparecida, voltou a circular pelo mundo na esteira dos movimentos antivacina. A lista inclui também a vacinação contra o herpes zoster. “Nosso conselho é que o diabético converse com seu médico sobre seu calendário de vacinas e esteja protegido contra infecções que podem ter efeito grave sobre seu quadro clínico.”

O Ministério da Saúde reforça o alerta à população sobre o crescimento da doença no país. O diagnóstico da enfermidade aumentou 61,8% em 10 anos, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. Entre 2006 e 2016, o número de pessoas que dizem saber do diagnóstico de diabetes passou de 5,5% para 8,9%. As mulheres lideram o ranking: 9,9% da população feminina declarou possuir a doença contra 7,8% dos homens.

O crescimento do diabetes é uma tendência mundial, devido ao envelhecimento da população, mudanças dos hábitos alimentares e prática de atividade física. De acordo com a Pesquisa Vigitel, 18% da população das capitais brasileiras consomem alimentos doces em cinco ou mais dias da semana, sendo maior entre mulheres (19,7%) do que entre homens (16,0%). O comportamento é mais comum entre jovens de 18 a 24 (26,2%) seguido pela faixa etária de 25 a 34 (20,6%). O levantamento foi feito, a partir de perguntas que indagavam sobre a frequência semanal do consumo de sorvetes, chocolates, bolos, biscoitos ou doces. “Alimentação adequada e prática de exercícios físicos é essencial para conter a doença. Além da ampliação de acesso ao tratamento, temos atuado fortemente na promoção de hábitos saudáveis”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Número de crianças e jovens com diabetes tipo 2 aumenta expressivamente e preocupa especialistas

Dados da International Diabetes Federation, entidade ligada à organização das Nações Unidas (ONU), apontam que mais de 380 milhões de pessoas no mundo todo tem diabetes. Somente no Brasil, esse número chega a 16 milhões e, segundo o Ministério da Saúde, a última década apresentou aumento de mais de 60% nos casos.

O endocrinologista do Spa Estância do Lago, Dr. Fabiano Lago e também membro da Sociedade Brasileira de Diabetes, ressalta que cada vez mais a patologia aparece mais cedo. “A diabetes adulta, do Tipo 2, vem crescendo expressivamente na infância e adolescência. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, situações simples de serem revertidas’’, ressalta.

De acordo com o especialista, a taxa de glicose no sangue pode ser reduzida com a perda de peso, que pode ser entre 5% e 10%. ‘’Ou seja, basta incorporar uma alimentação um pouco mais saudável aliada a atividades físicas prazerosas, especialmente em se tratando de criança e adolescente”, orienta Dr. Lago.

Sobre o tratamento, o médico aponta maneiras especiais para tratar a criança e o jovem. “Eu me torno amigo dos meus pequenos pacientes em fase de reeducação alimentar, e não alguém que impõe um sofrimento. Os pais precisam estar engajados no tratamento, evitando o termo dieta, falando em alimentação saudável para toda a família, mudando apenas um hábito por consulta, facilitando assim o processo de mudança”, explica.

Mulheres têm mais chance de desenvolver a doença

Em 2017, o tema para a campanha em prol do Dia Mundial do Diabetes, celebrado no último 14 de novembro, foi “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. E o especialista também comenta o comportamento da doença no público feminino. “As mulheres estão em maior risco de desenvolver diabetes na fase do climatério. A queda dos níveis hormonais femininos favorece o acúmulo de gordura abdominal, em especial gordura visceral, aumentando o risco de resistência à insulina e diabetes”.

Ainda para mensurar o cenário, uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, com um grupo de mil homens e mulheres, revelou que a diabetes tem mais prevalência nas mulheres, por fatores metabólicos, sedentarismo e aumento de gordura. O estudo mostrou ainda que pacientes femininos têm 44% mais chances de desenvolver doenças coronarianas.

 

Médico alerta sobre os riscos da ‘cirurgia do diabetes’

Em recente parecer emitido pelo Conselho Federal de Medicina, é reconhecida a cirurgia metabólica para o tratamento de pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30kg/m² e 34,9kg/m² e que não tenham tido resposta ao tratamento clínico convencional. Na prática, autoriza que médicos realizem cirurgia bariátrica em pacientes que não tenham obesidade mórbida, o que preocupou alguns especialistas.

Para o médico-cirurgião Cid Pitombo, recordista em cirurgia bariátrica no Sistema Único de Saúde (SUS), essa decisão do CFM pode não ser a mais correta para esses pacientes. Para ele, essa decisão pode parecer com ofertas milagrosas de emagrecimento e procedimentos invasivos e arriscados desnecessariamente.

“Há cerca de 20 anos estou envolvido com cirurgia bariátrica. Fiz minha tese de mestrado e doutorado no assunto, operei e dei aula no mundo todo, fui o único brasileiro presente no Primeiro Encontro sobre ‘cirurgia do diabetes’ do mundo, em Strasbourg, na França em 2006. Essa breve introdução é para me credenciar no que desejo falar: o Conselho Federal de Medicina “libera” que pacientes entre 30 e 35 de IMC possam ser candidatos a procedimentos cirúrgicos, antes restrito a obesos mórbidos. Concordo plenamente que os efeitos da cirurgia sobre a população de obesos mórbidos é indiscutivelmente benéfico, mas me preocupa a ideia de que isso seja “aberto” de uma forma mais ampla. Se você é portador de diabetes, está com o IMC entre 30 e 35, antes de ser operado, tenha certeza que tanto seu cirurgião, quanto o grupo de endocrinologistas que vão te avaliar, são realmente especializados nesse assunto’’, ressalta Pitombo.

Próximo de atingir a marca de 2 mil operados no Hospital Estadual Carlos Chagas, no Rio de Janeiro, o especialista garante que não existe mágica contra a obesidade. Ela é uma doença grave e precisa ser tratada de forma séria. Os pacientes devem buscar se informar sobre as técnicas e profissionais reconhecidas pelo Conselho de Medicina para não colocarem suas vidas em risco.

Mudança de hábitos é a melhor prevenção

 Desde 2010, quando a equipe do dr. Cid Pitombo criou o Programa de Cirurgia Bariátrica no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, a média de atendimentos ambulatoriais é mantida em média em 2.000 por mês e a taxa de sucesso é de 99%. A equipe do Programa é multidisciplinar, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A cirurgia não é o objetivo principal e sim a qualidade de vida e a mudança de hábitos. “É um trabalho de resgate desses pacientes. Devolvemos à sociedade o paciente antes obeso que não trabalhava, que tinha vergonha de comprar roupas e que não tinha mais vida afetiva.”, conta Pitombo.

 

Dia do Diabetes: conheça a lista de alimentos que são verdadeiros aliados do controle glicêmico

Quem convive diariamente com o diabetes sabe: ter uma alimentação balanceada é fundamental para manter o controle da taxa de açúcar no sangue e melhorar a qualidade de vida. Segundo o nutrólogo Oswalmir Sá, da clínica Corpometria, no tratamento, o uso de medicamento, apesar de essencial, é tão importante como seguir uma dieta específica e balanceada.

“No controle do diabetes é importante ter constância na alimentação, manter uma dieta mista e acompanhada por nutricionista, inclusive nos fins de semana, sem exagerar com produtos industrializados, e optar sempre por alimentos in natura ou pouco industrializados”, esclarece.

O médico alerta também para alguns erros comuns cometidos por quem convive com a doença. Dentre eles, trocar produtos naturais por industrializados como os lights e diets; ficar sem se alimentar por muito tempo e depois fazer grandes refeições; e o consumo exagerado de frutas, podem prejudicar no tratamento, pois afetam diretamente no controle glicêmico do organismo.

Para os diabéticos que querem melhorar a convivência com a doença, o nutrólogo sugere uma lista com alguns alimentos que não podem faltar:

Feijões – carioca, preto, branco. Todos os tipos contêm diversas vitaminas e minerais como magnésio e potássio, além de fibras. Mesmo contendo carboidratos, os feijões têm muitas proteínas;

Vegetais de folhas escuras – espinafre, brócolis e couve têm vitaminas A, C, E e K, além de ferro, cálcio e potássio. Possuem baixa quantidade de calorias e carboidratos;

Frutas cítricas – laranja, limão, lima, mexerica e outras. Essas frutas, se comidas com bagaço, têm grande quantidade de fibras que ajudam a controlar a glicemia, além de vitamina C e potássio;

Batata-doce – o carboidrato da batata-doce é de baixo índice glicêmico, além disso pode ser usada para tentar enganar o desejo de comer doces;

Cerejas e morangos – possuem antioxidantes que combatem o envelhecimento, vitaminas e minerais;

Tomate – é fonte de vitamina C e E. Possuem potássio, além dos antioxidantes que aumentam ou diminuem conforme a forma de preparo;

Peixes com ácidos graxos Ômega 3 – salmão, sardinha, truta e atum. A gordura ômega 3 pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e inflamações. A American Diabetes Association recomenda a ingestão desses tipos de peixes no mínimo duas vezes por semana;

Castanhas – um punhado de castanhas pode prover uma boa quantidade de gorduras boas e diminuir a fome. Além disso, possuem magnésio e fibras. Algumas castanhas e sementes como chia e linhaça ainda possuem ômega 3;

Cereais integrais – apenas aqueles que são 100% integrais como aveia, quinoa, farinhas integrais e amaranto. Estes produtos são fontes de magnésio, vitaminas do complexo B, cromo, ferro e folato e são ótimas fontes de fibras;

Ômega-3 ajuda a evitar complicações da diabetes

Famoso por ajudar na manutenção do coração, o ômega-3 é um nutriente fundamental para a saúde. Isso porque, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a ingestão diária ideal de ômega-3, entre 2 e 4 gramas, traz comprovadamente diversos benefícios ao organismo, como a promoção da boa saúde do coração e do cérebro, a redução  do estresse oxidativo e da aterosclerose, possui ação anti-inflamatória e antidepressiva, além de atenuar os sintomas da síndrome do olho seco e na prevenção das crises de psoríase.

Para os pacientes diabéticos, esse aliado da saúde também faz muito bem ao organismo. Segundo a consultora científica da Biobalance, Dra.  Maria Inês Harris, não há restrições sobre o consumo de ômega-3 por quem tem a doença. ”Pelo contrário. Existem estudos que mostram que os níveis mais elevados de  EPA e DHA estão diretamente associados a uma maior sensibilidade à insulina e a menores índices glicêmicos”, afirma.

Ainda de acordo com a especialista, a suplementação com ômega-3 oferece vários benefícios, destacando-se sua atividade no controle dos quadros inflamatórios, além de permitir uma maior sensibilidade à insulina e o controle lipídico.

”Todos esses fatores são especialmente importantes para a diabetes tipo 2, no qual se estabelece um quadro inflamatório crônico devido à resistência à insulina. O aumento das taxas de triglicerídeos, associada a esse quadro inflamatório crônico, predispõe o paciente diabético tipo 2 a várias comorbidades, especialmente doenças coronarianas e AVC. Dessa forma, controlando o quadro inflamatório , o ômega-3 auxilia na preservação de complicações do paciente diabético tipo 2”, explica Maria Inês.

Além disso, como o nutriente reduz o quadro inflamatório e os níveis plasmáticos de triglicerídeos, consequentemente, os riscos cardíacos também são reduzidos, uma vez que são esses os principais gatilhos para essas manifestações de doenças do coração.

Apesar de não haver restrições sobre o consumo do ômega-3, é sempre importante consultar um médico antes, pois só um especialista pode indicar a quantidade ideal para cada caso.

Fontes de ômega-3

Alimento Porção Quantidade em ômega 3 Energia
Sardinha 100 g 3,3 g 124 calorias
Arenque 100 g 1,6 g 230 calorias
Salmão 100 g 1,4 g 211 calorias
Atum 100 g 0,5 g 146 calorias
Sementes de chia 28 g 5,06 g 127 calorias
Sementes de linhaça 20 g 1,6 g 103 calorias
Nozes 28 g 2,6 g 198 calorias
*Fonte: Site Tua Saúde

Campinas ganha clínica especializada no tratamento de feridas

Uma das principais complicações causadas pela diabetes são lesões que acabam em amputações. Dados de estudos do Ministério da Saúde mostram que 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa a diabetes mal controlada: são 55 mil amputações anuais.

Tais feridas são resultado da diminuição da sensibilidade predispõe à ocorrência de traumas e ferimentos que passam desapercebidos ou não são adequadamente tratados e colocam o paciente em alto risco de infecções graves e amputações. Dados epidemiológicos mostram que 80 % das amputações não traumáticas são devidas à presença do diabetes e 85% destas amputações são precedidas pela ulceração do pé.

Um dos problemas mais comuns especialmente em quem tem o tipo 2 da doença é o ”Pé de Charcot”, um problema sério que pode levar à mudanças dramáticas da forma dos pés, como fraturas e deslocamentos dos ossos dos pés e/ou tornozelo, que ocorrem como resultado de pequenos traumatismos.

Para tratamento e prevenção das complicações citadas acima, chega em Campinas a clínica Leviva, especializada em feridas agudas e crônicas decorrentes da diabetes e outras doenças, com enfoque também nas áreas de cuidados dos pés e estomias. Fundada pelas enfermeiras e especialistas Virgínia Volpato Santichio e Valéria Masson,  a Leviva traz um conceito moderno no tratamento de lesões de pele, dispondo de técnicas baseadas em evidências científicas e equipamentos modernos.

A clínica conta com profissionais altamente qualificados, sendo as responsáveis profissionais de enfermagem com experiência nas áreas de dermatologia, estomaterapia, laserterapia de baixa intensidade, ensino e pesquisa. Possuem, ainda, histórico acadêmico em Universidades, participação em associações na área de dermatologia e revisão de artigos científicos em periódicos da área.

A Leviva oferece:

–  Assistência de enfermagem especializada a portadores de lesões causadas por doenças crônicas, como: lesões neuropáticas, vasculares, por pressão;

– Tratamento especializado em lesões traumáticas, queimaduras e feridas pós operatórias;

–  Prevenção e tratamento de complicações nos pés de portadores de diabetes;

– Assistência de enfermagem especializada para estomizados (gastrostomias, colostomias, derivações urinárias/urostomias, entre outros), drenos, cateteres, fístulas.

– Orientações de enfermagem e tratamento domiciliar;

– Consultoria em tratamentos de lesões agudas e crônicas, estomias, drenos e cateteres, cuidados com os pés e saúde do trabalhador;

– Cursos in company nas áreas de enfermagem em dermatologia,  estomaterapia e saúde do trabalhador.

Técnicas e recursos

– Laserterapia de baixa intensidade;

– ILIB – laserterapia sistêmica;

– Desbridamento instrumental;

– Eletroterapia coadjuvante no processo de cicatrização;

– Instrumentos para avaliação de complicações nos pés;

– Soluções e coberturas de alta tecnologia;

– Tratamento por pressão negativa.

Evento gratuito

De 22 a 29 de novembro, a Leviva realizará consultas gratuitas para pessoas com diabetes que queiram passar por avaliação dos riscos para desenvolver pé diabético. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 9.8447.4645. As consultas serão realizadas sempre no período da tarde, das 14 às 17 horas.

Serviço:

Clínica Leviva 

Endereço: Av. Andrade Neves, 295, sala 112, Centro em Campinas/SP.

Tels: (19) 984474645 / (19) 999598964 / (19) 33256304

E-mail: contato@leviva.com.br

 

Fortalecimento muscular é a melhor ´arma´ contra o AVC

”Globesidade”. O novo termo criado por especialistas de saúde para traduzir o que acontece no mundo atualmente. Com uma rotina pesada, a falta de tempo e o fácil acesso a junk food (comida industrializada rica em sódio, açúcar, etc.), o sedentarismo é um problema cada vez mais preocupante. A má alimentação, junto com a falta de atividade física, levam cada vez mais pessoas à obesidade, que ocasiona em doenças crônicas, como a diabetes tipo 2.

”A perda de massa magra é uma consequência da falta de exercícios. E não digo só academia. Atividades simples, como ir a pé à padaria ou à farmácia, deixaram de ser praticadas. E quanto mais velha a pessoa fica, pior, pois a falta de massa magra prejudica o metabolismo”, explica a fisioterapeuta Márcia Viana, diretora da Clinica que leva o seu nome.

Especialista em fisiologia do exercício e treinamento resistido, Márcia alerta que, para manter a massa magra, o exercício de força é fundamental e pode ajudar a evitar complicações gravíssimas, como o acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com ela, a prática de atividade física de força diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial nas ações cotidianas, desde as que exigem pequenos esforços ­– como levantar da cadeira e subir escadas – até nas tarefas mais difíceis, a exemplo do deslocamento de objetos pesados.

“As pessoas mais fortes utilizam menor número de fibras musculares para realizar as atividades físicas e por isso não precisam de tanto esforço para executar movimentos, diferente da intensidade aplicada pelas pessoas mais fracas nas mesmas ocupações”, ressalta.

Sobre o AVC, a profissional esclarece que existem dois tipos: o isquêmico e o hemorrágico. O AVC isquêmico é decorrente de uma obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, ocasionando a falta de fornecimento de sangue na região afetada. Esse tipo é mais comum em idosos, principalmente que tenham diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, problemas vasculares e que fumam. É o mais popular e atinge 80% das vítimas de acidentes vasculares.

”O fortalecimento muscular é fundamental para os pacientes que têm diabetes tipo 2, pois são os músculos que proporcionam melhor captura de glicose do sangue”, afirma Márcia. Nos casos de AVC isquêmico, os sintomas costumam ser de perda repentina da força muscular e da visão, sensação de dormência no rosto e membros, dificuldade para falar, tonturas, formigamento em um dos lados do corpo e alteração de memória.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando sangramento intracraniano. Menos comum, atinge 20% das vítimas do derrame e acontece também em pessoas mais jovens. A evolução é mais grave, sendo capaz até de trazer maiores complicações, como: edema cerebral, crises epiléticas, depressão, úlceras de decúbito (feridas na pele decorrentes da imobilidade), infecções e tromboses. As características que podem definir esse ataque são dor de cabeça repentina, aumento da pressão intracraniana, edema cerebral, náuseas e vômitos e déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo tipo isquêmico.

Em ambos os casos, o serviço de saúde deve ser acionado imediatamente. Porém, o atendimento rápido e assertivo diminui o risco de sequelas e ajuda no tratamento posterior ao acidente. Márcia complementa: “se o indivíduo estiver fraco, todas as outras atividades necessitarão de muito mais esforço do coração e das articulações, com um desgaste e um risco muito maiores”, observa.

Recomendaçõs

As atividades que proporcionam fortalecimento muscular são recomendadas para todas as idades, desde que sejam acompanhadas e orientadas por profissionais capacitados. Já os exercícios aeróbicos, que proporcionam aumento da frequência cardíaca, são restritos a quem tem problemas do coração. ”É importante destacar que os exercícios funcionam a longo prazo, ou seja, devem ser praticados frequentemente e durante a vida toda”, finaliza Márcia.

Sem tratamento adequado, varizes podem provocar graves problemas circulatórios

As varizes são um problema que assombram milhares de pessoas, principalmente porque deixam as pernas com uma aparência desagradável. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Circular Vascular, cerca de 45% de mulheres e 30% dos homens são afetados no país. Porém, muito além da questão estética, estão os problemas de saúde ocasionados pelas varizes. Se não tratadas, podem resultar em problemas circulatórios, coágulos que levam à trombose, embolia pulmonar, entre outras complicações graves.

De acordo com o médico e especialista em cirurgia vascular e endovascular, Dr. Rogério Neser,  o aparecimento de varizes está fundamentalmente relacionado a dois fatores principais: antecedentes familiares e ao processo fisiológico do envelhecimento. Portanto, nesses casos, não se pode controlar. ”Existem algumas condições que podem se somar a estes fatores, acelerando ou intensificando o processo. Vida sedentária, obesidade, atividades profissionais que exijam permanecer muitas horas em pé ou sentado podem agravar o problema”, afirma.

Ainda segundo Neser, as mulheres estão mais susceptíveis ao desenvolvimento das varizes possivelmente por fatores hormonais . Além disso, especificamente para o sexo feminino, o uso de pílulas anticoncepcionais e a gravidez também podem agravar a situação de quem já tem uma predisposição genética.

Em mulheres com diabetes, a doença não favorece o aparecimento de varizes e também não agrava o problema pois, como citado acima, esse é um fator genético na maioria dos casos. Porém, o índice glicêmico fora de controle pode desencadear outros problemas circulatórios, como obstruções das artérias das pernas, doença nas artérias coronárias e acidentes vasculares cerebrais.

Tratamento

Os tratamentos para varizes variam de acordo com o tamanho das veias. As mais calibrosas  geralmente são melhores tratadas por meio de cirurgia, ou seja, a retirada da veia. Já as telangectaisas, conhecidas como “vasinhos”, habitualmente são tratadas por escleroterapia, o que popularmente se conhece como “secagem de vasos”, em que é realizada a aplicação de medicamentos dentro dos vasos.

Obviamente, todo tratamento médico tem seus riscos, mas os de varizes são muito seguros, com uma taxa extremamente baixa de complicações. ”Antes de qualquer tratamento, o médico deve fazer uma avaliação da paciente e muitas vezes são necessários exames complementares. Assim, o procedimento pode ser indicado ou contra-indicado com segurança”, explica Neser.

 

Detox: a importância dos alimentos naturais para a saúde

Com tantas opções rápidas de se alimentar, como os fast foods e comidas industrializadas, o excesso de gordura, açúcar e corantes acaba prejudicando a saúde de muitas pessoas e causando doenças como o colesterol elevado, diabetes e obesidade. Como alternativa, muitos acabam aderindo a famosa dieta Detox. Mas como funciona esse processo de desintoxicação? Será que ele realmente emagrece? Quanto tempo leva para uma desintoxicação completa do organismo?

Segundo a mestre em Metabolismo e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Unic, Patrícia Ceolin Grassi, naturalmente, o organismo já possui um sistema de desintoxicação. Porém, com as dietas pobres em concentração de fibras, fitoquímicos, vitaminas, antioxidantes (frutas, verduras, legumes), e com uma grande quantidade de alimentos ricos em corantes, adoçantes, conservantes, acidulantes, emulsificantes (aditivos químicos), gorduras trans, açúcar refinado e sódio, o corpo, naturalmente, começa a não funcionar tão bem como deveria.

A especialista explica ainda que o principio da dieta desintoxicante é justamente retirar o máximo possível de produtos industrializados e acrescentar alimentos ricos em nutrientes, vitaminas, minerais, fibras e fitoquímicos. “As pessoas que consomem doces, gorduras e alimentos industrializados esporadicamente não precisam se preocupar, já que o organismo consegue fazer este tipo de desintoxicação sozinho”, reforça.

A dieta detox auxilia o emagrecimento?

Segundo Patrícia, sim. Naturalmente a pessoa perderá peso, pois trocará os produtos com calorias vazias (produtos com poder energético, porém sem nutrientes necessários como vitaminas, minerais e fibras) de uma dieta inflamatória por “alimentos de verdade”. “O indivíduo mudará o seu padrão alimentar e o seu organismo responderá de maneira positiva”.

E o suco detox?

“Um alimento isoladamente não emagrece. Não adianta tomar um suco verde pela manhã ou no lanche da tarde e ficar o resto do dia se alimentando de produtos industrializados ou ricos em gorduras e açúcares”, afirma Patrícia. Ela ressalta ainda que a verdadeira dieta desintoxicante não é líquida, mas variada, com frutas, verduras, legumes, carboidratos saudáveis, integrais, carnes magras, peixes, sementes, azeite de oliva e com poucos produtos industrializados.

É uma dieta para todos?

“O profissional nutricionista avaliará as individualidades de cada paciente pois, uma pessoa com cálculo renal, por exemplo, não pode exagerar em verduras verde escura, como a couve crua, devido a quantidade de oxaloacetato (formado a partir do oxalato de cálcio) que prejudicará seu quadro patológico e clínico”, esclarece a docente. O profissional nutricionista está habilitado a saber e conhecer profundamente as necessidades nutricionais de cada um de seus pacientes e ajustar sua alimentação.

Entenda porque seguir exercícios da internet pode ser perigoso

Uma infinidade de opções em alimentação, vestuário e atividades estão disponíveis no mercado “fit”. A busca por hábitos mais saudáveis se tornou tão presente no dia a dia que existem diversos perfis em redes sociais que prometem tornar esse lifestyle mais dinâmico e acessível, inclusive quando se fala em atividade física. Porém, seguir exercícios sem a prescrição e acompanhamento de profissionais pode ser perigoso para a saúde.

De acordo com o personal trainer Talles Sucesso, da Bodytech Lago Sul, é importante avaliar cada caso individualmente e ressaltar diversos pontos para potencializar os resultados e, mais importante ainda, ter cuidado com a saúde.

Um dos argumentos mais comuns das pessoas que procuram os exercícios sem orientação profissional está na busca por diversificação dos movimentos. “Alguns se preocupam mais com o desafio de tentar o novo do que com o efeito do exercício e acabam esquecendo de avaliar cientificamente cada movimento”, destaca o personal.

Talles ainda afirma que quando os treinos são copiados ou duplicados de pessoas da internet, o que acontece com frequência nas academias, o ato pode não só comprometer a saúde, como até mesmo atrasar o resultado almejado, diferentemente do profissional, que estuda diversas ciências para prescrever o exercício correto para cada aluno.

Busca por profissionalização

O reflexo da onda fitness chegou até as salas de aula. Entre 2000 e 2015 o número de profissionais formados anualmente na área cresceu de 8.283 para 35.032, um aumento de 323%, segundo o Censo da Educação Superior.

Com especialistas disponíveis no mercado, as desculpas para não procurar orientação ficam ainda menores. Confira os cinco danos mais comuns ao seguir treinos sem respaldo profissional:

1 – Lesões por exagero de treino: excesso de séries, repetições, dias de treino e tempo de academia podem resultar em diferentes lesões.

2 – Lesões por traumas: geralmente acontecem quando exercícios são executados de forma inadequada. “Para ser correto, o exercício precisa seguir uma tríade perfeita: segurança, eficiência e conforto.

3 – Prejuízos cardíacos : as condições físicas podem não estar aptas para determinada modalidade e sua execução pode gerar prejuízos para até para o coração. “Por isso é indicado que todos procurem um cardiologista antes de iniciar qualquer atividade física”, enfatiza Talles. E não apenas os exercícios de alta intensidade fazem parte desta lista. Até mesmo atividades mais leves podem resultar em patologias se a relação volume x intensidade não estiver equilibrada. Por exemplo: gastar muitas calorias não significa que você irá emagrecer mais.

4 – Prejuízos articulares: causados também pelo excesso de volume de treino e pouco descanso entre uma sessão e outra. Lembrando que o tempo e o treino adequados devem ser desenvolvidos pelo orientador físico após a avaliação individual.

5 – Afastamento da meta: copiar um treino indiscriminadamente pode te distanciar do objetivo final, já que todas as séries devem ser desenvolvidas de acordo com o objetivo e condições individuais de cada um.

Exames para manutenção da saúde devem começar a ser feitos na infância

Como diz o famoso ditado popular: é melhor prevenir que remediar. Seguindo essa lógica, os exames preventivos se tornam importantes aliados na descoberta ou até prevenção de doenças, como a diabetes. Mas quais tipos de cuidados são necessários em cada fase da vida? Existem check-ups específicos para crianças, jovens e adultos?

Sim, existem! O cardiologista e CEO do CECAM – rede de clínicas de saúde-, Anis Mitri, destaca os principais exames que devem ser realizados para cada faixa etária e quais as precauções devem ser tomadas para uma vida mais saudável e equilibrada.

1) Da infância à adolescência:

Teste do pezinho: obrigatório e gratuito, o exame é feito em 48 horas após o nascimento da criança, em que o sangue do bebê é colhido a partir de um furinho no calcanhar. “O objetivo é detectar doenças genéticas. Com a detecção da doença precoce, é possível tratar antes mesmo de os sintomas aparecerem. Já o exame do pezinho ampliado, é particular e não é obrigatório, mas disponibiliza uma checagem mais completa de mais de 30 doenças”, alerta Dr. Anis.

Colesterol, Hemograma e Glicemia: esse exame pode ser realizado a partir dos dois anos de vida em bebês e se houver histórico familiar de dislipidemias ou diabetes.

DSTs e Hepatites: podem ser solicitados juntos e indicados para adolescentes que iniciaram a prática sexual. Esse tipo de exame constata a presença dos vírus da Aids, HPV, herpes e sífilis. “Hepatite não é DST, mas alguns tipos são sexualmente transmissíveis”, alerta Dr. Anis.

2) Mulheres e Homens a partir dos 20 anos:

Papanicolau ou preventivo ginecológico: deve ser feito anualmente um ano depois da primeira prática sexual. O objetivo é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero, além de verificar qualquer tipo de doença, infecção ou alteração do colo uterino.

Mamografia: esse primeiro exame pode ser feito entre 50 a 69 anos, tanto em homens quanto em mulheres. É uma avaliação das mamas feita por raio X, com o objetivo de prevenir ou detectar câncer de mama.

Próstata: é recomendável fazer esse exame a partir dos 40 anos de idade e, a partir dos 50, deve ser feito anualmente, pois é o período em que o risco de câncer de próstata aumenta. São necessários 3 exames para detectar a doença: o toque retal, a ultrassonografia e o de sangue PSA.

Densitometria óssea: mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea. Esse exame também é preventivo e pode até detectar osteoporose. Em mulheres, a densitometria é feita anualmente após a menopausa e nos homens após os 60 anos.

Ácido úrico: pode ser feito anualmente em homens e mulheres a partir dos 30 anos. Esse ácido é responsável pela metabolização de algumas proteínas do organismo. Sua elevação pode acarretar em hipertensão, doenças cardiovasculares ou cálculo renal.

 3) Mulheres e homens a partir dos 60 anos

Teste ergométrico: feito por meio de exercícios físicos na esteira ou bicicleta ergométrica, é indicado após os 30 anos anualmente, e também para quem quer iniciar qualquer atividade física, e a partir dos 60 anos. O teste mede a capacidade cardíaca e indica a existência de doenças cardiovasculares como hipertensão ou aterosclerose.

Hemograma: deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos e com esse exame é possível detectar anemia e outras doenças.

Ureia e creatinina: também deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos para checar as funções renais e e também possíveis alterações.

Colonoscopia: com esse exame é possível diagnosticar o câncer de intestino, que pode ser detectado por outro exame chamado pesquisa de sangue oculto de fezes. Deve ser feito a partir dos 50 anos anualmente.

 

Persistência e escolhas corretas são os segredos para uma introdução alimentar sem traumas ao bebê

Depois de seis meses alimentando o bebê exclusivamente com leite, preferencialmente materno, enfim chega o momento de iniciar a introdução alimentar. Essa nova fase requer muita paciência, persistência e atenção aos alimentos escolhidos, de acordo com a pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Natacha Sakai.

“Muitas mães se frustram, pois a criança demora em pegar gosto pela comida ou fruta, mas isso é completamente normal. O indicado é persistir na oferta, em média, de 8 a 10 vezes para que ele seja aceito”, sugere. Uma boa alternativa é começar este processo com frutas, como banana, pera e maçã. “As crianças costumam preferir o sabor mais adocicado e rejeitar sabores azedos ou amargos”, complementa Natacha Sakai.

A pediatra reforça ainda que o bebê deve ter completado seis meses para receber alimentos sólidos, pois nesta fase a maioria das crianças já apresenta desenvolvimento motor e neurológico suficiente para processar a mastigação e deglutição do alimento e o organismo está apto para digerir nutrientes diferentes do leite materno.

Neste momento de aprendizagem, é fundamental a atenção dos pais com possíveis engasgos, pois o pequeno está desenvolvendo uma nova habilidade. Para evitar acidentes, não ofereça alimentos com forma pontiaguda ou de consistência endurecida.

“Evite alimentos que, quando mastigados, fiquem em pequenos pedaços que possam ser aspirados, como amendoim ou esféricos, como a uva inteira. A refeição deve ser sempre supervisionada por um adulto responsável”, alerta Natacha Sakai.

No caso de experimentação de introdução alimentar Baby-led weaning, em que a criança se alimenta sozinha, é importante obter orientação profissional para o processo adequado. “O que realmente devemos levar em consideração é que este processo é lento e gradual, sem se esquecer do aleitamento materno, que pode se estender além dos dois anos de idade”, finaliza a especialista.