Exames para manutenção da saúde devem começar a ser feitos na infância

Como diz o famoso ditado popular: é melhor prevenir que remediar. Seguindo essa lógica, os exames preventivos se tornam importantes aliados na descoberta ou até prevenção de doenças, como a diabetes. Mas quais tipos de cuidados são necessários em cada fase da vida? Existem check-ups específicos para crianças, jovens e adultos?

Sim, existem! O cardiologista e CEO do CECAM – rede de clínicas de saúde-, Anis Mitri, destaca os principais exames que devem ser realizados para cada faixa etária e quais as precauções devem ser tomadas para uma vida mais saudável e equilibrada.

1) Da infância à adolescência:

Teste do pezinho: obrigatório e gratuito, o exame é feito em 48 horas após o nascimento da criança, em que o sangue do bebê é colhido a partir de um furinho no calcanhar. “O objetivo é detectar doenças genéticas. Com a detecção da doença precoce, é possível tratar antes mesmo de os sintomas aparecerem. Já o exame do pezinho ampliado, é particular e não é obrigatório, mas disponibiliza uma checagem mais completa de mais de 30 doenças”, alerta Dr. Anis.

Colesterol, Hemograma e Glicemia: esse exame pode ser realizado a partir dos dois anos de vida em bebês e se houver histórico familiar de dislipidemias ou diabetes.

DSTs e Hepatites: podem ser solicitados juntos e indicados para adolescentes que iniciaram a prática sexual. Esse tipo de exame constata a presença dos vírus da Aids, HPV, herpes e sífilis. “Hepatite não é DST, mas alguns tipos são sexualmente transmissíveis”, alerta Dr. Anis.

2) Mulheres e Homens a partir dos 20 anos:

Papanicolau ou preventivo ginecológico: deve ser feito anualmente um ano depois da primeira prática sexual. O objetivo é prevenir o aparecimento do câncer no colo do útero, além de verificar qualquer tipo de doença, infecção ou alteração do colo uterino.

Mamografia: esse primeiro exame pode ser feito entre 50 a 69 anos, tanto em homens quanto em mulheres. É uma avaliação das mamas feita por raio X, com o objetivo de prevenir ou detectar câncer de mama.

Próstata: é recomendável fazer esse exame a partir dos 40 anos de idade e, a partir dos 50, deve ser feito anualmente, pois é o período em que o risco de câncer de próstata aumenta. São necessários 3 exames para detectar a doença: o toque retal, a ultrassonografia e o de sangue PSA.

Densitometria óssea: mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea. Esse exame também é preventivo e pode até detectar osteoporose. Em mulheres, a densitometria é feita anualmente após a menopausa e nos homens após os 60 anos.

Ácido úrico: pode ser feito anualmente em homens e mulheres a partir dos 30 anos. Esse ácido é responsável pela metabolização de algumas proteínas do organismo. Sua elevação pode acarretar em hipertensão, doenças cardiovasculares ou cálculo renal.

 3) Mulheres e homens a partir dos 60 anos

Teste ergométrico: feito por meio de exercícios físicos na esteira ou bicicleta ergométrica, é indicado após os 30 anos anualmente, e também para quem quer iniciar qualquer atividade física, e a partir dos 60 anos. O teste mede a capacidade cardíaca e indica a existência de doenças cardiovasculares como hipertensão ou aterosclerose.

Hemograma: deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos e com esse exame é possível detectar anemia e outras doenças.

Ureia e creatinina: também deve ser feito anualmente a partir dos 60 anos para checar as funções renais e e também possíveis alterações.

Colonoscopia: com esse exame é possível diagnosticar o câncer de intestino, que pode ser detectado por outro exame chamado pesquisa de sangue oculto de fezes. Deve ser feito a partir dos 50 anos anualmente.

 

Persistência e escolhas corretas são os segredos para uma introdução alimentar sem traumas ao bebê

Depois de seis meses alimentando o bebê exclusivamente com leite, preferencialmente materno, enfim chega o momento de iniciar a introdução alimentar. Essa nova fase requer muita paciência, persistência e atenção aos alimentos escolhidos, de acordo com a pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Natacha Sakai.

“Muitas mães se frustram, pois a criança demora em pegar gosto pela comida ou fruta, mas isso é completamente normal. O indicado é persistir na oferta, em média, de 8 a 10 vezes para que ele seja aceito”, sugere. Uma boa alternativa é começar este processo com frutas, como banana, pera e maçã. “As crianças costumam preferir o sabor mais adocicado e rejeitar sabores azedos ou amargos”, complementa Natacha Sakai.

A pediatra reforça ainda que o bebê deve ter completado seis meses para receber alimentos sólidos, pois nesta fase a maioria das crianças já apresenta desenvolvimento motor e neurológico suficiente para processar a mastigação e deglutição do alimento e o organismo está apto para digerir nutrientes diferentes do leite materno.

Neste momento de aprendizagem, é fundamental a atenção dos pais com possíveis engasgos, pois o pequeno está desenvolvendo uma nova habilidade. Para evitar acidentes, não ofereça alimentos com forma pontiaguda ou de consistência endurecida.

“Evite alimentos que, quando mastigados, fiquem em pequenos pedaços que possam ser aspirados, como amendoim ou esféricos, como a uva inteira. A refeição deve ser sempre supervisionada por um adulto responsável”, alerta Natacha Sakai.

No caso de experimentação de introdução alimentar Baby-led weaning, em que a criança se alimenta sozinha, é importante obter orientação profissional para o processo adequado. “O que realmente devemos levar em consideração é que este processo é lento e gradual, sem se esquecer do aleitamento materno, que pode se estender além dos dois anos de idade”, finaliza a especialista.

Atividade física: quanto mais cedo, melhor!

Correr, pular, nadar, jogar bola, brincar. Independente da faixa etária, é fundamental para toda criança se movimentar e ter uma vida ativa. Por isso, as atividades físicas devem ser estimuladas e fazer parte da vida dos pequenos desde cedo. De acordo com a profissional de educação física e personal trainer Camila Sibila, quanto mais exercícios a criança pratica, mais fortes serão seus ossos, músculos e articulações, resultando em um crescimento mais saudável e prevenindo doenças, como obesidade e diabetes.

Mas, quando começar? E qual o primeiro passo a ser dado? Camila dá a dica: a primeira coisa a ser feita pelos pais é descobrir algo que a criança goste e sinta prazer em fazer. ”As atividades lúdicas são essenciais. O importante é respeitar cada etapa do desenvolvimento da criança. Exercícios com muito peso, que exijam uma rotina maçante, grandes níveis de impacto ou de alongamento não são recomendados para o público infantil”, alerta.

O exercício, desde que bem orientado, não é proibido em nenhuma faixa etária. Para crianças e pré adolescentes, as atividades mais indicadas são as lúdicas, ou seja, que remetam a brincadeiras e diversão, além de esportes que  trabalhem coordenação motora, equilíbrio, resistência cardiorrespiratória, etc. A partir dos 15 anos, geralmente, já recomenda-se a prática de exercícios mais específicos, como musculação. ”É sempre fundamental ressaltar que toda prática esportiva deve ser acompanhada e orientada por um profissional de educação física”, lembra Camila.

DMI

Para as crianças já diagnosticadas com diabetes tipo I, os benefícios trazidos pelos exercícios são inúmeros. A atividade física, se praticada frequentemente, pode e deve ser usada como um tratamento da doença. ”É comprovado que a sensibilidade à insulina aumenta quando o indivíduo treina de forma regular e controla o peso. Crianças com essa doença apresentam um risco maior de doenças micro e cardiovasculares, que são decorrentes da falta de controle dos índices glicêmicos. Com a orientação correta, é possível melhorar, e muito, esse controle”, explica a profissional.

É importante frisar que para o diabético, seja tipo I ou II da doença, é essencial que a glicemia seja muito bem controlada antes, durante e depois do exercício. A dieta deve ser dada por um nutricionista, um nutrólogo ou endocrinologista. Cabe ao professor de educação física elaborar uma série de exercícios adequados e com uma intensidade conveniente para cada caso.

 

 

 

 

Consumo de bebidas açucaradas durante a gravidez aumenta o risco de obesidade infantil

Em meio ao cenário de epidemia da obesidade infantil e dos riscos que ela oferece na vida adulta, inclusive diabetes, manter uma alimentação saudável na gravidez é fundamental para o desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde da mãe. Foi o que revelou um estudo realizado em Boston, o Beverage Intake During Pregnancy and Childhood Adiposity, denominado Projeto Viva, que acompanhou 1078 mulheres grávidas e também os seus filhos após o nascimento.

Publicada na edição de agosto da revista Pediatrics, a pesquisa comparou as mulheres que ingeriam bebidas artificiais açucaradas, como refrigerantes e sucos, a outras que não consumiam este tipo de bebidas ao longo da gestação. Os filhos pertencentes ao grupo de mães que consumiu maiores quantidades de bebidas açucaradas apresentaram, por volta dos 7 anos de idade, maior concentração de gordura corporal.

A pesquisa reforça o alerta da prevenção da doença logo nas primeiras etapas do desenvolvimento humano. Manter um acompanhamento com nutrólogo, associado ao pré-natal, pode ser fundamental na manutenção da saúde alimentar da gestante e da criança, a curto e a longo prazo. “Durante o acompanhamento são dadas orientações tanto alimentares quanto suplementares. Assim, podemos ter um bom desenvolvimento fetal, com menos chances de doenças futuras para a criança, incluindo a obesidade”, explica o médico nutrólogo Osvalmir Sá, da Corpometria.

Alimentação da gestante na gravidez

A gestação é o momento de desenvolvimento de um novo ser e, por isso, a necessidade de manter uma alimentação correta para a manutenção da saúde é grande. De acordo com o especialista, não há algo específico que a mulher precise comer, mas sim ter uma rotina alimentar com muita variedade. “A dieta deve contar desde um simples prato de arroz, feijão, carne e saladas até peixes de origem marinha, castanhas e sementes”, exemplifica o nutrólogo.

Para seguir com um peso saudável nesta fase é preciso ter uma dieta saudável, ou seja, com uma boa distribuição de carboidratos, lipídio e proteínas. “A alimentação balanceada diminui as chances de ganho de peso excessivo na mãe que pode vir a ter alterações de açúcar no sangue, hipertensão e obesidade se propagar após a gestação”, enfatiza.

A máxima de “comer por dois” é um erro muito comum nesta fase. “O certo é comer bem por ela até se sentir satisfeita, não cedendo a excessos de nenhuma forma, pois o que ela come hoje reflete na vida futura do seu filho. Existem recomendações calóricas para todas as pessoas e na gestação não é diferente”, realça Osvalmir.

Uma alimentação saudável começa na amamentação!

Quando o assunto é alimentação infantil, há um fato que NENHUM especialista discorda: o leite materno é a melhor opção nutricional para o bebê. Porém, para algumas mães, durante este processo ocorrem algumas complicações e o que deveria ser um momento único, de vínculo entre a mãe e a criança, pode pode acabar em frustração e desconforto.

No período entre 6 e 8 semanas após o parto, é quando o corpo sofre uma série de alterações para retornar ao estado como era antes da gestação, fase em que a mulher necessita de apoio do companheiro e dos familiares. Em alguns casos, este período se torna conflitante, pois com muitas pessoas ao redor, é esperado que todos tenham a intenção de influenciar por meio das suas crenças e experiências.

Em relação à amamentação, o debate entre as orientações médicas e as práticas vividas pelas avós e mães acontecem com uma certa frequência. Todavia, é realmente necessário criar este abismo entre as recomendações dos profissionais da saúde e as experiências vividas por outras mulheres sobre a melhor forma de cuidar dos bebês?

Para esclarecer dúvidas sobre este importante tema, a especialista e enfermeira em maternidade da Medela, Priscila Preissler, desvenda 5 mitos e verdades sobre amamentação:

1. Mito: quando a mãe retorna ao trabalho, é impossível continuar oferecendo leite materno ao bebê

Após a licença maternidade, que normalmente finaliza quando a criança tem de 4 a 6 meses de idade, se for o desejo da mãe continuar amamentando, é possível manter a produção do leite e continuar ofertando ao bebê. Atualmente, extrair o leite materno é uma prática acessível, facilitando o retorno da mãe para suas atividades, sem perder os benefícios do aleitamento. As bombas para extração de leite materno podem ser utilizadas no trabalho ou em qualquer lugar, pois são práticas, portáteis e imitam o padrão de sucção do bebê. O leite extraído pode ser armazenado no refrigerador por 12 horas ou no congelador por até 15 dias. Existem várias opções para ofertar o leite para a criança, o ideal é que a mãe consulte um profissional da saúde para entender qual a melhor indicação.

2. Verdade: amamentar necessita de paciência 

Apesar de ser um ato natural, amamentar é uma ação que deve ser aprendida. Durante o processo surgem vários questionamentos. Muitos são os obstáculos que a mãe pode enfrentar durante a jornada, e é necessária paciência e força de vontade para vencê-los. Entre as dificuldades: falta de conhecimento e conscientização da população e dos profissionais da saúde; culturas, crenças e mitos; condutas inapropriadas e pouca qualificação dos profissionais.

3. Mito: o bebê deve mamar a cada 3 horas

Muitos profissionais ainda orientam as mães a oferecer o seio ao bebê a cada 3 horas, o que na prática gera dúvida, pois se o filho(a) chorar após 1 hora da mamada, a mãe deve ou não oferecer o seio novamente? Hoje trabalha-se com o conceito de livre demanda para alimentação da criança, sem horários pré-estabelecidos, atendendo as necessidades calóricas e emocionais do bebê, quando ele quiser, pelo tempo que ele quiser.

4. Mito: é necessário oferecer chá ou suco para o bebê antes dos 6 meses para suprir sua sede

O aleitamento materno é responsável pela influência positiva na sobrevivência, na saúde e no desenvolvimento das crianças. Muitos efeitos positivos do leite materno, como a proteção contra infecções, são mais evidentes se a amamentação for exclusiva nos primeiros meses de vida, pois a ação protetora contra diarreias e doenças respiratórias pode reduzir quando a criança recebe, além do leite materno, qualquer outro alimento.

5 . Verdade: as mães devem evitar a cafeína e cortar a bebida alcoólica

Muitas substâncias e alimentos podem alterar a composição do leite. Deve-se evitar doses excessivas de cafeína, pois pode deixar o bebê irritado e sem sono e o álcool, que destrói as células nervosas e deixa o bebê sem fome, levando ao baixo ganho de peso. Deve-se também evitar o tabagismos e tomar cuidado com o consumo de certos medicamentos.

Outubro Rosa: campanha enfatiza a importância da prevenção e diagnóstico precoce da doença

O Outubro Rosa visa chamar a atenção para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce do câncer de mama, o o tipo mais comum entre mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não-melanoma. A doença é mais frequente entre as mulheres com mais de 35 anos, especialmente após os 50 anos.

Em grande parte deles, a doença pode ser detectada em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. “Os exames direcionados para o câncer de mama devem ser iniciados a partir dos 40 anos através da mamografia e ultrassonografia. As mulheres que não fazem o exame de rotina por medo, receio ou falta de informação, têm grande chance de perceber a presença do tumor apenas quando ele atingir cerca de 2-3 cm pelo autoexame das mamas. A mamografia pode adiantar isso”, acrescenta o médico oncologista da Aliança Instituto de Oncologia, Marcelo Uchoa.

A principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos, é a presença de nódulo (caroço), geralmente indolor, na mama. Entre os sintomas iniciais pele da mama avermelhada, retraída ou semelhante a uma casca de laranja, alterações no mamilo, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de líquido anormal das mamas.

“É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita. Realizar o autoexame apalpando a região é fundamental para a prevenção”, o outro oncologista da instituição, Marcio Almeida. O profissional ressalta que a maioria dos cânceres tem grande chance de serem tratados quando diagnosticados precocemente.

Os fatores causadores do câncer de mama são diversos. A questão hereditária, por exemplo, atualmente pode não ser tão prevalente quanto os fatores externos, como conta a enfermeira oncológica Sabrina Capita. “O câncer de mama não tem perfil, etnia ou classe social. Qualquer mulher pode ser acometida pela doença. Muitas pessoas se preocupam com a questão hereditária e não consideram outros fatores de riscos como a má alimentação, o stress e o sedentarismo”, explica.

Além de manter o acompanhamento médico periódico, a prevenção do câncer pode ser adotada diariamente por meio de manutenção de hábitos como atividade física e dieta balanceada, que evitam o sobrepeso e a obesidade, um dos principais fatores de risco. O alcoolismo e tabagismo podem aumentar a probabilidade de ocorrência da doença.

 

Conviver bem com a diabetes é possível!

O diagnóstico de diabetes nunca é fácil, seja para adultos, jovens, ou pais de crianças muito novas. Como parar de comer doces? Pode comer arroz? Batata? Como aplicar a insulina? Passar uma vida dependendo de remédios? E as complicações?

São muitos os fatores que podem assustar todos que têm que começar a conviver com essa doença crônica e que não tem cura, mas é possível sim conviver muito bem com ela. Basta apenas mudar alguns hábitos para que tudo se torne mais leve.

Confira algumas dicas da OneMarket, plataforma que reúne clubes de assinaturas com foco em alimentação inclusiva, e lembre-se: o acompanhamento de médicos e especialistas é fundamental para a manutenção da saúde.

1. Fracione as refeições

As refeições podem aumentar o índice glicêmico do seu corpo — um sintoma natural, já que alguns alimentos se transformam em glicose no momento de digestão. Por isso, o ideal é comer mais vezes por dia e em porções menores. Alimentando-se de forma moderada fica mais fácil evitar esse efeito colateral e não sofrer com os picos de glicose no sangue.

2. Aposte nos alimentos certos

Como falado acima, alguns alimentos podem se transformar em glicose — e os carboidratos simples são um ótimo exemplo disso. Uma boa solução é trocá-los (assim como todos os alimentos com farinha branca) pelas opções integrais, pois essa é uma ótima alternativa para evitar excesso de glicose. Além disso, é fundamental evitar os açúcares refinados, pois eles também podem trazer complicações. Investir em uma dieta com os alimentos certos para sua nutrição é uma opção bastante eficaz.

3. Beba muito líquido

A água deve fazer parte da vida de qualquer pessoa que queira conviver com a diabetes de uma maneira mais tranquila. Isso porque além de ajudar a te manter hidratado, ela auxilia a remoção do excesso de glicose do sangue, na medida em que ele acaba sendo eliminados pela urina. Uma atitude relativamente simples, mas que pode trazer resultados um tanto quanto significativos na qualidade de vida da pessoa com diabetes.

4. Movimente-se e adote algum exercício físico

O sedentarismo pode atrapalhar ainda mais a vida de quem tem diabetes. Por isso, a prática de exercícios deve ser seguida com frequência. Para que ela aconteça com segurança, é fundamental que o praticante esteja devidamente alimentado e hidratado para que a glicemia não baixe. Além disso, essa é uma ótima maneira de controlar o índice de colesterol, outro ponto que pode fazer com que você consiga conviver com a diabetes com mais facilidade.

5. Controle o consumo de bebida alcoólica

O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser feito com prudência. Quem tem diabetes, por exemplo, não pode começar a beber estando com a barriga vazia, pois o consumo de bebida alcoólica pode levar à hipoglicemia. Quem já teve essa experiência, sabe que isso significa sentir tremores, fome, enjoo e irritação. Por isso, é bom comer sempre que for beber e ter uma atitude mais controlada nesse sentido.

6. Tenha uma boa noite de sono

As horas de sono são mais vitais para o funcionamento do nosso corpo do que muitos de nós imaginamos. No caso da diabetes não é diferente, já que o período de descanso regula os níveis de colesterol e de glicose no sangue. Portanto, nada de passar a noite virado ou pensar que uma boa noite de sono não é importante. Muito pelo contrário: não abra mão desse cuidado com sua saúde!

5 fatos sobre diabetes que todo mundo deve saber

Sabe-se que o diabetes está ligado ao excesso de glicose no sangue e que as pessoas que têm a doença devem evitar consumir excesso de açúcares e carboidratos. Para controlar os níveis de glicose no sangue, pacientes fazem uso diário de medicamentos orais ou de insulina para o controle dos níveis de glicose.

Mas, apesar da grande abordagem sobre o assunto, alguns fatos ainda precisam ser esclarecidos sobre o diabetes. De acordo com a endocrinologista Dhianah Santini, há pelo menos cinco fatores sobre a doença que são essenciais para conhecimento de todos. Entenda melhor alguns deles:

1. Diabetes não tem cura: VERDADE – Há quem confunda o controle do diabetes com a cura da doença. De acordo com o conhecimento médico atual, não há tratamentos aprovados clinicamente que garantam a cura do diabetes. Contudo, realizando o controle dos níveis de glicose, seguindo os tratamentos indicados e consultando um médico regularmente, o paciente pode viver muito bem com a doença.

2. Diabetes é doença de idoso: MITO – O diabetes é uma doença crônica com dois tipos mais frequentes. O tipo 1 é caracterizado por um defeito imunológico que reduz a produção de insulina pelo pâncreas. O diagnóstico costuma ser realizado durante a infância e a adolescência, e corresponde a 5% – 10% dos casos. Já no tipo 2, que está relacionado a quase 90% dos diagnóstico, o pâncreas produz insulina, mas sua ação está comprometida nas células musculares e adiposas. Por estar relacionado a excesso de peso, sedentarismo e histórico familiar, o diabetes tipo 2 pode ser evitado – o que não acontece no tipo 1 – e é geralmente diagnosticado em pacientes adultos.

3. A doença cardiovascular no diabético mata mais que HIV, tuberculose e câncer de mama na população mundial: VERDADE – Problemas nos olhos, feridas nos pés que não cicatrizam, mau funcionamento dos rins e neuropatia diabética (caracterizada pela alteração da sensibilidade em partes do corpo) são as complicações mais faladas sobre a doença, sendo que as doenças cardiovasculares são as que mais matam. As complicações no coração estão relacionadas ao diabetes porque o alto índice de glicose gera alterações nos vasos sanguíneos que levam à sua obstrução, afetando a condução do oxigênio que chega aos tecidos do corpo.

4. Mau funcionamento dos rins e cegueira são as únicas complicações do diabetes: MITO – Quando o diabetes não é controlado e ocasiona obstruções em pequenos vasos (complicações microvasculares) pode ocasionar lesões na visão, no rim e neuropatias. Já nos grandes vasos do corpo (complicações macrovasculares), o diabetes pode causar AVC (acidente vascular cerebral), doença arterial periférica ou doença arterial coronariana isquêmica. Atualmente, até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares, embora apenas 56% dos pacientes com diabetes reconheça as doenças cardíacas como consequências mais relevantes do diabetes.

5. Diabéticos podem sofrer infarto sem sentir dor: VERDADE – embora relacionada aos pequenos vasos, a neuropatia torna as manifestações cardiovasculares atípicas no paciente com diabetes, que pode sofrer um infarto sem sentir dor e, até mesmo, apresentar um eletrocardiograma normal. “Em vez de sentir dor no peito irradiando para o braço, como é mais comum, o paciente pode sentir apenas um mal estar, ou uma dor abdominal seguida de enjoo ou vômito. Por isso é tão importante que todo paciente diabético passe pelo médico em busca de uma avaliação completa, rastreando o máximo de possibilidades de doenças cardiovasculares, de maneira preventiva”, reforça a endocrinologista Dhianah Santini.

Em quantidades moderadas, a beterraba é um verdadeiro aliado da saúde

De cor forte e saber adocicado, a beterraba é um dos alimentos que mais gera dúvidas por quem faz dietas ou tem uma alimentação controlada em açúcares e carboidratos, em especial que tem diabetes. Porém, a nutricionista Clara Gameiro Martins, que atende pela plataforma de contratação de serviços GetNinjas, garante que o tubérculo é riquíssimo em nutrientes que fazem muito bem à saúde e esclarece alguns desses pontos. Confira:

Do que a beterraba é composta?

A beterraba é um tubérculo muito consumido em saladas, mas dela pode se extrair também o açúcar, bem parecido com o da cana. Sua composição em macronutrientes é de carboidrato em maior quantidade e proteína em menor quantidade.

Quais são as calorias de uma beterraba?

Em 100g de beterraba crua contém em média 48,8 calorias e, em média, 32,2 calorias se estiver cozida. (Fonte: Tabela TACO).

Quais os nutrientes da beterraba?

A beterraba é rica em vitamina A,B e C, niacina e sais minerais como ferro, potássio, fósforo, cálcio, zinco e manganês e fibras.

Quais os benefícios que o vegetal proporciona à saúde?

A beterraba é utilizada para combater a anemia e para fortalecimento ósseo. Ela tem funções anti inflamatórias, diminui riscos de doenças cardiovasculares e controle da pressão arterial, é rica em antocianinas que previne infecções e antioxidantes que ajudam a combater radicais livres responsáveis pelo envelhecimento. Por ser rica em fibras, é um excelente alimento para fins laxativos. Para gestantes é uma boa opção para inserir no cardápio por conter ácido fólico que ajuda na formação do tubo neural da bebê. E tem sido bastante usada para os praticantes de atividade física, pois é rica em nitrito que se transforma em óxido nítrico que ajuda na vasodilatação melhorando o transporte de nutrientes para o músculo.

Quem está de dieta pode consumir a beterraba?

Pode e deve consumir. Embora seja um alimento muito rico nutricionalmente, deve se ter equilíbrio no consumo. Todo o alimento deve estar inserido em um contexto de alimentação saudável e equilibrada, e ser consumido de forma complementar a outros também importantes alimentos.

Existe alguma recomendação para o consumo da beterraba?

A melhor forma de consumir o produto sem ter muitas perdas nutricionais é na forma crua, qualquer processo de cocção ou de processamento altera o perfil de nutrientes e também promove perda de alguns que são termosensíveis.

Existe alguma restrição para o consumo da beterraba?

Pacientes portadores de diabetes devem consumir com moderação, pois é um alimento que possui um alto teor de carboidrato e dele se extrai açúcar. Pacientes renais e com formação de cálculos devem evitar quando estiverem em crise renal. E pessoas com alergia a algum componente do alimento.

Diabetes gestacional: saiba mais sobre as causas e consequências

Um dos problemas recorrentes durante a gravidez é o diagnóstico de diabetes. Conhecida como diabetes gestacional, a doença é diagnosticada quando há uma quantidade de açúcar no sangue superior ao normal. Apesar de ser uma situação de risco para a mãe e para o bebê, existe a possibilidade de controlar este mal para garantir uma gestação tranquila.

“Esse quadro de diabetes pode ou não se reverter após o nascimento da criança. Porém, quem desenvolve o distúrbio tem um aumento na probabilidade de diabetes tipo 2 no futuro” explica o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior.

Segundo o especialista, o diabetes ocorre quando há uma modificação no metabolismo, a partir do momento em que a placenta passa a produzir uma grande quantidade de hormônios que podem prejudicar ou até mesmo bloquear a insulina, e, caso o pâncreas da gestante não aumente sua produção, a quantidade de insulina produzida torna-se insuficiente para suprir a demanda do corpo, elevando o índice de glicose e de açúcares do organismo.

As causas da doença não são exatas, mas existem condições que facilitam seu aparecimento. Segundo o ginecologista, uma gestação de mulheres com idade de 35 anos ou mais, histórico de diabetes gestacional, mulheres cujo filho anterior nasceu acima do peso ou mulheres que ganharam peso excessivo durante a gravidez, histórico de intolerância à glicose ou histórico de diabetes na família, hipertensão, ovários policísticos, histórico de aborto de repetição e crescimento excessivo do feto, podem facilitar o aparecimento do diabetes gestacional.

“Quando os níveis sanguíneos de glicose não são controlados, as consequências são inevitáveis tanto para a gestante como para o bebê. Para as mães, aumentam a possibilidade de desenvolver infecções urinária, candidíase e até pré-eclâmpsia. Já para o bebê, caso o diabetes não seja tratado de forma eficiente, aumentam os riscos de parto prematuro, problemas metabólicos, má formação e até aborto espontâneo”, alerta o obstetra.

Além disso, o histórico de diabetes gestacional se torna um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes Tipo 2. Após o parto é necessário que a mãe realize exames de acompanhamento. “Por isso é importante que desde o início a futura mãe esteja em constante acompanhamento de pré-natal, além de seguir uma alimentação balanceada e, se possível, praticar atividades físicas regularmente”, finaliza.

Nas academias, aulas aulas auxiliam na perda de peso e no controle da glicemia

Engana-se quem pensa que academia resume-se a musculação, esteira e bicicleta. Yoga, Pilates, dança, luta…são inúmeras as opções de modalidades, o que reduz a quantidade de desculpas para não praticar atividades físicas. Na Change Academia, que possui duas unidades em Campinas – SP,  são encontradas aulas vinculadas ao programa Les Mills, focado em desenvolver atividades específicas as capacidades físicas investidas em treinamento.

São elas: CX Worx (exercícios focados para o Core e musculaturas acessórias), Balance (mix entre pilates, tai chi chuan e yoga – treinamento de própriocepção, mobilidade e alongamentos), Pump (exercícios resistidos com barra e pesos de forma ritmada e de alto gasto calórico), Spinning/ RPM (aulas de bike indoor), SH’Bam (aulas de dança e coreografias com músicas atuais). Além destas, Muay Thai, Funcional, Funcional Fight e clube de corrida também estão na lista.

De todas, as mais procuradas, segundo o coordenador geral da unidade Gramado da Change, Euller Carvalho, são spinning/RPM, Funcional e Funcional Fight e Pump. “A vantagem destas modalidades é a sinergia que as complementam. Elas são programadas e organizadas durante uma semana, trazem a segurança de um lapidar completo das capacidades físicas dos alunos”, explica.

Recomendações

Para aqueles que desejam perder peso, de acordo com o profissional, as aulas mais indicadas são a de alta intensidade: PUMP, Funcional, Funcional Fight e Spinning /RPM. Já para ganho de massa muscular, as recomendadas são PUMP e CX Worx. ”Não há restrição para quem quer praticá-las,, mas sim orientação sobre adaptações de execução de movimentos para quem apresenta alguma limitação ou dificuldade. Estas orientações são embasadas pelas respostas das avaliações físicas, orientações médicas e de fisioterapeutas, caso sejam necessárias”, alerta Carvalho.

As atividades físicas, como bem sabido, são ótimas ferramentas para o controle da glicemia, inclusive as aulas nas academias. Por isso, não há restrição de atividades, mas, para que haja a segurança de um rendimento sem prejudicar e colocar em risco a saúde do aluno, é sempre planejado um trabalho em equipe e multidisciplinar.

Na Change, o acompanhamento com nutricionista e/ou nutrólogo é passado para todos, diabéticos ou não, para assegurar que não haverá risco ou prejuízo à saúde e a certeza de um ótimo desempenho durante as atividades realizadas. Obviamente, a atenção aos detalhes e organização alimentar, principalmente antes e depois dos treinos, são mais importantes aos grupos de risco, devido a maior suscetibilidade a crises, como a hipoglicemia.

De acordo com o coordenador, para todos os momentos é importante que o aluno faça sempre o controle da glicemia e o acompanhamento nutricional e com o endocrinologista. Pontualmente antes das atividades físicas, além do teste destro, é importante que o aluno alimente-se bem, conforme orientado por um profissional, antes e depois das atividades, hidrate-se bem e tenha sempre uma carga rápida em mãos (alimento de teor glicêmico alto), caso haja uma crise durante a aula, para ser rapidamente ingerido, evitando desmaios ou sintomas mais profundos.

”Incluo a dica para sempre comunicar o professor responsável pela a condição de diabetes e possuir na carteira ou junto aos documentos um descritivo com dados pessoais como o nome e telefone de pessoas que podemos acionar, nome e telefone do médico que a acompanha e tipo sanguíneo”, alerta o profissional.

 

Especialista alerta: tirar carboidrato da alimentação pode ser perigoso até para diabéticos

 

 

Por Patrícia Ceolin Grassi – mestre em Metabolismo e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Unic

 

Qual a verdade nas dietas cetogênicas e low carb? De maneira resumida, rápida e sem rodeios, se um indivíduo não consumir diariamente alimentos fonte de carboidratos perderá peso, mas isso não significa, necessariamente, que emagrecerá. Pois é! Uma coisa é diferente da outra!

Os alimentos ricos carboidratos nos fornecem uma molécula chamada glicose, que é a forma mais simples, rápida e reconhecida por nosso organismo como fonte energética. Além disso, quando não a utilizamos (glicogênio), nosso corpo estoca essa molécula no fígado e no músculo. Quando passamos por períodos de jejum ou durante a prática de atividade física essa reserva é usada.

Diferente do tecido adiposo, que estoca gordura corporal e consideramos reservas ilimitadas, o glicogênio é uma forma de estoque eficiente, porém limitada, pois a cada 1g dessa molécula estocada, o organismo acumula 2,7g de água.

Vamos refletir, então, baseando-nos nas informações comentadas: uma pessoa de 60kg possui em média 500g de glicogênio acumulado e, consequentemente, 1,350Kg de água no corpo. Logo, quando a pessoa decide cortar de vez o carboidrato de sua alimentação (como, por exemplo, na dieta Dukan, dietas das proteínas, etc) o organismo, além de gastar suas reservas de glicogênio, utiliza a água que estava associada a essas moléculas.

Logo, quando o indivíduo sobe na balança ele pensa: “Que maravilha, lá se foram 2kg”. Mas, temos que repensar, pois, na realidade, a pessoa perdeu apenas massa magra (músculo) e água.

Geralmente, as pessoas não conseguem levar a diante, ou por muito tempo, esse tipo de dieta e quando reintroduzem os alimentos ricos em carboidratos em sua rotina alimentar, o peso volta rapidamente ao que era ou, muitas vezes, é possível ganhar mais peso. Então é aí que muitas pessoas concluem que o carboidrato é o vilão no processo de emagrecimento. Ou seja, você perde peso e não emagrece de fato como deveria, de forma saudável e com perdas gradativas de tecido adiposo e ganho de massa magra.

E isso também é válido para quem tem diabetes! A restrição total de carboidratos na dieta de quem tem a doença pode resultar em hipoglicemia e cetogênese. A hipoglicemia é muito perigosa, pois acarreta em: desorientação, dificuldade em falar, estado de confusão, perda de consciência, convulsões e até a morte. É mais frequente em diabéticos do tipo 1 e em crianças.

A cetogênese é uma das  consequências da falta de carboidratos (glicose) na corrente sanguínea e em alguns tecidos, como cérebro e hemácias (que só entende como fonte energética a glicose). Sendo assim, o organismo, quando precisa de energia, começa a produzir corpos cetônicos pelo fígado durante jejum prolongado ou na diabetes.  Essa substancia é extremamente tóxica, como consequência, o individuo começa a apresentar os sintomas citados acima podendo até chegar a coma cetoacidótico e morte.

Nos casos de diabetes do tipo 1 insulino dependente, o nutricionista habilitado e com curso em contagem de carboidratos pode auxiliar o paciente a usar este método que é extremamente eficaz. Já no caso do diabetes tipo 2, o profissional calculará as necessidades e objetivos e orientará a sua alimentação e rotina.

E a dieta Low Carb?

Ela nada mais é do que uma reformulação da dieta low fat, bem conhecida na década de 1990, onde a explicação é a menor secreção do hormônio insulina, controlador do armazenamento de gordura corporal. As dietas low carb são pobres em carboidratos, indo de encontro às que são totalmente restritivas, onde não é permitido nem o consumo de frutas. Vamos ser bem sinceros: é uma cópia das dietas antigas que falamos acima, apenas com nome reformulado. Os adeptos justificam que essas dietas aumentam o gasto energético e diminuem a secreção de insulina.

Mas afinal de contas, qual a ligação entre a insulina e o processo de emagrecimento?

A insulina, hormônio anabólico, tem o papel de armazenar nutrientes em nossos tecidos, em especial a glicose, sendo assim, quanto mais carboidratos, mais glicose, mais produção de insulina e maior o estoque corporal. Além disso, a insulina inibe a utilização de gordura do tecido adiposo – justificativa da dieta low carb para utilizarmos mais gorduras como fonte energética, o que afirmam levar ao emagrecimento.

Mas será que é tão simples assim? Claro que não. Essas dietas ignoram alguns mecanismos fisiológicos fundamentais de nosso organismo, como, por exemplo, que a insulina não é o único hormônio regulador destes processos.

Para quem conhece bioquímica básica sabe que o nosso sistema orgânico não é regulado de maneira tão simples assim, somente por secreção hormonal. As concentrações hormonais são flutuantes, inclusive a insulina, até mesmo porque, durante as refeições, não ingerimos somente um tipo de nutriente e sim a junção de vários, mesmo que o alimento seja fonte de algum nutriente específico, mas ele não é isolado. E, provavelmente, as nossas reservas metabólicas serão mobilizadas e oxidadas de acordo com nossas necessidades, como as reservas adiposas, por exemplo.

Essa teoria foi testada em algumas revistas científicas: compararam os efeitos de uma semana da dieta low carb e low fat com a mesma quantidade de calorias e proteína, no peso e gordura corporais, gasto energético e utilização de gordura e carboidrato como fonte energética pelo organismo de 19 adultos obesos. O estudo foi altamente controlado. Os participantes permaneceram em uma unidade metabólica, o que garantiu que consumissem somente os alimentos a eles dados, e uma mensuração precisa do gasto energético. O principal resultado do estudo foi: a dieta low carb levou a maior utilização de gordura como fonte energética (conforme seria esperado), enquanto isso não foi alterado na dieta low-fat. Mas, apesar disso, a perda de gordura corporal foi um pouco maior durante a dieta low-fat.

Então, durante a dieta low carb, os participantes tinham menor secreção de insulina ao longo do dia, oxidavam mais gordura e, mesmo assim, perderam menos gordura do que durante a dieta low fat. Isso é explicado pelos mecanismos que regulam nossa massa adiposa, que vão além da simples secreção de insulina em resposta à alimentação, conforme discutimos acima.

Em outro estudo, os participantes foram submetidos a quatro semanas de uma dieta low fat (com déficit energético de 300Kcal) seguidas de quatro semanas de uma dieta low carb (mantendo o mesmo déficit energético de 300Kcal e a mesma quantidade de proteína). O principal resultado foi: ambas as dietas resultaram em perda de gordura corporal; contudo, essa perda foi mais lenta durante as duas primeiras semanas da dieta low carb em comparação a dieta low fat. Ou seja, a perda de gordura foi menor durante a dieta low-carb.

Concluindo, é importante entendermos que esse tipo de dieta pode ser benéfica para algumas pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertrigliceridemia. Entretanto, isso não significa que esse tipo de dieta tem alguma “vantagem” para o emagrecimento. Para você conseguir ter resultados duradouros é necessário criar hábitos saudáveis, de forma racional e com ajuda de profissionais habilitados. Procure uma nutricionista de sua confiança.

Compulsão alimentar pode resultar em Diabetes tipo 2

Nervosismo: comida. Preocupação: comida. Ansiedade: comida. Felicidade: comida. Se você se identificou com essas situações, tome cuidado, pois pode ser um quadro de compulsão alimentar. É um distúrbio caracterizado pelo ato de comer de forma descontrolada, em um curto espaço de tempo, e em quantidade maior que o normal. Pessoas que sofrem desse transtorno costumam sentir culpa e vergonha após a “crise” compulsiva.

Pesquisas indicam que cerca de 2% da população sofre de compulsão alimentar, sendo mais frequente em mulheres entre 20 e 30 anos. Além disso, estudos revelam ainda que 30% das pessoas que procuram tratamento para a obesidade ou para perda de peso possuem este transtorno.

A alimentação inadequada e em maiores quantidades do que o corpo necessita, além de levar ao sobrepeso, está ligada a doenças como: diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto, problemas cardíacos, respiratórios ou de circulação. Além de outros transtornos ou doenças mentais, como a bulimia ou a depressão.

Nutricionista e coach em emagrecimento, Gladia Bernardi defende que é possível vencer a compulsão alimentar com o acompanhamento de profissionais de saúde e seguindo uma rotina de vida mais saudável. Associada ao Health Coaching International Institute, escola pioneira em Coaching de Emagrecimento Consciente, a especialista explica que grande parte das pessoas que comem por compulsão estão dominadas pelo inconsciente, que as leva a comer sem controle. “É necessário reprogramar a mente dessa pessoa para que ela passe a fazer as escolhas alimentares por meio do sistema consciente, e assim ter hábitos mais saudáveis, deixando de agir por impulso na hora de comer”, explica.

Abaixo, Gladia dá cinco dicas para vencer a compulsão alimentar:

1 – Busque entender a raiz do problema:

Para algumas pessoas, a vontade de comer exageradamente aumenta quando estão tristes, nervosas ou passando por situações de estresse, associando a comida como compensação para a questão que as aflige. Na visão de Gladia, contar com o acompanhamento de um coaching em emagrecimento, aliado a um atendimento psicológico, é fundamental para compreender o que faz a pessoa querer comer por impulso.

“O paciente busca compensar na comida algo prazeroso que ficou para trás na vida daquele indivíduo, e que o faz buscar a comida para o preenchimento desta lacuna”, explica ela. “Para sanar isso, é preciso estudar a fundo esses gatilhos emocionais, e então combatê-los”.

2 – Não faça dieta por conta própria:

Tentativas frustradas de controlar o peso são uma das causas que fazem a pessoa comer de forma ainda mais descontrolada. Isso porque, com a insatisfação por não conseguir emagrecer, muitos acabam desistindo de manter uma alimentação regrada, passando assim a comer em maiores quantidades e de forma menos saudável.

“É fundamental ter o acompanhamento de um profissional da saúde, pois ele saberá exatamente o que a pessoa precisa comer e aquilo que deve evitar. Buscar um especialista é sempre o mais indicado para qualquer paciente, mas, para os que sofrem de compulsão, fazer dieta sozinho é um erro ainda mais grave, que coloca a saúde em risco”, alerta.

3 – Faça escolhas mais saudáveis: 

Para a nutricionista, além das principais refeições do dia – café da manhã, almoço e jantar – é preciso prestar atenção no que se come entre as refeições. “Para quem sofre de compulsão, alimentos como salgadinhos, balas e outras guloseimas tornam-se ainda mais tentadores, e não é difícil que ‘devorem’ sacos inteiros de salgados industrializados ou doces em minutos, o que faz um verdadeiro estrago na alimentação”.

Por isso, é importante investir nos petiscos saudáveis, tendo sempre opções pouco calóricas para quando bater aquela fome ou compulsão. “Cenouras baby, ovos de codorna, frutas cortadas em pedaços, como maçã ou pêra, são boas opções para o lanche. “É fundamental optar por petiscos de boa qualidade, durante o dia e também à noite, quando o metabolismo funciona de forma mais lenta”, explica.

4 – Gerencie melhor suas emoções:

Para a especialista, sempre que houver a vontade de comer compulsivamente, deve-se analisar quais serão as consequências negativas ou positivas que se terá em médio prazo. “Se a pessoa pensar que se sentirá ainda pior caso se ‘renda’ à compulsão, certamente irá pensar duas vezes antes de agir de forma descontrolada à mesa”, diz.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostra que obesos têm 55% maiores chances de desenvolver depressão. “É preciso colocar isso na balança e buscar compreender se, um pouco mais tarde, a pessoa ficará mais feliz por ter evitado comer algo, ou se ela se sentirá culpada por ter ingerido o alimento”, explica.

5 – Procure outras formas de compensação:

Além auxiliar na perda de peso devido à aceleração do metabolismo, a prática de exercícios libera endorfina, enzima que proporciona bem-estar e diminui a ansiedade e o estresse. Pesquisa do Ministério do Esporte aponta que 38,1% dos homens e 44,6% das mulheres afirmam que praticar atividades físicas melhora a sensação de bem-estar e a qualidade de vida.

“É preciso encontrar outra atividade para recompensar o cérebro como fonte de prazer, que não seja a comida, e praticar sempre essa atividade, para que a prática se torne um hábito”, destaca Gladia.

Dia Nacional de Controle do Colesterol: níveis elevados podem piorar o diabetes

O Dia Nacional de Controle do Colesterol é lembrado em 08 de agosto com o objetivo de promover a conscientização e a importância da prevenção e do tratamento do colesterol alto. O colesterol é um tipo de gordura presente em alimentos de origem animal e que também é gerado pelo corpo humano. Além disso, desempenha funções essenciais no organismo, como produzir hormônio e vitamina D.

Segundo o cardiologista e diretor clínico do Hospital Santa Paula, Otavio Gebara, os problemas cardiovasculares causados pelo colesterol começam a ser construídos na primeira infância, até os 5 anos de idade. “O processo de depósito de gorduras nas artérias começa bem cedo. Existe uma interação entre os fatores genéticos e ambientais, mas também depende do estilo de vida, se a criança se alimenta de forma adequada ou não”, explica.

Existem dois tipos de colesterol: o LDL, considerado “colesterol ruim”, que facilita a entrada do colesterol nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura, causando o “entupimento”; e o HDL, considerado “colesterol bom”, que retira o colesterol das células e facilita a sua eliminação do organismo.

Em excesso, o colesterol LDL é prejudicial por aumentar o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os níveis ideais de colesterol no sangue são de 70mg/dL, não ultrapassando 100mg/dL. De 160 a 189 já é considerado alto e acima de 190 muito alto.

Gebara esclarece que muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e falta de atividade física. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta. Cerca de 70% do excesso de colesterol LDL é produzido pelo fígado e o restante (30%) vem da ingestão de alimentos ricos em gordura.

Ainda de acordo com o médico, o O LDL tem um efeito oxidante e inflamatório para as artérias. Dessa forma, ele promove alterações na parede do vaso que levam a progressiva perda de função vasodilatadora e elástica, promovendo o entupimento. O diabetes, causado pela resistência à insulina, também promove esses efeitos. ”Em conclusão, os dois fatores são deletérios e um potencializa o efeito danoso do outro.  A glicemia alterada piora a saúde dos vasos e facilita o deposito de colesterol nas paredes, aumentado as chances de um entupimento”, completa.

Sintomas e prevenção

Como o excesso de colesterol LDL não apresenta sintomas é indicado fazer exames com frequência, principalmente se a pessoa ingere muita gordura saturada, está acima do peso, é sedentário ou se tem histórico familiar de morte infarto.

“Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas só estão indicados em pessoas com alto risco, quando as mudanças no estilo de vida não conseguiram um controle adequado”, explica o especialista. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável, o peso sob controle, e uma dieta balanceada são fundamentais para controlar o colesterol.

Ainda segundo Gebara, existem várias maneiras de manter o colesterol sob controle. São elas:
– Praticar exercícios físicos;
– Não fumar;
– Evitar o estresse;
– Comer mais frutas e vegetais;
– Dar preferência a carnes brancas, grelhadas ou assadas;
– Comer uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs;
– Limitar a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite;
– Limitar os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado;
– Utilizar derivados de leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light;
– Evitar frituras;
– Fazer uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol.

 

Excesso de alimentos ácidos podem trazer danos à saúde

Ao receber o diagnóstico de diabetes, a primeira recomendação dos médicos e nutricionistas em relação às frutas é dar preferência às mais ácidas, já que possuem menos frutose. Porém, o que poucos sabem é que o fator pH do organismo pode causar uma série de transtornos para nossa saúde. A acidez acaba favorecendo condições médicas clínicas. De acordo com estudo da Universidade de Indiana, alguns exemplos podem ser úlceras, problemas de pele, artrite, osteoporose e até mesmo fadiga e depressão.

“O nosso organismo é criado para ser alcalino. O pH da maioria das nossas células e fluidos como, por exemplo, o sangue tem um valor ligeiramente alcalino. Assim como o nosso corpo tem mecanismos para regular a temperatura, de forma que se mantenha num valor determinado, ele faz o mesmo para tentar manter o valor de alcalinidade do sangue”, explica o doutor Theo Webert, que atua em nutrologia e qualidade de vida.

Segundo o médico, um dos fatores que determinam o pH do sangue é alimentação. “O nosso organismo transforma tudo aquilo que consumimos em energia. Mas ao alimento adequado pode regular o melhor funcionamento de nossas funções vitais”, acrescenta. O excesso de acidez no corpo pode resultar em problemas para a saúde, como risco de doenças inflamatórias e até câncer.

O médico lembra que a alimentação incorreta também pode colocar em risco o equilíbrio do PH sanguíneo, pois favorece a produção de ácidos. “Com esse desequilíbrio, o corpo acaba utilizando substâncias necessárias para outras funções, como o cálcio, que serve para fortalecer os ossos e acaba tendo outro fim, como retomar a alcalinidade do nosso corpo”, diz.

O especialista explica que as reservas de minerais alcalinos são facilmente consumidas devido excesso de alimentos ácidos, que são aqueles processados ou com excesso de química, como refrigerantes, a pizza, batatas fritas, bolos, biscoitos, cafeína, queijo, alimentos com gordura, bebidas alcoólicas, natas, etc. “Se o organismo está constantemente utilizando o cálcio para eliminar os ácidos que consumimos, então futuramente surgirão os sintomas da osteoporose”, exemplifica.

O Dr. Webert lembra ainda que estudos recentes reforçam a ideia de que uma dieta com pH equilibrado pode otimizar o metabolismo e aumenta a capacidade do corpo em eliminar as toxinas, além de reduzir consideravelmente a retenção de líquidos. “O ideal é equilibrar o consumo de alimentos ácidos e alcalinos”.

O médico defende o aumento considerável de alimentos ricos em minerais alcalinos, como magnésio, potássio, cálcio e sódio. Esses nutrientes podem ser encontrados em abundância, por exemplo, no óleo de peixe, no chá verde, em grãos integrais, vegetais e amêndoas, inhame, lentilha, melão e brócolis. “Além disso, o ideal é realmente evitar refrigerantes, até mesmo a água tônica, , café, chá-preto, açúcar, adoçantes diversos, amendoim, grãos e vegetais ricos em amido, como trigo, massas e feijão”, lembra.

Ainda de acordo com o especialista, o organismo de cada paciente representa um universo único e precisa ser avaliado individualmente. “A alimentação correta é a maior prevenção contra doenças. No entanto, a procura do auxílio de um especialista é sempre o melhor caminho para um resultado realmente eficiente desse tratamento”.

Conheça alguns alimentos alcalinos

Raízes – nabo, cenoura, beterraba e outros tubérculos podem ser consumidos crus ou levemente cozidos;

Vegetais crucíferos – repolho e brócolis estão entre os mais alcalinos;

Alho, limões, pepino, aipo, maçãs, abacate e uva também são alimentos alcalinos.

Campanha alerta para a relação da Hepatite C com o Diabetes

Atualmente, o Brasil tem cerca de 2 milhões de portadores do vírus da Hepatite C¹. Destes, aproximadamente 70% desconhecem que têm o vírus e apenas 10% foram tratados. Estudos mostram que o vírus da Hepatite C – adquirida principalmente pelo contato com sangue contaminado – é capaz de gerar alterações na insulina, impedindo que ela regule o metabolismo da glicose no organismo. Pacientes com essas alterações apresentam quase quatro vezes mais chances de desenvolver o Diabetes Tipo 2.

Para mudar esse cenário, a Gilead Brasil, com o apoio das Sociedades Brasileiras de Diabetes (SBD), Hepatologia (SBH) e Infectologia (SBI) lança a campanha nacional de conscientização “Na Ponta do Dedo – Faça o exame. Por trás do Diabetes tipo 2 pode estar a Hepatite C”. A partir deste conceito, a iniciativa tem como principal objetivo estimular (por meio de publicações nas redes sociais para médicos e público leigo) a realização do exame que detecta o vírus da Hepatite C.

“A Gilead acredita ser extremamente importante disseminar a informação de que, com o diagnóstico precoce e o tratamento correto, a doença (Hepatite C) tem 90% de chance de cura. Essa é a realidade que vivemos hoje no Brasil e pouca gente sabe”, revela Christian Schneider, gerente geral da Gilead Brasil.

Cerca de 90% das pessoas que adquirem a Hepatite C não desenvolvem nenhum sintoma. O diagnóstico, por sua vez, costuma ser realizado por meio de exames para doação de sangue, durante procedimentos de rotina ou quando a doença já está em fase avançada. “A Hepatite C é assintomática, ou seja, o aparecimento de sintomas é muito raro. Por isso, é muito importante consultar um médico regularmente, fazer o exame anti-HCV, que detecta o vírus e, se identificado, deve-se iniciar o tratamento nas primeiras fases da enfermidade”, explica o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O especialista destaca a importância do tratamento precoce da doença e a relação com o Diabetes tipo 2. “Um paciente que tem Hepatite C tem até quatro vezes mais chances de desenvolver o Diabetes tipo 2. Isso pode ser evitado com o diagnóstico e tratamento. O teste anti-HCV é rápido, pode ser feito com apenas uma gota de sangue, e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)”, completa Turatti.
Além de quatro vezes mais chances de desenvolver Diabetes, pacientes com Hepatite C têm maior propensão a desenvolver câncer de fígado, cirrose e doenças cardiovasculares.

*Saiba mais sobre a campanha acessando o site www.napontadodedo.com

10 dicas para manter uma alimentação saudável no ambiente de trabalho

Todo mundo sempre fala dos perigos de ter uma alimentação inadequada devido à correria do dia-a-dia. Com uma rotina pesada de trabalho, em alguns casos alidada aos serviços domésticos, muitas pessoas acabam optando por refeições mais rápidas que, geralmente, não são nada saudáveis. Mas…e durante o trabalho? No meio da manhã ou da tarde, aquele espaço entre as refeições? Ou até mesmo quem almoça no ambiente de trabalho? Como manter uma alimentação saudável?

Cafezinho, bolachas, salgadinhos, docinhos,  marmitas de restaurantes e tantas outras opções, por serem de fácil acesso e transporte, acabam sendo os mais escolhidos. Porém, independente do horário, ter o cuidado para evitar o consumo de comidas gordurosas, pouco nutritivas e principalmente os doces, é essencial para manter uma dieta balanceada mesmo fora de casa.

Para ajudar a realizar as refeições no ambiente de trabalho, a nutricionista Viviane Kim, da Liv Up, startup de alimentação saudável, selecionou 10 dicas de como ter uma alimentação saudável. Confira:

  1. Programe-se: tenha sempre em mãos opções de lanches mais saudáveis para quando a fome bater. Se possível, prepare também seu almoço, com salada, legumes, grãos integrais e proteínas para comer no trabalho;
  2. Evite pular as refeições ou ficar grandes períodos sem se alimentar: grandes intervalos entre as refeições podem levar você a comer mais quando se alimenta. Evite exageros, opte por fazer refeições menores em períodos de tempo mais curtos;
  3. Procure lanches mais saudáveis: troque os ultraprocessados por lanches mais naturais, tentando sempre associar carboidratos à gorduras boas ou proteínas. Frutas + castanhas ou frutas + iogurte são opções práticas, equilibradas e fáceis de levar para qualquer lugar;
  4. Evite sucos e bebidas prontos: eles costumam ser recheados de açúcar e conservantes. O ideal é, sempre que possível, priorizar sucos naturais e também chás e água;
  5. Hidrate-se: tenha sempre uma garrafinha de água perto de você. A água ajuda a eliminar toxinas e manter o bom funcionamento renal. O valor ideal de consumo de água diário é de 2 litros por dia;
  6. Evite frituras e itens empanados em restaurantes: produtos fritos e empanados costumam ter alto teor de gordura e aumentam muito o valor calórico da refeição. Por isso, prefira itens grelhados, assados ou no vapor;
  7. Dê preferência a carnes magras, brancas, legumes e grãos integrais quando almoçar fora: escolhas mais inteligentes fazem muita diferença na hora de comer fora. As carnes brancas costumam ser menos gordurosas, os legumes e grãos integrais auxiliam na saciedade e evitam picos de glicemia;
  8. Evite fazer grandes refeições no intervalo de almoço: grandes refeições costumam diminuir a produtividade e aumentar a sensação de cansaço. Procure sempre opções mais leves e com ingredientes integrais, para ajudar na sensação de saciedade. Os lanches entre as refeições não podem ser feitas com exageros, para evitar assim o almoço e o jantar, por exemplo, refeições vitais para uma boa saúde;
  9. Diminua ou retire o açúcar no seu café: o açúcar é um ótimo estimulante, mas também é calórico e dispara picos glicêmicos, que posteriormente causam sensação de fome e cansaço. Evitar seu consumo é essencial;
  10. Evite produtos ricos em conservantes: pesquisas indicam que eles podem aumentar o risco de desordens metabólicas e de obesidade, além de poderem ser potencias carcinogênicos. Procure consumir mais alimentos naturais e in natura.

Apoio familiar é fundamental no combate à obesidade

A obesidade é uma doença que já afeta milhares de pessoas pelo mundo afora e que se prolifera a cada dia. O ritmo de vida agitado, misturado ao excesso de trabalho e estresse principalmente nos grandes centros urbanos, faz com que a maioria opte por refeições rápidas que, geralmente, são ricas em gorduras saturadas, sódio, carboidratos e açúcar.

Causada pelo  acúmulo de gordura no corpo devido consumo excessivo de calorias na alimentação, a obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente e pode levar a graves complicações, como o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apnéia e derrame.

Recentemente, foi publicada a lei que liberou a prescrição dos medicamentos inibidores de apetite para a obesidade. Esses remédios têm propriedades farmacológicas importantes para o tratamento da doença, mas o uso deve ser acompanhado por um médico. Mais do que isso, entretanto, segundo o Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o paciente não pode abandonar a dieta adequada e a pratica de atividades físicas, e por isso, o apoio da família é fundamental no combate à doença.

“O primeiro passo para o combate e tratamento da doença obesidade é comportamental e inclui dieta e exercícios. A farmacoterapia, que é o uso dos medicamentos inibidores, só é indicada quando não houver resultado satisfatório. As cirurgias devem ser a última opção”, explica o Dr. Durval. O médico acrescenta que a forma como a família lida com a doença é um fator definitivo para o tratamento. “Não adianta pressionar, porque isso pode ter um efeito contrário e fazer com que a pessoa coma ainda mais. A melhor maneira de ajudar é trazer para dentro de casa uma rotina mais saudável, em que todos da família estejam dispostos a ter uma alimentação mais balanceada”, explica.

Confira seis dicas para auxiliar as famílias a lidarem com o poblema:

Evite ter doces ou guloseimas na casa – passe longe das bombonieres cheias de doces ou balas. Isso pode ser um inimigo da pessoa que estiver tentando emagrecer! Não ter esse tipo de alimento em casa pode dificultar que a pessoa os consuma.

Não vá ao supermercado quando estiver com fome – mesmo que o responsável pelas compras da casa não seja obeso, é importante não ir ao supermercado quando estiver com fome para evitar a compra de alimentos desnecessários. Compre somente o que for preciso e saudável.

Escolha apenas um dia na semana para consumir besteiras – balancear a alimentação é essencial para uma pessoa conseguir emagrecer. Claro que aqueles que estão em uma dieta mais restritiva não devem comer as famosas “porcarias” nem uma vez por semana, mas quando estiverem mais próximos ao objetivo, não tem problema comer algo a mais em um dia determinado, desde que sem excesso!

Introduza frutas, verduras e legumes na alimentação de todos – um ambiente onde todos têm uma alimentação saudável pode facilitar muito o processo contra a obesidade. Por isso, é importante que todos os membros da casa consumam frutas, verduras e legumes.

Seja companheiro – às vezes a pessoa que sofre com obesidade está em uma dieta muito restritiva e os outros moradores da casa continuam comendo frituras ou alimentos gordurosos. Isso pode ser prejudicial, porque instiga a vontade do outro, tornando ainda mais difícil de controlar a alimentação. Seja companheiro, evite esse tipo de comida pelo menos quando estiver dentro de casa.

Monte uma rotina de atividades físicas para a família – que tal se a família tiver um dia da semana para praticar exercícios junta? Pode ser no sábado ou domingo. Deixar de ir ao shopping center para dar aquela volta no parque pode ser uma experiência agradável para todos. Escolha uma atividade que seja comum e aproveite o final de semana.

Cuidado: a “desinformação” é inimiga da dieta e da saúde!

Dieta da sopa, dieta da lua, dieta low carb, jejum intermitente, shakes…quem nunca ouviu falar sobre estas e tantas outras dietas da moda? Atualmente, a grande quantidade de dicas sobre alimentação, boa forma, entre outros modismos propagados na mídia pelos formadores e influenciadores de opinião, expõem a sociedade ao perigo disfarçado de informação.

No Ganepão 2017, um dos maiores eventos de saudabilidade da América Latina, durante palestra promovida pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO) em parceira com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), o nutrólogo Mauro Fisberg foi claro ao alertar: “é importante reforçar o perigo da falta de explicação científica para embasar estes modismos e os riscos das alterações radicais na alimentação sem o devido acompanhamento nutricional. Esses comportamentos podem acarretar em problemas de saúde, como excesso de peso e o desenvolvimento de doenças crônicas”.

De acordo com Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da ABITRIGO, independente do objetivo da dieta, é essencial procurar um médico especializado no assunto antes de mudar ou restringir qualquer alimento do cardápio. “Praticar atividade física regularmente e manter um menu equilibrado, ou seja, com todos os grupos alimentares presentes (proteína, carboidrato e gordura), além de trazer a boa forma, trará também o bem estar mental”, explica.

Ainda segundo a especialista, apenas portadores de doenças específicas ou intolerâncias comprovadas a determinados ingredientes devem seguir uma alimentação mais restritiva. “Não existem milagres. É preciso pensar no longo prazo. O que dá resultado é a reeducação alimentar aliada à prática de atividades físicas”, diz.

Por isso, é importante retomar o prazer de comer sem terrorismo nutricional. “As ditaduras da beleza desenvolvem nas pessoas uma relação de amor e ódio com a comida, ocasionando estresse e aumentando o risco de ganhar ainda mais peso e desenvolver algum tipo de transtorno psiquiátrico, como anorexia, bulimia e até mesmo depressão”.

Confira os principais perigos das dietas da moda:

Gluten-free – defende a restrição radical dos alimentos que contêm glúten (caso dos derivados de trigo, cevada e centeio). Este padrão alimentar só é recomendado como tratamento para a doença celíaca (CD), alergia ou intolerância ao trigo (WA).

Riscos: ao excluir o glúten da dieta, normalmente há uma substituição dos grãos/cereais integrais por polvilho ou farinhas de tapioca e de arroz, aumentando a quantidade de carboidratos de alto índice glicêmico (elevação rápida do açúcar no sangue) e pobres em fibras, fato que propicia maior risco de desenvolvimento de câncer, diabetes e doença cardiovascular.

Dieta do dr. Atkins (dieta das proteínas) – propõe redução radical do consumo de carboidratos (massas, pães, doces, açúcares); libera o consumo de carnes (principalmente vermelha), ovos, maionese, manteiga, gorduras em geral.

Riscos: o consumo elevado de gorduras saturadas pode aumentar o colesterol e elevar as chances de desenvolver doenças coronarianas. A restrição ao carboidrato também pode levar a sintomas como fraqueza, cansaço, dores de cabeça e mau hálito.

Dieta de South Beach – é uma variação mais amena da dieta do Dr. Atkins. Estimula o consumo de gorduras monoinsaturadas (ex: azeite de oliva, amendoim, nozes); permite carnes, queijos, frango sem pele e bacon com moderação; a partir da terceira semana, introduz frutas, leite desnatado e carboidratos integrais.

Riscos: apesar de estimular o consumo de alimentos protéicos saudáveis, é muito restritiva em carboidratos, que pode ocasionar os sintomas relacionados anteriormente.

Dieta do Tipo Sanguíneo – criada pelo médico americano Peter D’Adamo, defende que cada tipo sanguíneo tem um único antígeno que reage de forma negativa a certos alimentos e a partir disso define uma lista detalhada do que consumir ou evitar de acordo com o tipo sanguíneo.

Riscos: pode provocar desequilíbrio nutricional podendo acarretar em sobrecarga renal, aumento do risco de doenças cardiovasculares entre outrasAlguns grupos são mais prejudicados que outros. Os portadores do tipo O, por exemplo, não devem consumir frutas ou laticínios, enquanto os do tipo A devem manter distância de proteína animal.

Sugar Busters – considera o açúcar como tóxico ao organismo por liberar insulina e provocar gordura corporal. Restringe alimentos como: batatas, arroz branco, milho, pão branco, cenoura, beterraba, mel, entre outros.

Riscos: dietas hiperproteicas seguidas por longo período podem causar prejuízos renais e hepáticos, doenças coronarianas e câncer.

Restringir carboidratos, gorduras ou qualquer outro tipo de nutriente não fará você perder peso de maneira saudável e duradoura. 

Com moderação, chocolate faz bem para a saúde!

Seja na versão ao leite, meio amargo, amargo, branco, diet (para quem tem diabetes), ou qualquer outra, o chocolate é um alimento que agrada – e muito – a todos os paladares. E segundo uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), 23% dos entrevistados declararam que é nos períodos mais frios em que ocorre um aumento do consumo do produto. Isso porque os dias gelados e nublados trazem a sensação de tristeza e depressão, e o chocolate ajuda a combater estes sentimentos.

“Ele possui polifenois, que aumentam a produção de serotonina – o famoso hormônio da felicidade que proporciona sensação de bem-estar. Também apresenta triptofano, aminoácido que melhora o humor”, explica a nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Kátia Terumi Martinez R. Ushiama.

Além do bem-estar, se aliado a uma dieta balanceada, o chocolate torna-se benéfico para a saúde. “O cacau, seu principal componente, é rico em minerais essenciais para o corpo, pele e cabelo, como magnésio, cobre, potássio, manganês e vitaminas”, explica a especialista.

Também possui substâncias antioxidantes e diminui o risco de doenças cardiovasculares, câncer, além do estresse e depressão. “É preciso, no entanto, consumi-lo com moderação, pois pode trazer grande quantidade de açúcar e gorduras, prejudicando, assim, a qualidade da saúde”, ressalta.

Para comer chocolate sem culpa ou se aquecer com bebidas quentes que levam o alimento, a nutricionista Kátia Terumi relacionou os benefícios de cada tipo de chocolate. Confira abaixo:

Chocolate ao leite: apesar de ser mais doce que os demais, possui menos gordura hidrogenada. Sua composição inclui cacau sólido, manteiga de cacau, leite e açúcar. Seu consumo deve ser controlado, pois é mais calórico;

Chocolate branco – Entre todos os tipos é o menos benéfico à saúde. Feito a partir de manteiga de cacau, ele traz em sua composição leite, manteiga de cacau e açúcar. É muito calórico e rico em gorduras, portanto, as versões sem açúcar, sem lactose e sem glúten são mais indicadas;

Chocolate amargo: é o mais indicado pela alta quantidade de cacau em sua composição. São menos calóricos, pois possuem menos açúcar e são ricos em flavonoides, que melhoram a circulação. Também é bom para o coração, equilibra o colesterol e diminui o estresse. Seus antioxidantes previnem o envelhecimento precoce;

Chocolate meio amargo: pode conter muito açúcar e gordura. Mesmo assim, é uma boa opção para quem não aprecia o forte sabor do amargo.

Chocolate diet: não possui açúcar, mas pode conter maior teor de gorduras ou ser até mais calórico do que o chocolate ao leite;

Chocolate light: não possui muitos nutrientes e, por isso, pode não valer a pena o seu consumo;

Chocolate de soja: fabricado com leite de soja, é rico em nutrientes, proteínas e até fitoquímicos importantes, como a isoflavona, o que faz dele um alimento bastante saudável;

Chocolate proteico: feito com Whey Protein (proteína do soro do leite), é rico em proteína e sacia o apetite. Também ajuda a tonificar a musculatura, mas pode ter grande quantidade de gorduras e deve ser consumido com limites;

Alfarroba: apesar do gosto e aparência iguais, ele não é um chocolate. A alfaborra substitui o cacau na produção do alimento. Não possui glúten, lactose e cafeína e é rico em vitaminas e minerais.