Junho Vermelho: doe sangue

Quem acompanha o blog já leu sobre a importância de doar sangue e sabe que diabéticos insulinodependentes não podem doar (http://emdiacomadiabetes.com.br/doacao-um-ato-de-coragem-e-amor/). E neste mês, em que o foco da saúde se volta para a conscientização desse ato, órgãos e entidades aderem à campanha Junho Vermelho. O Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, iluminou a fachada histórica de sua unidade da Bela Vista com a cor do movimento. Também vai homenagear os seus doadores mais assíduos, em um evento realizado amanhã (14), no anfiteatro do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP).

O objetivo é reforçar a importância do aumento das doações no período de outono-inverno, período em que, historicamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorre uma redução no movimento dos bancos de sangue da ordem de 30%. Segundo a entidade, os doadores no Brasil correspondem a apenas 1,9% da população, quando o percentual recomendado fica entre 3% e 5%.

O Hospital Sírio-Libanês recebeu aproximadamente 8 mil doações de sangue em 2016, sendo 6.400 bolsas de sangue total e 1.650 de doações automatizadas. “Desses números, em média, 80% são pessoas que já têm a doação como hábito. Por isso, essas campanhas são importantes para atrair mais doadores esporádicos e também para que essa boa ação se transforme em rotina entre mais pessoas”, explica o Dr. Silvano Wendel, diretor do Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês.

Como funciona a doação

Para a doação de sangue, é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de pai e mãe, ambos portando documento oficial com foto, ou responsável legal. Para a primeira doação, são aceitos candidatos de no máximo 60 anos.

Também é preciso ter peso superior a 50 kg e evitar o consumo de bebida alcoólica no período anterior de 12h. O doador não deve estar em jejum, mas precisa aguardar três horas após o almoço. O processo da doação leva cerca de uma hora, sendo a coleta realizada no período de oito a dez minutos.

A doação de sangue total, ou convencional, retira entre 400 e 450 mililitros de sangue, de acordo com o peso e sexo do doador. Esse volume é rapidamente reposto com a ingestão de líquidos. Com uma alimentação saudável e rica em ferro, a taxa de hemoglobina retorna aos valores anteriores à doação em um prazo de um a dois meses.

Cada doação pode gerar de três a quatro hemocomponentes: concentrado de glóbulos vermelhos, concentrado de plaquetas, concentrado de plasma e concentrado de crioprecipitado. Cada um pode ser utilizado por até quatro pacientes.

Quero me tornar um doador

Quem quem quiser contribuir com banco de sangue do Hospital Sírio-Libanês, pode entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3394-0200

Já estiver na região de Campinas e quiser mais informações sobre como se tornar um doador ou onde doar, basta acessar o site http://www.hemocentro.unicamp.br/onde_doar.php.

 

Dia Mundial sem Tabaco: para diabéticos, riscos são ainda maiores

Houve época em que o cigarro era considerado elegante e, aqueles que não fumavam, eram caretas. Hoje, essa realidade é bem diferente. A Organização Mundial de Saúde (OMS)  afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, AIDS e malária juntas. Segundo estudo da organização no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

Por isso, a entidade escolheu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco com o objetivo de alertar a população sobre o perigo causado pelo hábito de fumar. No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa lugar no ranking de número absoluto de tabagistas, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa publicada no Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (INCA).

Riscos para a saúde

De acordo com o oncologista Tiago Kenji Takahashi, médico especialista em câncer de pulmão no Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente, os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

Ainda de acordo com o médico, no caso de pacientes diabéticos que fumam, o tabagismo torna-se um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como AVC, infarto e insuficiência vascular. Além disso, os pacientes com diabetes têm maior risco de complicações ao tratamento oncológico como neuropatias, nefropatias e complicações infecciosas

O câncer de pulmão pode ser classificado em I, II, III ou IV. O estágio I representa os tumores iniciais, II os tumores um pouco maiores, mas restritos aos pulmões, III os tumores avançados dentro do tórax, e IV são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que hoje o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma longa viagem para o exterior”, diz o oncologista.

Fumantes passivos

Para quem convive com fumantes, Takahashi aconselha evitar ao máximo o contato com o cigarro, estipulando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico ainda afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, contou. Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente”, conclui o médico.

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação.

Segundo oncologista,3q cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas. As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

Entre os principais danos ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas (que afeta o paladar) e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: A dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma dessas doenças e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Como largar o cigarro

Parar de fumar não é uma tarefa simples, mas é possível. Seguem abaixo algumas dicas do médico Tiago Kenji Takahashi:

– No Brasil o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos, medicações e goma de mascar;

– Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana;

– A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce;

– O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar;

– A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo;

– O apoio dos familiares é fundamental para o sucesso da recuperação do ex-fumante.

Benefícios para quem para de fumar:

– Após 20 minutos sem fumar a pressão sanguínea volta ao normal;

– 3 semanas sem cigarro resultam em uma circulação sanguínea adequada;

– De 5 a 10 anos, o risco de infarto é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou;

– Pessoas que param de fumar aos 30 anos podem viver até dez anos mais;

– Quem para de fumar se torna menos ansioso e diminui o risco de calvície.

7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Queimaduras merecem cuidados redobrados em diabéticos

Cozinhar, passar roupa e até pegar uma praia ou uma piscina em dias quentes e ensolarados são atividades comuns do dia-a-dia. Mas, muitas pessoas se esquecem que, se praticadas sem os devidos cuidados, oferecem um sério risco à saúde. Dados recentes do Ministério da Saúde apontam que um milhão de pessoas sofre queimaduras ao ano. E não há uma faixa etária que escape do problema. Todos estão expostos a riscos, principalmente, em casa.

Em caso de acidentes, apesar de gerar certo desespero e muita dor dependendo do grau da queimadura, é fundamental cuidar de tudo desde os primeiros socorros. “Todo cuidado é pouco, pois a pele fica extremamente sensível e qualquer procedimento equivocado pode desencadear um trauma ainda maior”, afirma o cirurgião plástico Alexander Nassif.

O médico explica que a queimadura pode ser de 1º, 2º e 3° grau, nomenclatura que define a profundidade do ferimento. Independente do nível da lesão, quando ela ocorre, a primeira iniciativa deve ser deixar o lugar atingido na água corrente em temperatura ambiente (nunca devem ser usados gelo ou água gelada) para que o local da ferida esfrie. “Não aplique nada, muito menos receitas caseiras. Elas tendem a irritar a área e, ainda, podem acarretar infecções que complicam o quadro”, explica Nassif.

O processo de recuperação é doloroso e exige paciência. Em casos mais graves, há aparecimento de bolhas e dor latente. “É importante procurar atendimento médico especializado, preferencialmente um cirurgião plástico, para iniciar o tratamento com limpeza adequada e retirada das bolhas (flictenas)”, frisa.

Em pacientes diabéticos, o médico alerta que o cuidado deve ser redobrado. Naqueles com problema de circulação, a cicatrização pode ser mais demorada e ainda há o risco de complicações, como infecções nas áreas atingidas. Por isso, manter a glicemia controlada e seguir o tratamento indicado sem desvios é fundamental.

Nassif acrescenta que, normalmente, os pacientes ficam muito preocupados com a recuperação da aparência da região atingida e pondera sobre a importância de procurar um especialista o quanto antes. “Quando o acompanhamento é desde o primeiro momento, os resultados são muito superiores, pois além de tomarmos todos os cuidados para a recuperação do local e para que o tecido se restitua da forma mais natural possível”, diz. Nassif acrescenta que queimaduras exigem cuidados diários e, dependendo da gravidade existe possibilidade de não ficarem cicatrizes.

BD lança e-commerce de produtos para diabetes no Brasil

A empresa de tecnologia médica BD anunciou nesta semana o lançamento de uma plataforma de e-commerce para venda online de agulhas e seringas para tratamento com insulina. Líder de mercado no segmento, a companhia inova ao oferecer a pacientes de todo o território brasileiro a conveniência da compra pela internet, trazendo mais comodidade e facilitando o acesso aos produtos, que são uma necessidade diária de quem convive com a doença.

“Ao disponibilizar de maneira mais fácil o material necessário para o tratamento correto, via internet e com entrega a domicílio, a BD ajuda o paciente a se preocupar menos com a rotina do diabetes, e contribui, no fim, para que as pessoas tenham vidas mais saudáveis”, disse Wellington Nazareth, Gerente de Produto de Diabetes Care na BD Brasil. “Também, ter um canal próprio de vendas permite intensificar o relacionamento da BD com os consumidores. Assim, podemos estar ainda mais próximos do dia a dia dos pacientes e conhecer suas necessidades mais a fundo, para atendê-los cada vez melhor”.

O serviço de e-commerce é resultado de um investimento realizado pela BD, que firmou parceria inédita com a Drogaria Nova Esperança para hospedar o portal e coordenar a parte logística da distribuição. Segundo a e-bit, o setor de cosméticos e perfumaria, cuidados pessoais e saúde é o quarto maior em volume de pedidos no comércio eletrônico brasileiro, e o sétimo em volume financeiro. Em 2017, de acordo com a consultoria, o e-commerce deve crescer 12% no país.

Importância para a saúde do paciente

Além de conveniência e praticidade, o acesso fácil e rápido aos produtos da BD a um clique permite que o paciente com diabetes tenha disponíveis suprimentos suficientes para o tratamento insulínico, que consiste em uma rotina diária e regrada de injeções para manter o controle da glicemia, evitando complicações. Ter material suficiente à disposição para o tratamento também elimina um dos motivos para a reutilização da agulha e da seringa, um hábito comum, mas que traz riscos à saúde.

Embora a recomendação da Anvisa e dos fabricantes seja o uso único, o mesmo insumo chega a ser usado pelos pacientes em três a cinco aplicações, por conveniência, economia, falta de outra seringa ou agulha e falta de orientação apropriada por parte dos profissionais de saúde. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) concluiu recentemente, após estudo, em posicionamento oficial inédito, que a reutilização de agulhas e seringas para insulina é prejudicial ao paciente e não é uma prática recomendada.

“Mais vale um choro hoje que uma internação por diabetes amanhã”

Por Dra. Priscila Zanotti Stagliorio

Muitas mamães adoram ver seus bebês e crianças com um pouco mais de dobrinhas para poderem morder e apertá-las, sem contar que as vovós e as titias também amam. Porém, ter uma criança acima do peso não é nada bom para a saúde e seu desenvolvimento como um todo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é um dos fatores mais preocupantes em todo o mundo e a projeção para 2025 é que cerca de 75 milhões de crianças estejam muito acima do peso. Nos adultos o número é ainda mais alarmante, chegando à 2,3 bilhões de pessoas sobrepeso ou obesas.

Vale lembrar que os pais são exemplos para seus filhos e, sendo assim, a alimentação saudável, prática de exercícios e cuidados com a saúde devem partir deles. O último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, informa que uma em cada três crianças entre cinco e nove anos estão acima do peso ideal recomendado pela OMS, sendo cerca de 12% meninas e 17% meninos dentro desta faixa etária.

Muitos pais não se dão conta que estão acima do peso e ou se alimentam de maneira inadequada contribuindo para a obesidade da família inteira. Uma criança não tem discernimento para escolher o que é mais saudável para ela, geralmente opta pelo o que é mais gostoso e, nem sempre, é o mais indicado. “Faça o que eu digo e não faça o que eu faço” também não funciona para usar com os filhos. Os pais, assim como outros familiares, devem se preocupar com a qualidade do alimento e não com quantidade, sabor ou ceder aos pedidos dos pequenos. Mais vale um choro hoje do que uma internação por diabetes amanhã, por exemplo. Pense nisso!

O que é obesidade infantil:

Em crianças, a obesidade infantil é determinada pelo excesso de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde e ou bem-estar dela. Em geral, o diagnóstico é feito com base no índice da massa corporal – o famoso IMC –, uma ferramenta de triagem fundamental para avaliar o peso de uma pessoa em relação à sua altura. Cerca de 40% das crianças e 70% de adolescentes obesos podem tornar-se adultos obesos caso não recebam atendimento adequado e não pratiquem atividades físicas com frequência.

Fatores que levam a obesidade infantil:

Pré-disposição genética: é provável que filho de pais obesos possam herdar os genes para o ganho de peso com maior facilidade;

Alimentação inadequada: muito além dos fast foods já conhecidos e amados pelas crianças, a má alimentação se dá pela falta de consumo de frutas, alimentos orgânicos, uso abusivo de sódio, carboidratos e gorduras saturadas, sem falar no açúcar.  

Noites mal dormidas e ou má administração do sono: vale lembrar que é durante o sono que a criança libera a leptina, substância que causa saciedade, além dos picos de GH, conhecido como hormônio do crescimento que contribui na formação dos músculos e na queima de gordura. Quando não ocorre equilíbrio no organismo, há o aumento da grelina, que provoca vontade de comer;

Falta de atividade física: com o uso da tecnologia e pela falta de espaços adequados e segurança, muitas crianças deixaram de brincar como antigamente e não gastam energia o suficiente para a perda de peso e/ou o equilíbrio entre o consumo e gastos calóricos;

O uso indiscriminado de antibióticos e corticoides podem contribuir para o ganho de peso: um artigo publicado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) aponta que nos últimos cinco anos, os cientistas fizeram descobertas que se mostram convincentes sobre o tema.

Principais riscos:

A obesidade infantil pode trazer muitos problemas de saúde secundários como, por exemplo, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, aumento de colesterol (hipercolesterolemia), doenças cardíacas precoces, problemas ósseos, esteatose hepática não alcoólica, depressão, distúrbios do sono, puberdade precoce, asma e outras doenças respiratórias, problemas de comportamento como introspecção ou agressividade, problemas na derme como acnes, brotoejas e infecções fúngicas.

O que fazer:

Em geral, os pais demoram a identificar que seus filhos estão sobrepeso e ou obesos, o que provoca um diagnóstico tardio. O ideal é manter as consultas regulares com o pediatra para uma avaliação correta e indicações de outros profissionais, caso seja necessário. O uso de medicamentos não é recomendado, exceto em casos de doenças crônicas e sempre com indicação médica.

Procure atividades lúdicas e físicas (com aprovação do pediatra) que contribuam para que a criança gaste mais energia do que consome. Além de garantir boa forma, promove sociabilidade, disciplina e estilo de vida saudável para a família toda.

Programa de emagrecimento supervisionado é lançado em Campinas

A endocrinologista Nathália Ferreira lançou recentemente em Campinas o Attraversiamo – Reprogramação Metabólica, voltado para o emagrecimento em grupo. O diferencial deste trabalho, além de um importante comprometimento com diretrizes científicas, é também abordagem psicológica que engloba o funcionamento pessoal de uma forma geral.

Segundo Dra. Nathália, as pessoas que procuram emagrecer já tentaram diversos outros métodos antes, e, por algum motivo, não conseguem superar os desafios do caminho até a meta final. Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), revelaram que mais da metade da população brasileira está acima do peso e quase 18% é obesa. A entidade alerta também que 72% das mortes no País são decorrentes de doenças crônicas ligadas à obesidade, como a diabetes.

O Attraversiamo, ainda de acordo com a médica, chega para olhar com muita atenção para as barreiras de cada indivíduo na busca de um corpo saudável e em forma, além de ajudar a atravessar dificuldades e manter-se no peso saudável. As dietas são equilibradas, com presença de todos os grupo de macronutrientes, tendo como denominador comum a restrição calórica. ”No caso de carboidratos, sempre indicamos o consumo dos complexos e estimulamos o consumo suficiente de alimentos ricos em micronutrientes e fibras como frutas e vegetais”, afirma dra. Nathália.

O programa é formado por consultas individuais e encontros semanais em grupo ao longo de três meses, apresentando conteúdo técnico, (como avaliação médica minuciosa, curso de nutrição e exercícios físicos) e temas profundamente ligados à motivação (como força de vontade, presença pessoal, manejo da escapada, autoconhecimento, manejo das emoções, etc). Afora esse aprendizado, os integrantes agregam valor motivacional nos encontros em grupo.

Após as 12 semanas do início do programa, é oferecida a opção de continuação, que tem como objetivos perda de peso adicional ou aprendizado e seguimento para assegurar a perda de peso sustentada. Nesta fase, ocorrem consultas e encontros em grupo mensais.

Aperfeiçoamento

Após analisar a rotina de seu próprio consultório, Dra. Nathalia percebeu que os procedimentos básicos que ela, enquanto médica, podia oferecer aos pacientes eram insuficientes em muitas ocasiões. “Eu vi que o combo de remédio, dieta e exercício pedia algo mais. O que ficava faltando ao fim de cada consulta motivou o desenvolvimento do programa, já que emagrecer é um desafio muito mais complexo”.

A especialista destaca que além de a bioquímica do corpo obeso ser um complicador para a perda de peso, vivemos num ambiente que não estimula o equilíbrio alimentar. Somado a isto, a genética é preponderante na predisposição de uma pessoa ao ganho de peso. As pessoas costumam erroneamente designar ao fator “força de vontade” toda a responsabilidade pela sobrepeso, gerando frustração e dificultando ainda mais o processo de emagrecimento.

Diabéticos podem participar?

A resposta é sim! Já houve a participação de pacientes diabéticos e o resultado foi excelente! Sabe-se que o controle de peso contribui de forma fundamental para o controle do diabetes mellitus (tipo 1), pois as modificações de estilo de vida que levam ao emagrecimento também melhoram o diabetes, além de diminuir resistência à insulina, diminuir gordura no fígado, dentre outros benefícios metabólicos.

Refrigerante: um veneno para o corpo e para a mente

Os refrigerantes são conhecidos como grandes vilões da saúde devido à grande quantidade de açúcar e corantes que possuem. Mas será que é só isso? Será que sabemos, de fato, o verdadeiro mal que eles provocam? Para tirar algumas dúvidas, eu, que assumo ser consumidora da bebida na versão zero açúcar, fui conversar com a nutricionista Analice Sbroggio, e já estou pensando em uma maneira de tirar esse veneno do meu cardápio.

O refrigerante foi inventado em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar. Somente em 1772 foi acrescentado o gás líquido. A comercialização aconteceu muito tempo depois, em 1830 e, desde então, o consumo só tem aumentado. Só no Brasil, nos últimos 30 anos, aumentou 400%.

E por que esse dado é tão preocupante? Por ser rica em açúcares, a bebida provoca cáries, aumento de peso, flatulências, gases, agravamento de quadros de gastrite, diabetes, níveis elevados de triglicerídeos, osteopenia e osteoporose. Além disso, possui níveis elevados de sódio, o que pode aumentar o risco de pressão alta.

É estranho que o refrigerante, que tem tanto açúcar, não tenha um gosto enjoativo. Segundo Analice, isso acontece porque ele possui ácido fosfórico, aquele mesmo utilizado na remoção da ferrugem e um excelente protetor de superfícies metálicas cromadas. Isso por reagir com o cromo e gerar uma camada protetora formada por fosfato de crômio.

Esse ácido, no entanto, também pode ser usado na indústria para a fabricação do vidro, na tinturaria, indústrias alimentícias, farmacêuticas, e ainda ser usado na fabricação de fosfatos e superfosfatos utilizados como fertilizantes na agropecuária. “O que muita gente não sabe, é que os refrigerantes de base cola tem o uso de ácido fosfórico em sua fabricação, carregando um alto teor dessa substância. Isso acontece na maioria dos refrigerantes aqui no Brasil, tendo dessa forma o pH > 3. Seu uso na bebida acontece devido à sua ação como acidulante, que ajuda a baixar o pH, regular o sabor doce e realçar o paladar e, por fim, atua como um conservante da bebida”, explica a nutricionista.

O que acontece com seu corpo após 1 lata de refrigerante?

Primeiros 10 minutos:

Contém 10 colheres de chá de açúcar, que é a quantidade diária recomendada. Você não vomita imediatamente pelo doce extremo porque o ácido fosfórico corta o gosto.

Em 20 minutos:

O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jato de insulina. O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura.

40 minutos:

A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:

O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo (fisicamente, funciona como com a heroína).

50 minutos:

O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.

60 minutos:

As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam. Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar. Ficará irritadiço. Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

E diet? Pode?

Segundo Analice, a versão sem açúcar dos refrigerantes possui altas doses de outros adoçantes e aumentam a excreção de cálcio na urina. Então, não é pelo fato de ter no rótulo “Diet” ou “zero açúcar” que pode ser consumido por diabéticos, pois as consequências para o hábito são maiores do que aumento de insulina ou não quando substituído pelo adoçante.

O que acontece, na real, é que a sensação de frescor, bolinhas de gás e até “ação digestiva” que acontece no organismo, nada mais é que um reflexo de dependência em que o cérebro e organismo estão interligados. A química da dependência do uso de drogas é a mesma química para bebidas, doces, sal, carboidrato e outros com capacidade de o hábito mexer nos hormônios do corpo e vice- versa.

Por isso, Analice aconselha: prefira água e sucos naturais! Sendo possível, dê preferência por aqueles que vêm das frutas de boa procedência preparados na hora. Seu corpo agradece!

 

Franquia SOULight oferece praticidade e saúde. Comida sem aditivos químicos e preparada em equipamentos de última geração

A rotina cada vez mais pesada que inclui trabalho e tarefas domésticas fez com que os hábitos alimentares do brasileiro mudassem. Estudos realizados nos últimos 30 anos, como as Pesquisas de Orçamento Familiar (POF), apontam crescimento no consumo de comidas industrializadas, repletas de gordura trans, sal, farinha branca e açúcar refinados. Ao mesmo tempo, houve redução no consumo de raízes, legumes, verduras, tubérculos e frutas. Essa troca desencadeou um novo problema: mais da metade da população brasileira está acima do peso e quase 18% é obesa. Os dados são da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), que alerta também que 72% das mortes no País são decorrentes de doenças crônicas ligadas à obesidade, como a diabetes.

Mas mudanças também despertam novos negócios. A empreendedora Camila Giraldello percebeu que era possível manter uma alimentação saudável. Mesmo com a correria do dia a dia, decidiu levar uma opção mais saudável para as pessoas. Formada em Comunicação Social, em 2007 Camila deixou as agências de lado e começou a se especializar em gastronomia e nutrição. Em 2013, criou a SOULight, uma empresa de refeições prontas com diferenciais fundamentais para competir com as demais do setor que dobrou nos últimos anos. Um levantamento feito pelo Euromonitor em 2015 mostrou que o mercado de alimentação ligada à saúde e bem-estar cresceu 98% de 2009 a 2014 no Brasil. No entanto, grande parte dessas comidas não são, de fato, lights, nem seguem cardápios personalizados para o cliente, de acordo com os objetivos de cada um.

Acompanhamento nutricional

Pensando nisso, Camila Giraldello fez questão de oferecer nas lojas da SOULight nutricionistas para acompanhar desde o processo de escolha dos pratos do cardápio até medir os resultados, conforme o kit de dieta selecionado, entre os oito tipos disponíveis. “O cliente pode fazer a bioimpedância semanalmente para não perder o foco e reavaliar constantemente se está no caminho certo, ajustando o cardápio conforme as respostas de cada metabolismo. Ao final de 28 dias é feita uma avaliação geral do progresso, assim como uma nova orientação nutricional”, explica Camila.

Após a primeira a avaliação, os kits são retirados ou entregues via delivery uma vez por semana, com todas as refeições diárias devidamente etiquetadas, junto com o plano alimentar. As embalagens vão do congelador ao microondas e só é necessário complementar com saladas e frutas. As nutricionistas orientam também os clientes que visitam a SOULight em busca de lanches, bebidas e pratos avulsos.

Esse acompanhamento foi fundamental para administradora de empresas Rita de Souza transformar seus hábitos alimentares e perder 12 kg. Rita já havia tentado outras empresas de congelados antes, mas, segundo ela, nenhuma tinha a praticidade das embalagens a vácuo nem a leveza que o preparo sem óleo proporciona. “O resultado com as dietas da SOULight foi muito mais rápido e, com as avaliações semanais, as nutricionistas vão adaptando o cardápio conforme os meus objetivos seguintes. A variedade de opções é tão grande que até o arroz integral tem várias versões”, conta. Rita leva as embalagens do dia para o escritório onde trabalha e as aquece em banho-maria. Quando tem reuniões fora, pode levar os lanches intermediários na bolsa e não sair da dieta.

Tecnologia à mesa

Por conta do planejamento e do investimento em tecnologia, todos os pratos da SOULight, que precisam de adição de gordura, são produzidos com óleo de coco, com exceção do molho pesto, que recebe azeite de oliva na receita. O forno combinado de tecnologia alemã une calor e umidade no preparo dos alimentos, com receitas inseridas digitalmente no equipamento. “Essa ferramenta garante não só padronização nos nossos pratos, como mantém os nutrientes naturais dos ingredientes”, afirma Camila.

Depois de prontos, os pratos seguem para um ultracongelador, que interrompe o cozimento e os resfria rapidamente para serem embalados a vácuo. Esse processo é o mais eficiente contra qualquer tipo de contaminação já que o contato com o oxigênio acaba ali.

Camila e as nutricionistas trabalham também na inovação do cardápio, testando a resposta dos alimentos no processo que ele enfrenta do congelamento até chegar à mesa do cliente, para oferecer sempre novas opções com o mesmo padrão de qualidade e preservação nutricional.

Franquias

Para promover a alimentação saudável de verdade para o maior número de pessoas – e ser oportunidade de negócio
para quem busca empreender – Camila Giraldello optou por expandir a SOULight para mais cidades por meio de franquias. Hoje, a empresa, que tem sede em Valinhos, produz todos os pratos e tem capacidade para atender novas unidades, além da já existente em Campinas, no Cambuí.

Segundo levantamento da Euromonitor divulgado em 2015 há uma previsão de que, até 2019, esse segmento movimente R$ 110 milhões, crescendo mais de 50%. “É um investimento altamente rentável. Com baixo investimento inicial, o franqueado abre seu negócio com um primeiro estoque, sistema administrativo e de e-commerce prontos e garante seu lugar no setor que mais cresce no mercado de franquias”, afirma a franqueadora Camila.

 

 

 

Campanha de tatuadores em Londrina ajuda a salvar vidas

Já pensou sofrer um acidente de carro ou um desmaio, ficar inconsciente e, no hospital, tomar soro com glicose? Para uma pessoa normal, uma situação dessa não seria problema, mas, para um diabético, pode levar até mesmo ao coma. Pensando nisso e com o objetivo de salvar vidas, a equipe do Tattoo Society, de Londrina, lançou uma campanha em que todo mês tatua 10 pessoas gratuitamente com identificação de diabetes.

De acordo com Chris Yamamoto, um dos tatuadores do estúdio, a iniciativa surgiu porque um de seus colegas, Apuka Henrique, conheceu a diabetes de perto com casos na família. “Antes de começar a campanha a gente pesquisou muito para entender a importância da identificação da doença. Nosso objetivo é tentar minimizar riscos e, consequentemente, evitar que tragédias aconteçam”, conta.

Cuidados

Para quem gostou da ideia da identificação da diabetes por meio de tatuagens, o primeiro passo é procurar profissionais competentes e responsáveis – características que a equipe do Tattoo Society tem de sobra. “É importantíssimo que a glicemia esteja controlada. É o primeiro conselho que damos aos clientes, além de que eles tenham pleno conhecimento de seu caso, inclusive se há problemas de cicatrização. Se estiver tudo ok, fazemos a tatuagem”, relata Chris.

Os cuidados com a cicatrização merecem atenção especial. Deve-se passar uma pomada cicatrizante indicada pelo tatuador; o local tem que ser protegido com plástico, pois faixas e tecidos podem absorver a tinta; o curativo precisa ser trocado várias vezes ao dia, pois a pele libera água e sangue, podendo ocasionar o aparecimento de fungos; o ideal é que o local seja lavado sempre com sabonete anti-séptico; e exposição ao sol e transpiração também devem ser evitados.

A campanha

Quem está na região de Londrina e se interessou em fazer a tatuagem de identificação da diabetes gratuitamente no Tattoo Society, pode entrar em contato pelo número (43) 3039-0321 ou acessar a página no Facebook: https://www.facebook.com/tattoosocietylondrina/?fref=ts

Pressão alta e diabetes são principais causadores de doença renal

O próximo 9 de março marcará o Dia Mundial do Rim. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros têm doença renal crônica. A hipertensão (pressão alta, como é popularmente conhecida) é responsável por 35% dos casos e o diabetes, por 30%. Obesidade, presença de doença renal na família, tabagismo e idade acima de 50 anos também são fatores de risco para o desenvolvimento da enfermidade. Diante deste cenário, Paulo Sergio Rovai, nefrologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), chama a atenção para os riscos da doença.

O médico explica que a doença renal é silenciosa e afeta consideravelmente a qualidade de vida de seus portadores, por isso, a importância da prevenção. “As principais causas de doenças nos rins são o Diabetes Mellitus e a hipertensão arterial. Além de invisível, o dano renal é irreversível e pode progredir até converter-se em insuficiência renal crônica terminal, com necessidade de diálise”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 30 milhões de pacientes com hipertensão arterial, representando aproximadamente 24% da população de adultos. E, ainda, há nove milhões de pacientes diabéticos – aproximadamente 8% da população de adultos. “Todos esses pacientes apresentam chance importante de desenvolver um quadro renal em algum momento de suas vidas, por isso a importância do incentivo ao tratamento preventivo dessas doenças”, afirma o nefrologista.

Função do rim

Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo: eliminação de toxinas no sangue, regulação da formação do sangue e dos ossos, regulação da pressão sanguínea e controle do balanço químico e de líquidos do corpo. “Os rins funcionam como um filtro e, como nosso sangue passa várias vezes por eles durante o dia, retiram todas as toxinas do organismo, que são eliminadas na forma de urina”, explica o médico.

Além dessas funções, os rins também controlam a quantidade de sódio e água no organismo colaborando para manutenção da pressão sanguínea. “As doenças renais podem se manifestar como pressão alta, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, fraqueza, náuseas e vômitos, dificuldade para urinar, alterações na urina e histórico de pedra nos rins”, diz o dr. Paulo.

Tratamento

Existem dois tipos de tratamento para insuficiência renal: o tratamento conservador, no caso de os rins funcionarem com mais de 10% de sua capacidade, e o tratamento dialítico, quando esse percentual já está abaixo de 10%. O primeiro consiste em medidas clínicas (remédios e modificações na dieta) que podem ser utilizadas para retardar a piora da função renal e reduzir os sintomas. Dentre as principais medidas usadas no tratamento conservador estão o controle da pressão arterial, controle adequado da glicemia, interrupção do tabagismo, tratamento do colesterol elevado, uso de medicações que diminuam a perda de proteínas na urina, entre outras.

Quando a função renal progride apesar do tratamento e atinge níveis abaixo de 10% de funcionamento, o paciente é encaminhado para terapia dialítica que inclui a hemodiálise e a diálise peritoneal (métodos de filtragem do sangue que serão discutidos no momento do encaminhamento) e, posteriormente, ao transplante renal.

Dr. Paulo recomenda o controle da pressão arterial e checagem da glicemia (nível de açúcar no sangue), além da manutenção de uma alimentação balanceada. “Para o paciente que já tenha o diagnóstico da doença, é fundamental manter uma dieta adequada para o grau de insuficiência renal. A restrição alimentar aumenta à medida em que a doença progride”, explica.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Aproveite o carnaval de maneira saudável

Milhares de pessoas já estão prontas para sair às ruas e celebrar mais um Carnaval. A programação vai dos blocos de rua aos desfiles de escola de samba, além de bailes em lugares fechados como clubes e casas noturnas. Para cada evento, existem alguns cuidados específicos e também os que devem ser tomados em qualquer ocasião. É importante entender o limite do corpo de cada um, o que inclui preparo físico e noções de suscetibilidade do organismo.

Confira abaixo as orientações do diretor médico e cardiologista, Dr. Otávio Gebara, do Hospital Santa Paula, .

– Evite a ingestão de alimentos pesados, que dificultem a digestão. Dê preferência para as frutas e verduras;

– Hidrate-se de duas em duas horas: o recomendado é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas);

– Beba moderadamente: o consumo excessivo de álcool ou a mistura de destilados com fermentados pode acabar com a festa e causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas;

– Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas;

– Cuidado com o calor excessivo: em dias muito quentes a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Para evitar a queda de pressão é preciso manter o corpo hidratado, alimentar-se adequadamente, vestir roupas leves e evitar ambientes pouco ventilados;

– Beijo na boca: normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros;

– Doenças sexualmente transmissíveis: todo ano o Ministério da Saúde faz uma campanha sobre a importância do uso da camisinha neste período. A camisinha é item fundamental do folião consciente.

Na avenida:

– Salto alto: ficar em pé por muitas horas sambando de salto alto pode ocasionar dor nas pernas e na planta dos pés, câimbras, inchaço nos pés, joanete, calos, problemas nas unhas, entre outros. Para evitar esses problemas, procure usar um salto com a base e o bico mais largo, assim os dedos não ficam apertados. Já para o dia seguinte, o médico aconselha ficar com as pernas esticadas;

– Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos;

– Durma bem: no dia seguinte procure dormir pelo menos oito horas para reequilibrar o organismo.

Nos blocos de rua:

– Proteja sua pele: o excesso de exposição ao sol é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

– Utilize calçados confortáveis: o ideal é usar tênis para proteger os pés e ter mais flexibilidade nos movimentos. Esse tipo de calçado amortece o impacto e é mais confortável, afinal, você ficará em pé a maior parte do tempo;

– Para evitar insolação, hidrate-se pelo menos de duas em duas horas, use filtro solar e prefira as roupas com tecidos leves (evite tecidos do tipo sintético) e use chapéus ou bonés para uma maior sensação de conforto;

– Álcool gel: como não é possível lavar as mãos em banheiros químicos, a chance de contaminação aumenta. Os contágios mais frequentes são de E.coli – que faz parte da flora natural do corpo, porém, quando há um desequilíbrio, causa náusea, vômito e diarreia, e o vírus VHA, da Hepatite A. Para se prevenir, tenha um álcool gel para higienização das mãos sempre que for ao banheiro.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Roteiro: Spice Restaurante

 

Ainda sem lugar para almoçar nesse final de semana?

Minha dica é o Spice Restaurante. Ambiente arejado, agradável, comida deliciosa e tudo super saudável!

Funcionamento: 

Seg. a Sex – das 11h30 às 15h

Sáb. e Dom – até as 15h30

Endereço: Rua Guilherme da Silva, 423 Cambuí – Campinas – SP

Tel: (19) 3253-0620

Site: http://www.spicerestaurante.com.br

Fazer jejum, junto com a alimentação correta, ajuda a emagrecer e melhora a saúde

8, 12 e até 16 horas. Só de pensar em ficar tanto tempo sem comer, algumas pessoas já se sentem mal. Porém, o jejum tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre as pessoas que fazem dieta e cada vez mais recomendado, pois especialistas acreditam que pode trazer muitos benefícios à saúde, como emagrecimento, aumento da concentração, diminuição de ansiedade, regula a pressão arterial, reduz a resistência à insulina e ajuda até mesmo na prevenção de alguns tipos de câncer e Mal de Alzheimer.

Em entrevista, a nutricionista Analice Sbroggio explica com detalhes como o jejum pode ser feito. Acompanhe abaixo:

Em Dia com a Diabetes (D.D): O que é o jejum? Como ele funciona?

Analice Sbroggio (A.S): É um tipo de protocolo no qual o paciente fica sem comer algumas horas, sempre definidas por um profissional. Ele se alimenta de maneira saudável durante a semana e durante dois dias intercalados acontece o jejum e, em pouco tempo, o organismo começa a sinalizar as células para a queima de gordura. Estudos recentes revelaram também impactos significantes no controle glicêmico e na eliminação de gordura abdominal. Mas esses estudos precisam ser mais aprofundados e ter maior tempo de pesquisa.

D.D: Como deve ser a alimentação de quem faz jejum?

A.S: Esse não é o tipo de jejum em que o paciente pode comer de tudo quando ele acaba. A dieta deve ser rica, principalmente, em proteínas e legumes antioxidantes, pois é o que faz toda a diferença. Por isso, não apenas o jejum, como qualquer dieta deve ser acompanhada por profissionais da área, como endócrinos e nutricionistas que tenham experiência na área e podem dar suporte de cardápio.

Muitas pessoas fazem o jejum e dietas low carb e dizem que não funcionam. Isso porque, depois de algum tempo, voltam a consumir açúcar, leite, sal e farinha branca, o que é errado, pois, quando excluídos, qualquer dieta dá resultado. Obviamente, hora ou outra a gente acaba consumindo alimentos com esses ingredientes, mas, se soubermos comer com qualidade, o risco de ter hábitos errados é menor.

A dieta também pode ter chás naturais e água, mas é recomendado que não seja feita atividade física no dia do jejum. O pós-jejum deve ser de uma dieta com baixo índice de carboidratos pois, caso contrário, pode gerar gorduras.

D.D: Qualquer pessoa pode fazer o jejum?

A.S: Não. Existem pessoas que são mais propensas a passar mal durante o jejum e isso é um fator muito individual. Geralmente, atletas e pessoas que já possuem certa facilidade de ficar em jejum se adaptam melhor. Por isso, mais uma vez enfatizo a importância do acompanhamento profissional.

D.D: O jejum pode ser praticado por diabéticos?

A.S: Depende. Caso o paciente seja muito insulinodependente, pode acontecer um quadro de hipoglicemia, ou seja, quando a glicemia cai demais, podendo complicar o quadro. Acredito que períodos maiores de jejum, intercalados com a alimentação correta funcionem, mas isso vai depender do quadro de cada paciente com a doença.

D.D: Alguns profissionais defendem uma dieta rica em gorduras para quem faz o jejum, principalmente períodos muito longos, indicando até mesmo alimentos como queijos e embutidos. De que maneira isso funciona? Está correto?

A.S: Cada profissional segue uma linha. A minha é a de nutrição funcional e qualidade de vida. Eu trabalho com diversos tipos de dietas, sempre direcionadas para a individualidade de cada um. Alguns profissionais seguem a linha do consumo de alimentos ricos em gorduras porque é preciso que o paciente tenha um suporte energético e é exatamente na gordura corporal que ele é encontrado. Porém, acredito que o jejum, alinhado a uma dieta adequada, rica em proteínas e legumes antioxidantes seja o mais correto, com grãos, saladas e carnes magras. Alimentos como embutidos e queijos muito gordurosos são ruins para o organismo e para a saúde. Portanto, é preciso comer gordura sim, mas aquela boa, presente em sementes, no azeite, no abacate e em diversos outros alimentos.

 

Roteiro: Empório Viver

Quem está sempre em busca de melhorar a qualidade de vida, não pode deixar de conhecer o Empório Viver, loja conceito localizada no Cambuí, em Campinas. Os produtos são bem variados, sendo os naturais e orgânicos os protagonistas da loja. Além desses, os clientes encontram alimentos diet, sem glúten, resfriados e congelados.

O espaço também é lindo! Todos os dias, na hora do almoço, são servidos pratos gourmet especiais e super saudáveis, preparados pela proprietária e nutricionista, Carol Viesi, ideais para quem tem uma dieta controlada ou não quer sair da linha. E, no período da tarde, é uma ótima opção para quem quer tomar um cafezinho em um lugar aconchegante e tranquilo.

Para mais detalhes, acesse: https://www.facebook.com/emporioviver/?fref=ts

No verão, cuidados para conservar os alimentos devem ser redobrados

congeladoAs altas temperaturas do Verão são ideais para aproveitar o sol, as praias e piscinas, mas também demandam muita atenção na hora de conservar os alimentos e evitar intoxicações e problemas de saúde. Neste caso, o calor e a umidade típicos da estação são fatores que podem acelerar os processos de degradação dos alimentos em geral, especialmente os que são sensíveis à deterioração microbiológica, ou seja, que propiciam um ambiente adequado para o crescimento de bactérias, bolores ou leveduras.

O engenheiro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Assis Euzébio Garcia, orienta a manter o produto na embalagem original, que foi dimensionada para protegê-lo adequadamente, exceto se não possível o refechamento. “Muitas embalagens têm sistema de refechamento pós-abertura e as embalagens flexíveis permitem o uso de clipes para fechamento após consumo parcial do produto”, afirmou.

Para os casos nos quais não é possível um bom fechamento após abrir a embalagem, ele recomenda a transferência para um recipiente com fechamento hermético (sacos “zip”), independente se o produto deverá ficar em temperatura ambiente, refrigerador ou freezer. “O fechamento adequado retarda o ressecamento superficial do produto e aumenta a higiene do acondicionamento”, ressaltou o especialista, que dirige o Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Ital.

Caso seja necessário transferir o alimento, é importante colar uma etiqueta no novo recipiente contendo, no mínimo, o nome do produto, marca, lote, data de abertura e validade após abertura, conforme a recomendação do fabricante.

O filme plástico, disponível em várias versões no mercado, é ideal para revestir utensílios como tigelas, potes e envolver produtos sólidos. “Há também os saquinhos prontos, que são vendidos em unidades ou rolos, os quais permitem o acondicionamento de produtos em geral, mas devem ser fechados com selos, fitas ou prendedores, lembrou Assis.

Além de observar sempre as recomendações do fabricante e a data de validade, o especialista indica alguns importantes cuidados com os alimentos que devem ser intensificados no Verão:

Carnes: devem ser comercializadas e estocadas em casa sob refrigeração ou congeladas. Tanto no momento da compra como no preparo, é importante observar se as embalagens a vácuo não estão comprometidas: elas devem aderir ao produto, sem a presença de gás em seu interior.O ideal é preparar toda a carne depois de aberta, pois sua vida útil enquanto crua, mesmo sob refrigeração, será mais curta. No caso de congelados, procurar por sinais de descongelamento ou re-congelamento, como líquido congelado nas caixas externas, muitos cristais de gelo no produto, embalagens molhadas, produtos amolecidos ou deformados.

Legumes e verduras: produtos pré-processados (picados, fatiados etc.) devem ficar sob refrigeração, pois sua sensibilidade a alterações é maior do que o produto in natura inteiro. Alimentos adquiridos inteiros devem ser conservados sob refrigeração. Para não ressecar, é preciso guardá-los em sacos plásticos ou em gaveta específica na geladeira. Entretanto, frutas como a banana sofrem danos à temperatura de refrigeração. Neste caso, melhor deixá-la em ambiente seco e arejado. Após retirar as folhas, partes e unidades deterioradas, os legumes e verduras devem ser lavados e deixados de molho por 10 minutos em solução de água clorada. Após enxaguar e embalar, manter sob refrigeração até a hora do consumo.

Macarrão, açúcar, sal, farinhas em geral: observar se a embalagem está íntegra, sem mofo e insetos. Armazenar em local fresco e sem umidade excessiva. Após abertos, podem ser mantidos na própria embalagem, desde que com algum tipo de refechamento, para manter as propriedades de proteção.

Queijos, leites e iogurtes: devem ser mantidos em ambientes refrigerados e recipientes com bom sistema de fechamento. Se não for possível refechar a embalagem aberta, substituir por um recipiente ou envoltório que possa ser fechado. No caso do queijo, quanto maior o contato do envoltório com o produto, ou seja, quanto menor o espaço com ar no interior da embalagem, melhor será a proteção oferecida contra o crescimento de fungos na superfície do produto.

Comidas prontas: alimentos preparados em casa devem ser mantidos à temperaturas acima de 60°C para consumo imediato. Nos dias muito quentes do verão, as comidas não devem ser deixadas resfriando à temperatura ambiente por muito tempo, pois pode ocorrer a contaminação e desenvolvimento microbiológico. Podem ser mantidas sob refrigeração em recipientes fechados para consumo em curto espaço de tempo (1 – 2 dias) ou congeladas em recipiente fechado se for necessária uma duração maior.

Peixes, mariscos e crustáceos: exigem maior atenção na sua conservação, reduzindo-se ao máximo o tempo de exposição em temperaturas fora do recomendado.

Além da perda do produto, falhas de higiene e conservação inadequada do alimento podem causar o desenvolvimento de microrganismos com implicações para a saúde do consumidor. “Quanto maior a temperatura ambiente, maior é a velocidade de deterioração de alimentos. Por isso, é preciso muita atenção às recomendações de estocagem e de prazo de validade”, alertou Assis Garcia, ressaltando que a zona de temperatura perigosa para a segurança dos alimentos fica entre 5°C e 60°C.

Campanha “Janeiro Dourado” alerta sobre a importância do acompanhamento médico na prática de exercícios

janeiro dourado

Não é novidade para ninguém que praticar exercícios traz muitos benefícios ao nosso corpo, pois o mantém saudável e em equilíbrio. Atividade física regular é uma das coisas mais importantes que se pode fazer para a saúde e, cada vez mais, as pessoas estão se conscientizando e mudando seus hábitos, incluindo atividades físicas em sua rotina.

O que nem todo mundo sabe ou atribui à devida relevância é que, para praticar exercícios, antes de tudo, é imprescindível fazer uma avaliação médica para descartar possíveis condições que possam limitá-los ou até restringi-los. Não são raras as notícias de pessoas que sofreram desde lesões osteo-musculares até morte súbita ao praticarem atividades físicas, seja em academias ou em uma simples partida de futebol de domingo, sem avaliação e orientação adequadas. Estas situações trazem à tona a importância do auxílio de um médico especializado.

Para alertar a população com relação à necessidade da avaliação realizada por um médico do esporte antes de inserir o exercício físico em sua rotina, a Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (Spamde) lança a campanha Janeiro Dourado – Porque sua Vida Vale Ouro, um mês para a conscientização da saúde do esportista. A campanha irá promover o conhecimento e divulgar informação sobre os benefícios alcançados com hábitos mais saudáveis, além de esclarecer sobre a Medicina Esportiva e o papel do médico do esporte na rotina do praticante.

A ação tem o objetivo de destacar a importância da realização de avaliação médica pré-participação esportiva (denominada entre os profissionais do esporte de APPE), que é de fundamental para detectar condições clínicas que possam representar riscos durante o treino e/ou competição. A campanha ressalta ainda que esta avaliação deve ser repetida anualmente, com particularidades em relação à idade e ao gênero do praticante.

“Nosso objetivo é informar sobre a importância deste acompanhamento médico para a prática de atividades físicas com segurança, evitando os possíveis malefícios da realização sem orientação adequada. Queremos mostrar que o exercício físico bem orientado ajuda a prevenir as principais causas de morte no Brasil: reduz o risco de morte por doenças cardiovasculares, ajuda no controle de doenças metabólicas, como diabetes, dislipidemia e obesidade, diminui a incidência e auxilia no tratamento de diversos tipos de cânceres e também de depressão e ansiedade, promovendo a saúde e o bem-estar”, explica Dr. Bernardino Santi, Presidente da Spamde.

Durante todo o mês de janeiro, ações de ativação serão realizadas em hospitais e demais locais relacionados à saúde, com o intuito de compartilhar informações com a população praticante de esportes. E no final do mês,  a Spamde promoverá um evento na cidade de São Paulo, no qual médicos do esporte realizarão gratuitamente exames que mostram se o indivíduo está apto a praticar exercícios e quais cuidados deve ter, além de compartilharem informações e orientações aos praticantes.

Sobre a criação da campanha, Dr. Bernardino Santi explica: “Escolhemos o mês de janeiro por ser o início de temporada para a maioria das equipes esportivas e também porque é o primeiro mês do ano, quando a maioria das pessoas promete mudar de vida, ser mais ativa e mais saudável, mas nem sempre consegue. Já a cor dourada remete à medalha, ao primeiro lugar, ao pódio, que representa aquilo que cada um de nós pode ganhar ao mudar o estilo de vida, comparando o valor de nossas vidas ao ouro”.

Checklist diabetes: viaje sem imprevistos

ferias

As festas de final de ano já passaram, mas as férias continuam para alguns e, as viagens começam agora – período em que é comum sair da rotina e deixar de lado os cuidados com a saúde. Quem tem diabetes, no entanto, precisa estar atento não só à alimentação, mas especialmente ao tratamento feito para manter a glicemia sob controle. Confira abaixo uma lista com dicas que podem fazer a diferença durante uma viagem ou passeio. Prepare as malas e aproveite!

PRE-PA-RA

Antes de tudo é importante considerar o local para onde deseja viajar: fuso horário, comidas típicas e restaurantes

Parece básico, mas faz toda a diferença. Para pessoas que tomam insulina com horário marcado é preciso fazer a conta certa. “Converse com o seu médico para que possa programar as aplicações considerando o tempo de viagem, o fuso horário e as peculiaridades da região para onde vai viajar, como o clima. Assim, será possível organizar não só as doses necessárias com eventuais ajustes, mas também a melhor maneira de transportar e armazenar a medicação”, afirma Marina Santorso Belhaus, gerente médica de diabetes da Novo Nordisk, empresa global de saúde líder no tratamento do diabetes.

Outra dica importante é pesquisar quais são as comidas típicas do destino e se há restaurantes que ofereçam opções mais leves. Dessa forma, é possível fazer escolhas mais saudáveis, evitando os picos de glicemia. Se não for viajar, também vale ter atenção às ceias e eventos de fim de ano: em geral, as comidas natalinas contêm muito carboidrato – que, se consumido em excesso, pode resultar em episódios de hiperglicemia.

Para saber a quantidade de carboidrato presente em cada alimento, a Sociedade Brasileira de Diabetes contém um Manual Oficial de Contagem de Carboidratos, com orientações para a escolha dos alimentos mais adequados e forma de consumi-los.

MALA DE MÃO – KIT SOBREVIVÊNCIA

Leve com você um relatório e receitas dos medicamentos e insumos (em português e inglês)

“Esse documento é extremamente importante, pois comprovará que você tem diabetes e que estará em posse de medicamentos e insumos (como insulina, lancetas, seringas, canetas de aplicação de insulina) para o seu tratamento e controle”, explicou Marina. Assim, você terá liberação para levar os insumos em sua mala de mão (no caso de viagem de avião) ou para aplicá-la em um lugar público sem inconvenientes. 

Caso a viagem seja internacional, peça ao seu médico para destacar o CID (Código Internacional de Doenças) em sua declaração e mantenha-a com seus documentos pessoais, como passaporte ou identidade. Nesse caso, ter os materiais em inglês é importante pois, no caso de uma urgência, será mais fácil explicar seus sintomas ou necessidade de medicação.

Tenha em mãos o seu medidor de glicose com tiras reagentes, lancetas, lancetador, sachês de álcool e pilhas extras

O ideal é que esses materiais viagem com você na mala de mão, pois insulinas podem congelar no porão do avião ou em grandes altitudes – sem contar o risco da sua bagagem se perder ou ser pega por engano.

Também é importante levar uma quantidade extra de insumos – segundo Marina, o ideal é que haja o suficiente para pelo menos dois dias a mais de viagem. Assim, caso haja um atraso no trajeto, seu tratamento está garantido. 

Tenha sempre alguns lanchinhos prontos

Se estiver de carro ou ônibus, por exemplo, problemas no veículo ou engarrafamentos podem acontecer, prolongando o tempo de viagem. Leve, então, suco, barra de cereal ou sachês de glicose, evitando longos períodos de jejum e diminuindo as chances de um quadro de hipoglicemia.

Identifique-se

“É válido usar uma pulseira de identificação, com seu nome e um telefone de emergência, principalmente se estiver viajando sozinho”, sinalizou Marina. Também é válido sinalizar que você tem diabetes e que faz uso de medicação contínua.

ANTES DE SAIR

Fique de olho na glicemia

Observar a glicemia, especialmente se você tem diabetes tipo 1, deve fazer parte de sua rotina. Por isso, esteja atento à sua glicemia logo antes de sair de casa para não correr o risco de ser pego por uma hipoglicemia inesperada. Essa atenção deve ser redobrada se você for dirigir por longos períodos.

 NO CAMINHO

Movimente-se e beba água

Uma das características do diabetes é a forte dor nas pernas, causada pela má circulação sanguínea. Durante viagens longas, procure fazer pausas para caminhadas (seja dentro do avião ou nas paradas em postos de conveniência) e mantenha-se hidratado, a fim de evitar complicações circulatórias. “Uma boa dica para viagens longas é o uso de meias de compressão. Elas auxiliam a circulação e aliviam a sensação de inchaço”, disse Marina.

Avise se precisar medir a glicemia ou aplicar insulina

As pessoas ao seu redor podem não ter conhecimento do que é diabetes e de como ele é tratado. Se o trajeto for longo e você necessitar medir sua glicemia ou aplicar insulina, explique rapidamente a quem estiver ao seu lado o que fará.

Essas dicas podem ajudar na hora de planejar uma viagem ou gerenciar qualquer emergência que aconteça enquanto você estiver longe de casa. Mas lembre-se: fale com seu médico e ele poderá oferecer orientações específicas para você.

Saiba porque a chia não pode faltar na sua alimentação

chiaOriginária do sul do México, a chia é uma semente que definitivamente não pode ficar de fora da alimentação, inclusive daqueles que querem perder alguns quilinhos. Riquíssima em uma série de nutrientes, ela pode ser encontrada nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas na forma de farinha, óleo ou grão inteiro.

A farmacêutica responsável da Meissen, empresa de produtos naturais, Maria Laura Álvares Lobo, ressalta que uma das vantagens proporcionadas pela chia é a facilidade na sua maneira de consumo. “Uma boa ideia é consumi-la misturada no iogurte, no leite ou no suco. Mas há inúmeras possibilidades, já que não tem gosto nem cheiro marcantes. Também pode ser incluída em bolos, gelatina, biscoitos, salada, carnes e entre muitas outras combinações”, comenta.

A única restrição, ainda de acordo com Maria Laura, é que o grão não pode ser consumido sozinho, pois absorve muita água do organismo, podendo trazer malefícios. Confira abaixo os principais benefícios que a chia traz para a saúde.

  1. Rica em proteínas, cálcio, vitaminas e ômega 3

Apesar de muito pequena, a chia é uma semente rica em diversas vitaminas, cálcio, minerais, fibras e ômega 3. A cada 20g, possui 4g de proteína vegetal. Portanto, é uma excelente fonte saudável para o organismo e um balanço para auxiliar aquelas pessoas que não possuem dietas tão regradas.

  1. Provoca saciedade

Se a ideia é diminuir a quantidade de alimento ingerido durante as festas, a chia também pode auxiliar. Isso porque, em virtude do seu alto valor nutritivo, a semente – se consumida adequadamente – provoca uma sensação de saciedade, permitindo desta forma que a pessoa consuma menor quantidade de outros alimentos ou consiga espaçar de forma adequada as refeições.

  1. Auxilia na saúde intestinal

Por ser fonte de fibras, a chia auxilia no funcionamento geral do organismo e facilita a atividade do intestino, o que traz muitos benefícios à saúde e ao bem-estar.

De acordo com Maria Laura, incluir a chia na alimentação é fácil e só tem a trazer benefícios, pois é uma alternativa para aqueles que mantém uma dieta balanceada e também para quem tem diabetes, pois as fibras ajudam a controlar a glicemia. As fibras dietéticas solúveis diminuem e controlam a velocidade de desintegração dos hidratos de carbono, controlando, assim, o nível de glicose no corpo.

Dicas: como fugir das “tentações” das festas de final de ano

ceiaFinalmente 2016 está chegando ao fim! Depois de um ano bastante confuso e conturbado, nada mais justo que grandes comemorações para celebrar a chegada do Ano Novo. Mas, com elas, chegam também os cardápios com pratos que podem ser tão gostosos quanto perigosos para os diabéticos.

Frituras, massas, maioneses e alimentos ricos em gorduras saturadas, presentes na maioria das festas, geralmente não fazem parte da rotina dos diabéticos,  pois sobrecarregam o organismo com carboidratos que elevam os níveis de glicemia no sangue. Além disso, também estão mais propensos a problemas cardíacos e, por isso, o consumo de bebidas alcoólicas deve ser evitado. Mas, para brindar as festas, intercalar um copo d´água entre uma taça e outra é válido.

Para quem tem uma dieta controlada e quer evitar os excessos desta época, a nutricionista Juliana Cristina de Castro dá dicas de pratos leves e igualmente saborosos, que é para ninguém passar vontade.

Receita 1: salada em camadas

Ingredientes:

  • 200g de queijo branco em cubinhos ou mussarela ralada;
  • 200g de peito de frango defumado em cubinhos bem pequenos;
  • Cheiro verde picado a gosto;
  • 10 unidades de tomatinhos cereja picados ao meio;
  • 1 maço de rúcula lavada e picada;
  • 1 alface americano lavado e picado;
  • Orégano a gosto;

*Pique as folhas e misture com o cheiro verde.

Modo de Preparo:

  1. Forre uma vasilha de inox redonda ou oval funda com filme de pvc ( deverá ser funda, pois essa salada é desenformada), arrume os tomatinhos cereja e, em seguida, coloque 1/3 do  queijo e 1/3  peito de frango defumado e o orégano;
  2. Coloque uma parte das saladas misturadas com o cheiro verde, um pouco de tomate cereja, queijo e peito de frango;
  3. Acrescente mais um pouco da salda já misturada e finalize com o queijo e o peito de frango defumado. Dê uma leve prensada com as mãos e cubra com o PVC. Deixe na geladeira uma hora;
  4. Quando for servir, retirar o PVC e desenforme em um prato bem bonito. O queijo colocado primeiro ficará por cima.

Receita 2: molho de iogurte para salada

Ingredientes:

  • 1 pote de iogurte desnatado;
  • 1 colher (sopa) de azeite;
  • 1 colher (chá) de sal marinho;
  • 1 pitada de orégano;
  • Cebolinha a gosto;
  • 1 dente de alho pequeno;

Modo de preparo:

Bata tudo no liquidificador e sirva para temperar a salada.

Receita 3: geladão de abacaxi diet

Ingredientes:

  • 1 abacaxi picado em cubinhos, sem o miolo;
  • 2 pacotes de gelatina diet;
  • 500 ml de água para ferver o abacaxi;
  • 500 ml de água quente para diluir a gelatina;
  • 2 colheres (sopa) bem cheias de adoçante para forno e fogão;
  • 1 pote de iogurte natural desnatado;

Modo de Preparo:

  1. Leve ao fogo o abacaxi em cubos com 500 ml de água e as 2 colheres de adoçante;
  2. Deixe ferver aproximadamente 40 minutos , desligue e espere esfriar;
  3. Ferva 500 ml de água, dissolva a gelatina e esperar esfriar;
  4. Depois de tudoem temperatura ambiente, misture o iogurte no abacaxi e despeje a gelatina nessa mistura.
  5. coloque em um pirex e leve à geladeira por pelo menos 5 horas antes de servir.

Receita 4: farofa funcional tropical

Ingredientes:

  • 500g de farinha de mandioca torrada;
  • 1 cebola grande picada em pétalas finas;
  • 1 colher (sopa) de alho granulado;
  • 1/3  xícara (chá) de óleo de girassol ou azeite;
  • ½ xícara de uvas passas;
  • 1 xícara de castanhas (Castanha do Pará e nozes) levemente trituradas;
  • 4 colher (sopa) de gergelim;
  • 4 colheres (sopa) de linhaça;
  • 4 colheres (sopa) de quinoa;
  • 1 colher (sopa) rasa de sal marinho;
  • 2 bananas quase maduras picadas e cubos;

Modo de preparo:

  1. Frite a cebola no óleo até ficar bem torrada (quase preta). Depois, adicione as sementes (gergelim, linhaça, quinoa);
  2. Adicione as castanhas, o sal e a farinha de mandioca e mexa até a farinha dourar;
  3. Desligue e adicione o alho granulado;
  4. Mexa, coloque as passas, misture e, por último; a banana picada.

Receita 5: bolo de frutas funcional

Ingredientes:

  • 6 bananas nanicas ou prata médias e maduras;
  • 3 maçãs gala ou fuji;
  • 4 ovos;
  • 2 colheres (sopa) de semente de linhaça;
  • ½ xícara (chá) de uva passas;
  • ½  xícara ou 100 ml de óleo de girassol;
  • 2 colheres (sopa) de canela em pó;
  • 200g ou 1 caixa de aveia em flocos finos;
  • 3 colheres (sopa) de castanha do pará picada;
  • 3 colheres (sopa) de nozes tipo mariposa;
  • 1 colher (sopa) de açúcar Magro em pó;
  • 1 colher (sopa) cheia de fermento em pó;

Modo de preparo:

  1. Bata os ovos com o óleo e acrescente a linhaça e a uva passas;
  2. Acrescente as maçãs em pedaços com a casca, 4 bananas, o açúcar magro e a canela em pó;
  3. Despeje o conteúdo do liquidificador em uma vasilha e acrescente as outras duas bananas picadas, as castanhas e as nozes picadas, a aveia em flocos e; por último, o fermento;
  4. Pincele óleo na forma e despejar o bolo e asse por aproximadamente 45 minutos em forno pré- aquecido em  forno médio, a 230 graus.

Molhos Para Assados:

Molho de abacaxi:

Ingredientes:

  • 1 abacaxi cortado em cubinhos;
  • 2 colheres de mostarda;
  • 1 colher (sopa) de vinagre;
  • 2 xícaras de suco de abacaxi;
  • 2 colheres de mel;

Modo de preparo:

Em uma panela, coloque a mostarda, o vinagre o abacaxi, o suco e o mel. Deixe no fogo durante 25 minutos ou até o molho engrossar.

Molho madeira:

Ingredientes:

  • 2 colheres (sopa) de manteiga;
  • 1 xícara de farinha de trigo;
  • 200ml de vinho madeira;
  • 500ml de caldo de carne;
  • 1 colher (sopa) de mostarda;
  • ½ colher (sopa) de molho inglês;
  • Pimenta a gosto (opcional);

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque a manteiga e espere derreter um pouco. Acrescente a farinha e deixe até obter uma cor dourada; 
  2. Acrescente o vinho devagar e mexa sempre;
  3. Em um copo com um pouco de água, dissolva o caldo de carne e coloque junto da mistura;
  4. Adicione o molho inglês, o sal e a mostarda.
  5. Mexa até o molho engrossar.

Molho de maracujá:

Ingredientes:

  • 1 polpa grande de maracujá
  • 1 copo de champanhe
  • 1 cebola picada
  • 1 colher (sopa) de margarina
  • 1 colher (sopa) rasa de farinha de trigo

Modo de preparo:

  1. Em uma panela, coloque a margarina espere derreter um pouco. Em seguida, coloque a cebola e deixe dourar na margarina;
  2. Acrescente a farinha de trigo e deixe no fogo durante 5 minutos. Se preferir, coe o molho;
  3. Acrescente o champanhe, a polpa e deixe até engrossar.

Molho de mostarda com iogurte:

Ingredientes:

  • 1 dente de alho amassado;
  • 2 colheres (sopa) de suco de limão;
  • 3 colheres de mostarda;
  • 1 potinho de iogurte natural;
  • Sal a gosto (opcional);
  • ½ copo de água;
  • Pimenta a gosto (opcional);

Modo de preparo:

  • Em uma tigela, coloque o dente de alho bem amassado, o suco de limão, a mostarda e o potinho de iogurte;
  • Acrescente água para diluir a mistura. Se ficar grossa, acrescente mais de água. Finalize com o sal e pimenta a gosto.

 

Mulheres diabéticas são três vezes mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças coronárias

mulher-2Dados recentes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), apontam que cerca de 10% da população brasileira adulta tem diabetes. Destes, 41% controla a doença com medicamentos, 29% faz apenas dieta, 23% não segue nenhum tratamento e 7% é dependente de insulina. Quando não tratada corretamente e com níveis de glicemia no sangue descontrolados, a doença pode provocar sérios danos à saúde, principalmente das mulheres, de acordo com uma pesquisa realizada por especialistas Austrália, Grã-Bretanha e Holanda.

Os resultados desse estudo mostraram que o risco de uma pessoa diabética sofrer uma doença coronária é 44% maior se ela for do sexo feminino. Ou seja, é o triplo de chances quando comparada à uma mulher sem diabetes. O diabetes é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e entupimento de artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas – dilatação de um vaso sanguíneo.

Além de acometer o coração, o diabetes pode, também, comprometer os rins (insuficiência renal) e o cérebro (AVC ou derrame). O risco de sofrer um infarto aumenta 50% nas mulheres com diabetes e 40% nos homens diabéticos. “Quando a enfermidade se instala, potencializa outras condições de risco como a pressão alta e o colesterol elevado. O diabetes é uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido e pronto para causar muitos problemas”, explica Dr. Leopoldo Piegas, cardiologista do HCor (Hospital do Coração).

O diabetes tipo II oferece mais risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. A má alimentação, falta de atividade física regular e de acompanhamento médico adequado são hábitos que devem ser modificados. “Escolher com cuidado os alimentos que ingerimos para atingir e conservar o peso corporal próximo do ideal, além de preservar a capacidade do pâncreas em produzir insulina, associadas à prática de atividade física regular, ajudam a afastar a possibilidade de instalação do diabetes do tipo 2 – modalidade da doença mais associada ao desenvolvimento de problemas cardiovasculares”, explica Dra. Regeane Cronfli, endocrinologista do HCor (Hospital do Coração).

De acordo com Dr. Piegas, controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos, bem como realizar refeições em horários regulares, são atitudes que podem prevenir o diabetes do tipo 2, além de controlar definitivamente a doença e, consequentemente, garantir o bom funcionamento do coração.

Além do paciente diabético ter mais risco de contrair doenças do coração, é necessário cuidado redobrado mesmo após o tratamento. “Isso porque sempre haverá tendência de obstruções das artérias. É importante não procurar por ajuda apenas em momentos mais sérios, mas principalmente para prevenção de patologias. Se as doenças não forem evitadas, elas poderão trazer consequências muito mais graves à saúde”, pondera Dr. Piegas.

Diabetes e doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares estão entre as causas mais frequentes de morte no Brasil, e evitar o diabetes significa afastar essa ameaça. E não é difícil seguir esse caminho. Primeiramente, é necessário avaliar a presença de fatores de risco, como tabagismo, excesso de gordura abdominal, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras e história de diabetes na família. “Quando esses fatores existem, o acompanhamento com um profissional de saúde ajuda a promover uma melhora gradual no estilo de vida e reduz, em cerca de 60%, o risco de desenvolver a doença”, explica Dra. Regeane.

Em pessoas com diabetes, a orientação ajuda a reduzir a gordura abdominal e a controlar melhor os níveis de pressão arterial, colesterol e glicose, diminuindo os riscos de infarto e de AVC. “Já os que não desenvolveram nenhum fator de risco sabem: manutenção de um peso corporal adequado, boa alimentação rica em frutas, hortaliças, legumes e verduras, grãos integrais, produtos como leite desnatado e seus derivados e exercício físico regular podem manter longe o diabetes”, finaliza Dra. Cronfli.

Fonte: Assessoria de Imprensa